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Archive for the ‘banco real’ Category

endereçoUm importante seguidor deste humilde blog, que também foi bancário por longos 31 anos, conseguiu através de um grupo de amigos e colegas, obter uma reposta do Banco Central a respeito do endereço do Delta Bank, um banco estrangeiro que fazia parte do Grupo do Banco Real (antigo)  atual Santander e que atua pesadamente no Brasil há muitos anos na área de private banking interncional.

Por vários anos trabalhei simultaneamente para o Banco Real,Delta Bank,Banque Real de Cote D´Ivoire S.A,Banco Real Bolívia,Banco Real Chile,Real Bolívia de Seguros,Real Chilena de Seguros,banco Real del Paraguai (este só como membro do Conselho).

Em 1994 me transferiram para trabalhar diretamente em Miami para este Banco americano-brasileiro onde permaneci,contra a minha vontade,por 1 ano e alguns meses. Nesse meio tempo foi feita aquela famosa simulação de rescisão de contrato pelo Banco Real a mando do Delta Bank e que é hoje objeto do processo 01521 20040140600 já com decisão a meu favor por unanimidade do TRT e agora do TST em seu acórdão já disponível para consulta.

O que diz o Banco Central na resposta aos meus ilustres bancários e amigos  leitores do blog?

Diz que  oficialmente não existe no Brasil uma instituição financeira autorizada a operar aqui com o nome de Delta Bank.

Por outro lado o Banco Central não recomenda aos brasileiros operar com Bancos desconhecidos que veículam propaganda em sites,jornais,revistas,etc.

Mas que trem é esse gente?

O Brasil inteiro sabe e estou seguro que o Banco Central também que o Delta Bank atua aqui no Brasil e 95% dos seus clientes são brasileiros, a maioria dos quais conquistados pela rede de Agências do Banco Real (antigo) desde sua fundação no início dos anos 80.

Há vários artigos na imprensa sôbre isso e quem quiser pode pesquisar pelo Google. Este Banco  do Grupo do Banco Real (antigo) foi citado em várias CPIs que investigaram o Banestado, a CBF (aquele famosérrimo empréstimo cuja diferença de juros ninguém sabe ninguém viu prá onde foi), CC5, Opportunity etc.

Mas que estão aqui estão…e continuam operando fortemente aqui…nas barbas do Banco Central… qui comme toujours ne sais rien…rien de rien…

Uai…mas nós precisamos saber uai…

De que forma estão instalados aqui? Como uma empresa prestadora de serviços?Onde?Tem telefone?Seus funcionários daqui são pagos em dólares ou em Reais? Se em Reais são declarados ao fisco? Ao INSS? Ao FGTS?Estão registrados?Como o que?

Saiba mais do Delta Bank em português acesando aqui:www.deltabank.net

O Banco Central poderia ter lido a reportagem da revista Isto é Dinheiro abaixo.

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O da foto foi meu Presidente.

Vejam abaixo a resposta em vermelho do Banco Central do Brasil:

“Prezado Senhor

Informamos que não existe instituição autorizada a funcionar no Brasil pelo Banco Central do Brasil com o nome Delta Bank.. Acrescente-se que a relação dos representantes de instituições estrangeiras no Brasil pode ser encontrada em nosso site pelo caminho “Sistema Financeiro Nacional > Informações cadastrais e contábeis > Informações cadastrais > Instituições estrangeiras no Brasil “.

Vale ressaltar que recomendamos aos cidadãos que procurem sempre uma instituição financeira autorizada e fiscalizada pelo Banco Central, evitando fazer empréstimos com empresas desconhecidas que veiculam anúncios em jornais, internet ou outros meios de comunicação. Não se deve fazer empréstimos com empresas que condicionam a liberação do dinheiro a depósitos iniciais, oferecendo supostas facilidades e vantagens.

A relação das instituições autorizadas está disponível em nossa página em “Sistema Financeiro Nacional > Informações cadastrais e contábeis > Informações cadastrais”, consultando a opção “Relação de instituições em funcionamento no país (transferência de arquivos)” ou a opção “Cadastro de instituições (endereço, diretores, redes de agência, dados do conglomerado, carteiras, tarifas, etc)“.

Para outras instituições financeiras, solicitamos informar razão social e/ou CNPJ, para que possamos efetuar a pesquisa em nosso cadastro.

Para novos contatos, favor utilizar o formulário do serviço “Fale conosco”  em nosso site. Clique aqui ou copie o seguinte endereço em seu navegador – http://www.bcb.gov.br/?FALECONOSCO

Atenciosamente,

http://www.bcb.gov.br/img/bc_marca.gif
http://www.bcb.gov.br/img/transp.gif
http://www.bcb.gov.br/img/transp.gif Secretaria de Relações Institucionais
http://www.bcb.gov.br/img/transp.gifDivisão de Atendimento ao Publico
http://www.bcb.gov.br/img/transp..gifTel.:0800-9792345

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Aniversário de 5 anos do blog

Este blog hoje está aniversariando.

Foi criado extamente no dia 30.12.2004 portanto está fazendo hoje 5 anos e 2.248 posts, o que dá uma média anual de 450  ou ainda mais de 1,3 por dia, incluindo aí sábados,domingos e feriados.

Eu não disse que sou “madeira de lei que cupim não rói”.

Pois é. O blog vai continuar até que o processo trabalhista 01521-2004-014-06 esteja totalmente encerrado.Inexistindo pendências vou dar por terminada a minha curta carreira de humilde blogueiro e vou partir para a criação de jornais online regionais lá nas Minas Gerais.

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Quando um Banco diz que tem no Brasil 10.000.000 de clientes , ele está considerando:

3.000.000 de clientes que fazem financiamento de veiculos .(maioria não tem conta corrente com ele)

2.000.000 de clientes que estão com contas encerradas,paralizadas ou bloqueadas com saldo zero ou seja não consomem produtos e custam.

1.000.000 são clientes que apenas recebem salários e sacam tudo, não consumindo produtos.Via de regra são forçados a terem conta em virtude de convênio de pagamento da folha do seu empregador.

2.000.000 são contas de poupança,remuneradas e que não pagam tarifas

2.000.000 são clientes correntistas que consomem mais de um produto e olhe lá. Esses clientes são aqueles que pagam as mais altas tarifas. ( são literalmente esfolados)

Me lembro de quando o Banco Real (antigo) lançou uma big campanha para conquistar 2.000.000 de clientes. Ao final de um ano mais da metade já havia encerrado as contas e continuava como conta ativa. O objetivo era inflar a base para vender bem o Banco para os holandeses do ABN.

E conseguiram…e o ABN,prá não mostrar o problema,continuou (ou continua) mantendo as tais contas em sua base.

A realidade é essa….duvídam?

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É por isso que Bancos como  o dos Espanhois adoram o Brasil.Aqui se ganha muito e de forma muito fácil…

Em 12 meses de crise financeira global, o chamado spread bancário custou R$ 261,7 bilhões às empresas e consumidores brasileiros, cujo pagamento deve ser feito ao longo de dois anos. Se a diferença entre a taxa de juros cobrada por bancos e financeiras e a taxa que eles pagam para captar recursos (spread) seguisse os padrões internacionais, esse custo cairia para R$ 71,5 bilhões, o que representa uma redução de R$ 190,2 bilhões.

As informações são de um estudo inédito feito por José Ricardo Roriz Coelho, diretor do Departamento de Competitividade e Tecnologia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Feito com base em dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), o trabalho mostra que o spread médio brasileiro é o maior em um grupo de 40 países cujas metodologias de cálculo dos juros se assemelham à adotada pelo Banco Central do Brasil (média ponderada).

Em agosto, o spread médio cobrado no País era de 26,77 pontos porcentuais, enquanto no Chile estava em 6,04 pontos e na Itália, em 4,39 pontos. O custo mais baixo foi apurado no Japão, onde o spread representava apenas 1,28 ponto porcentual. “Confirmamos o que já é um consenso: o spread brasileiro é uma aberração”, afirma Roriz Coelho.

De acordo com ele, mais preocupante que isso é o “gigantesco custo” que o spread representa para os brasileiros. Supondo que todo o crédito concedido no período analisado (entre agosto de 2008 e setembro de 2009) fosse pré-fixado, o trabalho indica que a diferença entre o spread do Brasil e o da média dos cinco países da amostra que constam no Índice Fiesp de Competitividade das Nações (Chile, Itália, Japão, Malásia e Noruega) representa um custo adicional ao País de R$ 227 bilhões.

“Isso equivale a 42,6% de tudo o que é investido no Brasil em formação bruta de capital fixo e a 12,3% do consumo das famílias”, diz o diretor da Fiesp.

COMPETITIVIDADE

Roriz Coelho admite que a comparação com os países não é exata. Mas argumenta que os números se aproximam bastante da realidade, já que, do montante de R$ 1,873 trilhão em créditos novos concedidos no País entre setembro de 2008 e agosto de 2009, nada menos que R$ 1,405 trilhão refere-se a operações pré-fixadas, o que representa 77% do valor global.

Nesse período, de acordo com o trabalho, os brasileiros pagaram spread médio de 28,4 pontos porcentuais, oito vezes mais alto que o valor cobrado nos cinco países que constam do índice de competitividade da Fiesp, cujo spread médio no período foi de 3,5 pontos porcentuais. Entre todos os 40 países pesquisados, essa média ficou em 7,3 pontos porcentuais.

Para o diretor da Fiesp, a consequência disso é a perda da competitividade do produto brasileiro. “A redução do spread bancário para níveis adequados liberaria recursos para mais investimentos e consequentemente haveria melhora de produtividade”, diz. “Assim, reduziria pressões inflacionárias e permitiria o aumento sustentado da nossa competitividade, com maior geração de renda e mais emprego”.

Em outubro, último dado divulgado pelo Banco Central, o spread já estava em 25,97 pontos porcentuais, abaixo dos 26,4 pontos observados em setembro de 2008, período que antecedeu o aprofundamento dos efeitos no País da crise financeira mundial. Mesmo assim, o spread representou 72,9% do valor dos juros para o total das operações de crédito livre em outubro.

“Não existem razões para essa brutal diferença nos spreads bancários brasileiros em relação a todos esses países comparados”, afirma Roriz Coelho. “Primeiro porque o risco Brasil hoje é muito menor do que era cinco anos atrás”, analisa.

ESCALA

A inadimplência, que representa 37,4% da composição do spread bancário – o maior peso entre os componentes -, aumentou menos no Brasil do que nos países analisados, informa Roriz Coelho. Além disso, diminuiu o volume de recursos para provisões de crédito inadimplentes nos últimos cinco anos, o que significa menor custo para os bancos.

Para o diretor da Fiesp, também não se pode atribuir o elevado nível do spread bancário aos custos administrativos. “O volume de crédito concedido no Brasil vem de um contínuo crescimento desde 2002, e não é menor do que o dos países comparados. Portanto, não temos problema de escala”, avalia.

Por último, enumera o diretor, a carga tributária diminuiu com a redução do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Já o compulsório remunerado foi reduzido para os níveis de 2001, enquanto o compulsório não remunerado, de maior custo para os bancos, está em seus menores níveis desde o início da década.

FRASES

José Roriz Coelho
Diretor da Fiesp
“Confirmamos o que já é um consenso: o spread brasileiro é uma aberração”

“Não existem razões para essa brutal diferença nos spreads bancários brasileiros em relação a todos esses países comparados. Primeiro porque o risco Brasil hoje é muito menor do que era cinco anos atrás”

“A redução dos spreads para níveis adequados liberaria recursos para mais investimentos”

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Vida de bancário – Maio 1975

Esta foto marca a data em que recebi meu primeiro salário como Escriturário “E” do Banco Real na Agência de São João Evangelista -MG.
Lembro-me bem: CR$632,00 (seiscentos e trinta e dois cruzeiros) – pouco mais que um salário mínimo que andava perto de CR$500,00.
Á época era tradição pagar uma festa para os colegas usando parte do primeiro salário e a foto foi tirada no Restaurante Pereira.Consigo distinguir a Avani (caixa), o Wálter (este do cabelo fazendo suas imitações) que era o Procurador vindo de Ipatinga e o Lúcio (de costa).

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venda_casada_siteO Banco Real (atual Banco Santander) faz venda casada de produtos.Veja um exemplo abaixo de um Empréstimo com o sugestivo nome de REAL CREDITO EXCLUSIVO que é ofertado via internet ou através do Disque Real. Ouso pensar que FB não sabe disso.

No exemplo abaixo temos o caso de um cliente que tomou um empréstimo no valor de R$15.000,00 e que ao receber o comprovante percebe que na realidade o valor financiado foi de R$16.134,98.

A diferença foi um SEGURO REAL VIDA EM DIA empurrado goela abaixo do cliente e financiado a uma taxa igual à do próprio empréstimo e mais os tributos legais sobre o valor financiado.

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Pior: O tal Seguro REAL VIDA EM DIA parece ser a isca que garante ao cliente o direito ao famoso empréstimo REAL CRÉDITO EXCLUSIVO e só vale se as prestações estiver em dia, como o nome mesmo sugere.

Se o cliente morrer o seguro não vai para a familia e sim para o Banco.

Na realidade esse Seguro prestamista (que em última instancia deveria ser ofertado apenas aos clientes com idade super avançada e mesmo assim de forma opcional) deveria ser chamado pelo sugestivo nome de: REAL VIDA DO BANCO EM DIA.

O Banco mata o cliente com as taxas de juros e tarifas exorbitantes e ainda se aproveita do mesmo vendendo um seguro de vida  que no fundo só vai servir para o próprio Banco não perder o capital emprestado.

Muito bom…coisas do Brasil.

E como uma isca ainda mais maliciosa o seguro dá direito ao sorteio mensal de um prêmio de R$20.000,00 da Santander Capitalização.

Resumo da ópera ou melhor do REAL CRÉDITO EXCLUSIVO: Você pede um empréstimo e o Banco te vende um seguro e  também um sorteio e como resultado 3 empresas do grupo são beneficiadas:

O BANCO que vende o empréstimo Real Exclusivo;

A SEGURADORA REAL que vende o seguro, através do Banco;

A SANTANDER CAPITALIZAÇÃO que vende um titulo de capitalização (deve ser pago a ela com parte do custo do seguro) e sorteia o prêmio mensal.

Ou você pensa que não está pagando o “sorteio”.

Nota 1: Será que o Banco Central, a Receita Federal e o Procon sabem que isso ocorre?

Nota 2:Quantos milhares de brasileiros estão pagando este tipo de seguro e o sorteio contra a vontade?

Nota 3: Quantos milhões de Reais foram para a Receita das empresas afiliadas?

OS CLIENTES BRASILEIROS DEVEM FICAR MAIS EXPERTOS COM OS BANCOS OU ENTÃO CONTINUARÃO SENDO VÍTIMAS DE UM SISTEMA  FINANCEIRO PERVERSO,POUCO ÉTICO E CAPAZ DE TUDO PARA ESFOLAR SEUS CORRENTISTAS.

seguro

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Venda casada é proibida – veja o que fazer

Rizzatto Nunes

É impressionante ver como há empresários que se especializam em burlar as leis de proteção ao consumidor com o único e exclusivo objetivo de auferir lucro, mas uma espécie de lucro exagerado, sem fim. Atualmente, os maiores violadores do sistema são exatamente aqueles que não precisariam fazê-lo, pois seus ganhos já são por demais excessivos.

Aliás, no tema de hoje, a questão é antes de tudo moral, já que a violação é mais profunda: atinge a conduta, independentemente de a lei regulá-la.

* Abuso exagerado e repetido

Veja isto: nesta última semana, o zelador de um prédio aqui de meu bairro foi a uma agência bancária solicitar um empréstimo de R$ 500,00. Pediram-lhe toda a documentação de praxe e ele a levou. Aprovado o empréstimo, trouxeram-lhe o contrato e também outro documento para assinar: tratava-se de um seguro residencial. O zelador, então, disse que nem casa ele tinha, pois morava com sua família no apartamento pertencente ao condomínio.

Não adiantou: o funcionário do banco (parece que um subgerente ou coisa assim) disse que, para receber o empréstimo, ele tinha que fazer o seguro. E, olha, não foi pouca coisa. Para um empréstimo de apenas R$ 500,00 ¿enfiaram-lhe pela goela abaixo¿ (desculpem-me a expressão, mas ela é adequadíssima) R$ 64,20, ou o equivalente a 12,84% do total emprestado!

Muitas lições poderíamos tirar de simples episódio, tão corriqueiro como, infelizmente, qualquer assalto a mão armada em plena rua de uma cidade grande. Mas, todas elas nos jogam na cara esse lado estranho da condição humana que criou a hipocrisia e mais ainda o cinismo. Lendo-se a apólice de seguro, percebe-se a farsa, a comédia e a tragédia. Nosso zelador-consumidor (assim como qualquer um de nós) vive oprimido pelo abuso que as grandes corporações do capitalismo descontrolado lhe impinge. Ele, morador de um apartamento dentro do condomínio no qual trabalha, acabou fazendo seguro contra “incêndio, queda da raio e explosão” com coberturas contra “vendaval e fumaça” !

E foi obrigado a assinar um documento, do qual se lê: “declaro que este seguro está sendo adquirido por livre e espontânea vontade, por seu de seu interesse, sem qualquer vinculação com outro e/ou operação disponibilizada pelo banco…”

Quer mais? Está também escrito: “Declaro ter pleno conhecimento de que o presente bilhete será renovado automaticamente, por mais um ano, conforme disposto…” etc. Conclusão: o consumidor precisava de um pouquinho de lã, foi buscá-la e saiu tosquiado para a vida toda!

* Falta de consciência

Sempre que vejo abusos desse tipo, me vem à mente não só a imagem do empresário aproveitador e ganancioso, mas também a do funcionário que executa suas ordens. No caso do zelador, foi um empregado do banco que lhe impingiu o contrato de seguro abusivo. Esse mesmo empregado, que sabe muito bem que está abusando de um cidadão, ele próprio é também consumidor e certamente será enganado em algum lugar: numa loja, numa indústria, pelo serviço de transporte ou telefônico e por um banco! Trata-se daquilo que eu tenho intitulado de falta de ¿consciência de classe¿ do consumidor.

É essa falta de consciência que faz com que, no telemarketing ativo, o atendente viole a tranqüilidade do consumidor em seu lar e, muitas vezes, o engane com ofertas miraculosas; ou, no telemarketing passivo, faz com que o atendente se negue a fazer o cancelamento solicitado. É a mesma falta de consciência que faz com que o vendedor ofereça produtos com preços acima do que ele, afinal, poderia vender (as roupas poderiam ser adquiridas por menor preço, os eletrodomésticos idem etc); e é a mesma falta de consciência que faz o empregado do banco praticar o abuso contra o zelador.

A ironia é que, neste mercado que só conhece o lucro, todos esses ¿pequenos infratores¿ a mando de seus patrões violam o direito de outras pessoas no horário de seu trabalho, mas assim que vão às compras são também enganados.

De todo modo, é importante saber que, ao menos na questão da operação casada, a lei a regulou e o consumidor pode se proteger, conforme mostro a seguir.

* A operação casada é proibida

Quando o Código de Defesa do Consumidor proibiu que o fornecedor condicionasse o fornecimento do produto ou do serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço (e também proibiu a venda de quantidade mínima injustificada), estava dirigindo seu comando expressamente à prática das operações casadas já existentes no mercado brasileiro.

* O que é operação ou venda casada

A chamada operação casada ou simplesmente venda casada é uma imposição feita pelo fornecedor ao consumidor. Ela se dá quando o vendedor exige do consumidor que, para ele comprar um produto, tem que obrigatoriamente adquirir outro (o mesmo se dá com os serviços).

Algumas dessas operações são bem conhecidas. Dentre elas estão certas imposições feitas por bancos para abrir conta ou oferecer crédito, como, por exemplo, somente dar empréstimos se o consumidor fechar algum tipo de seguro (residencial, como o do zelador, ou seguro de vida). Outro exemplo é o do comerciante que só serve a bebida no bar se o consumidor comprar um prato de acompanhamento etc.

Esse tipo de operação pode também se dar quando o comerciante impõe quantidade mínima para a compra.

* O que fazer

Dependendo do tipo de operação, você pode aceitar a imposição e, em seguida, anular parte dela. Por exemplo, se for caso de banco que exige que você faça um seguro para obter um empréstimo, você pode primeiro obter o empréstimo e, depois, cancelar o seguro. A solução, no caso, é mandar uma carta/notificação tratando do abuso e cancelando o seguro (você pode obter um modelo de carta em meu site, cujo endereço está abaixo). E, claro, pode fazer uma reclamação no Procon.

Se for daqueles bares que não deixam você sentar sem beber, então o jeito é ir embora e depois denunciar o estabelecimento aos serviços de proteção ao consumidor.

* Aja rápido

Você deve estar atento para perceber se, fazendo o negócio, a parte abusivamente imposta pode ser resolvida separadamente. Use a carta/notificação para tanto. Se não der certo, procure o órgão de defesa do consumidor ou advogado de confiança.

* Operação casada legítima

Apesar da proibição, existem exceções para algumas operações casadas.

É que algumas exigências casadas são legítimas, como certas quantidades mínimas dentro de critérios razoáveis. Assim, por exemplo, o comerciante pode se negar a vender apenas a calça do terno, por motivos óbvios. Da mesma maneira, o industrial pode embalar o sal em pacotes de 500 g, mesmo que o consumidor queira adquirir apenas 200 g.

Rizzatto Nunes é mestre e doutor em Filosofia do Direito e livre-docente em Direito do Consumidor pela PUC/SP. É desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo. Autor de diversos livros, lançou recentemente o “Bê-a-bá do Consumidor” (Editora Método). Coordena um site voltado ao Direito do Consumidor e à Defesa da Cidadania, no qual tem seu blog: http://www.beabadoconsumidor.com.br

Terra Magazine

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Brasil recupera US$ 1 mi do Banestado desviados para o exterior

O governo brasileiro vai receber dos Estados Unidos US$ 1 milhão que foram desviados irregularmente através do esquema do Banestado. O dinheiro será repatriado graças a um acordo entre o Ministério da Justiça e o Department of Homeland Security (DHS, um órgão do governo americano responsável por assuntos de segurança interna e que, entre outras funções, atua para coibir a remessa de dinheiro ilegal para aquele país).
O ministro da Justiça, Tarso Genro, fará hoje o anúncio da repatriação durante o encerramento da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (Enccla), um encontro de mais de 70 órgãos públicos que discutem metas para coibir o crime, que está sendo realizado em Salvador.
Essa é a segunda vez que o Brasil consegue obter de volta dinheiro que remetido ao exterior por doleiros que utilizaram as contas CC5 através do Banestado. A primeira repatriação ocorreu em novembro de 2007, quando autoridades brasileiras foram para Nova York receber US$ 1,6 milhão das autoridades americanas. Agora, as autoridades dos EUA é que virão para o Brasil para entregar o cheque de US$ 1 milhão. O objetivo é ressaltar a parceria que permite retirar verbas ilegais sem a necessidade de sentença final na Justiça.
Para fazer as remessas para os EUA os doleiros utilizavam “laranjas” (intermediários) e as regras da Carta Circular no 005 do Banco Central que permitiam o envio de dinheiro para fora do país. As remessas se concentraram em Foz do Iguaçu, pois lá havia permissão especial para essas transferências por causa de intenso comércio daquela cidade com o Paraguai.
A partir da descoberta do esquema, em 1998, muitos doleiros fizeram acordos com as autoridades brasileiras e americanas para confessar os crimes em troca de redução de pena. Isso facilitou a identifIcação e o congelamento nos Estados Unidos de verbas desviadas do Brasil. Agora, os americanos estão atuando para reenviar esse dinheiro às autoridades brasileiras.
As estimativas do governo indicam que os doleiros devem ter enviado mais de US$ 20 bilhões para os Estados Unidos através do esquema do Banestado. Mesmo assim, o Ministério da Justiça considera uma vitória a repatriação de US$ 1 milhão, pois ela foi autorizada sem a necessidade de espera por uma sentença final da Justiça, mas sim através da cooperação internacional com as autoridades americanas. “O valor não é tão importante quanto o ato. Essa repatriação tem um efeito pedagógico importante”, afIrmou ao Valor o secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior. “Ela mostra para os doleiros e para o crime organizado que o governo vai atrás de suas forças de financiamento lá fora e traz o dinheiro ilegal de volta para o Brasil”, completou.
Segundo Tuma, o primeiro objetivo no combate às organizações criminosas é cortar o fluxo de dinheiro, impedindo o lucro com atividades ilícitas. O segundo objetivo, continuou o secretário, é repatriar o dinheiro desviado ilegalmente. “Somente quando impedimos essas organizações de usar o dinheiro é que damos um duro golpe nos criminosos”, ressaltou.

Tuma afIrmou que a Enccla deverá finalizar projeto de lei que prevê a extinção de domínio mecanismo que permite o perdimento imediato de bens obtidos de maneira ilícita por organizações criminosas.

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