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Archive for julho \30\UTC 2010

Grandes bancos cobram até 15% de juro no crédito pessoal

Da equipe do DiárioNet

21/07/2010

Enquanto se discute o juro básico da economia, a Selic, se deve ser de 10,5% ou 11% ao ano, os maiores bancos privados brasileiros seguem cobrando mais do que isso ao mês. Consulta do DiárioNet ao site do Banco Central mostra que braços financeiros das duas maiores instituições particulares do País, por exemplo, cobraram este mês de seus clientes 15,00% (financeira do Itaú) e 15,05% (banco Ibi, pertencente ao Bradesco, segundo o BC) ao mês no crédito pessoal, ou 89ª e 90ª posições em um ranking de 94 bancos. Na última colocação está a Crefisa, que cobra 25,57% mensais de juros no crédito pessoal. O primeiro colocado é o banco Mercedes-Benz, com 1,35% mensal de juro.

No cheque especial, os juros vão de 1,16% ao mês (banco Alfa) a 9,76% (Citibank). Dos 34 bancos que devem informações sobre operações realizadas de 2 a 8 de julho, a Caixa, entre os maiores, aparece como a instituição com a menor taxa de juro no cheque especial, 6,57% ao mês (14ª colocação). O Banco do Brasil cobrou 7,86% (20ª), o Itaú, 8,34% (24ª), o Bradesco, 8,39% (25ª), o HSBC, 9,09% (31ª) e o Santander, 9,18% (33ª e penúltima colocação).

É importante lembrar que as taxas são as que tiverem operações efetivas no período, não apenas juros médios transmitidos como informação aos clientes. Ou seja, se um banco informa 15% ou 25% de juro ao mês no crédito pessoal é porque efetivamente cobrou de alguém aquele valor no período indicado.

Confira abaixo o ranking das 94 instituições que fizeram crédito pessoal e empréstimo por meio do cheque especial entre 2 e 8 de julho. As informações foram publicadas nesta quarta-feira, 21, pelo BC.

Crédito pessoal

Posição Instituição Juros
1 BCO MERCEDES-BENZ S.A. 1,35
2 BRB – CFI S/A 1,65
3 BCO INTERCAP S A 1,69
4 BARIGUI S A CFI 1,78
5 BCO FIBRA S A 1,79
6 BANCO TOPÁZIO S.A. 1,85
7 BCO CRUZEIRO DO SUL S A 1,85
8 SENFF S.A. – CFI 1,88
9 TODESCREDI S/A – CFI 1,90
10 BCO ALFA S A 1,90
11 BCO INDUSTRIAL E COMERCIAL S A 1,91
12 BCO BANESTES S A 1,97
13 SANTINVEST S A CFI 2,00
14 BCO DAYCOVAL S.A 2,03
15 BCO INDUSTRIAL DO BRASIL S A 2,03
16 VIPAL FINANCEIRA 2,06
17 BCO BRADESCO FINANCIAMENTOS 2,06
18 PARANA BCO S A 2,07
19 BANCO MORADA S A 2,10
20 LECCA CFI 2,11
21 BV FINANCEIRA AS CFI 2,11
22 CARUANA SCFI 2,12
23 FINANSINOS S A CFI 2,12
24 BCO BGN S A 2,13
25 BANCOOB 2,15
26 BCO PECUNIA S A 2,22
27 BCO MATONE S A 2,29
28 BANCO BONSUCESSO S.A. 2,31
29 BCO SAFRA S A 2,31
30 CAIXA ECONOMICA FEDERAL 2,32
31 BCO ARBI S A 2,33
32 BCO VOLKSWAGEN S A 2,36
33 BCO RURAL S A 2,37
34 BCO VOTORANTIM S A 2,39
35 BCO RIBEIRAO PRETO S A 2,45
36 BCO MERCANTIL DO BRASIL S A 2,46
37 BCO BMG S A 2,47
38 BCO DO NORDESTE DO BRASIL S A 2,49
39 BCO LUSO BRASILEIRO S A 2,51
40 BCO SCHAHIN S A 2,54
41 BCO CACIQUE S A 2,55
42 BCO DO BRASIL S A 2,55
43 GAZINCRED S.A. SCFI 2,56
44 BCO FICSA S A 2,58
45 BCO DO EST DE SE S A 2,72
46 BCO A J RENNER S A 2,76
47 GOLCRED 2,78
48 BCO DA AMAZONIA S A 2,93
49 BCO PAULISTA S A 3,00
50 BCO CAPITAL S A 3,12
51 BANCO INTERMEDIUM S/A 3,14
52 BANEX S/A CFI 3,27
53 PERNAMBUCANAS FINANC S A CFI 3,28
54 BCO SANTANDER (BRASIL) S.A. 3,30
55 BRB BCO DE BRASILIA S A 3,31
56 BANIF BRASIL 3,32
57 BCO CITIBANK S A 3,36
58 OMNI SA CFI 3,44
59 BCO DO EST DO RS S A 3,48
60 SOCINAL 3,61
61 BANCO CITICARD 3,82
62 BANCO COOPERATIVO SICREDI S A 3,86
63 FINANC ALFA S A CFI 3,93
64 BCO DO EST DO PA S A 4,09
65 CREDIFIBRA S.A. – CFI 4,09
66 ITAÚ UNIBANCO 4,14
67 BANCO SEMEAR 4,49
68 BCO BRADESCO S A 4,54
69 HSBC BANK BRASIL SA BCO MULTIP 4,63
70 BCO ITAUCARD 4,69
71 BIORC CFI 4,91
72 CREDIARE CFI 5,34
73 QUERO QUERO S A CFI 6,21
74 BCO GE CAPITAL S A 6,78
75 FINAMAX S A CFI 9,04
76 GRAZZIOTIN FINANCIADORA SA CFI 9,80
77 FAI S A CFI 9,82
78 ROTULA S/A SCFI 10,11
79 PORTOCRED S A CFI 10,27
80 CIFRA S A CFI 10,30
81 PORTOSEG S A CFI 10,39
82 AYMORE CFI 11,78
83 MIDWAY S.A. – SCFI 11,99
84 KREDILIG 12,01
85 DACASA FINANCEIRA S A SCFI 12,56
86 BCO CSF S.A. 12,84
87 NEGRESCO S A CFI 13,19
88 BCO CEDULA S A 14,94
89 FIN ITAU CBD CFI 15,00
90 BCO IBI S A BM 15,05
91 BANCO AZTECA DO BRASIL S.A. 15,40
92 SAX CFI 15,49
93 CETELEM BRASIL S A CFI 18,41
94 CREFISA S A CFI 25,57

Cheque especial

Modalidade: Cheque especial Prefixado Período: de 2/7 a 8/7
Taxas efetivas ao mês (%) Publicado em: 21/7/2010
Posição Juros
1 BCO ALFA S A 1,16
2 BCO CRUZEIRO DO SUL S A 1,97
3 BCO VOTORANTIM S A 2,01
4 BCO FATOR S A 2,51
5 BCO INTERCAP S A 2,55
6 BANCOOB 3,01
7 BCO PROSPER S A 3,47
8 BANCO BONSUCESSO S.A. 3,52
9 BCO INDUSTRIAL E COMERCIAL S A 3,98
10 BCO DAYCOVAL S.A 4,07
11 BCO INDUSVAL S A 4,88
12 BCO SAFRA S A 5,62
13 BCO DO NORDESTE DO BRASIL S A 6,48
14 BCO CAPITAL S A 6,53
15 CAIXA ECONOMICA FEDERAL 6,57
16 BCO CEDULA S A 6,58
17 BCO DO EST DO PA S A 6,63
18 BCO DA AMAZONIA S A 7,20
19 BCO MERCANTIL DO BRASIL S A 7,34
20 BCO DO BRASIL S A 7,86
21 BCO LA NACION ARGENTINA 7,86
22 BCO SCHAHIN S A 7,90
23 BCO LUSO BRASILEIRO S A 8,04
24 ITAÚ UNIBANCO 8,34
25 BCO BRADESCO S A 8,39
26 BCO DO EST DE SE S A 8,49
27 BANCO JBS 8,54
28 BCO DO EST DO RS S A 8,77
29 BRB BCO DE BRASILIA S A 8,96
30 BCO RENDIMENTO S A 8,96
31 HSBC BANK BRASIL SA BCO MULTIP 9,09
32 BCO BANESTES S A 9,14
33 BCO SANTANDER (BRASIL) S.A. 9,18
34 BCO CITIBANK S A 9,76

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O senador Sérgio Guerra (PSDB-PE), coordenador da campanha de José Serra à Presidência da República, exonerou os oito parentes de um assessor seu que estavam lotados em seu escritório de apoio em Recife, mas que nunca deram expediente. O caso foi revelado pela Folha em junho.

Presidente do PSDB nega contratação de “fantasmas” e cogita demissão de família
Cotado para vice de Serra, Guerra nomeia “fantasmas” no Senado

Os parentes de Caio Mário Mello Costa Oliveira, uma espécie de faz-tudo do senador em seu Estado de origem, não davam expediente no local e mantinham ocupações paralelas, apesar de a frequência ser exigida por uma norma do Senado. A única secretária que trabalhava no escritório de Guerra disse que nunca tinha ouvido falar na família.

À época, Sérgio Guerra, que também é presidente nacional do PSDB, negou que eles fossem “fantasmas”. No entanto, consultou a área jurídica do Senado para saber se o fato de empregar dois filhos, dois irmãos, três sobrinhos e uma cunhada de seu assessor configuraria nepotismo. Segundo entendimento do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) em decisões precedentes, nem parentes de assessores podem ser nomeados em cargos de comissão.

“PORQUE QUIS EXONERAR”

Agora, Guerra diz que exonerou a família “porque quis exonerar”.

“Vou fazer uma reforma aqui no meu gabinete. Daqui a cinco meses eu não sou mais senador. Eu tomei providências para evitar problemas. Tem campanha agora, e é mais prudente eu limpar isso tudo aqui e pronto”, disse o senador, que agora disputa uma vaga na Câmara dos Deputados e que se queixou de adversários políticos seus estarem usando o caso contra ele em Pernambuco.

Ainda de acordo com o tucano, uma consulta feita por ele ao setor jurídico do Senado com o objetivo de saber se as contratações configuravam nepotismo resultou numa resposta “vaga”, o que também motivou a decisão de exonerá-los.

Guerra não soube dizer a data da exoneração. Seu gabinete informou que a dispensa foi publicada já no mês de julho, mas não informaram a data exata.

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Confira vídeo extraído do Blog da Dilma:

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A ANEI (Associação Nacional dos Empregados da Infraero) emitiu nota contra as declarações José Serra (PSDB/SP). Segue a íntegra:

A ANEI além de lamentar a atitude antiética do presidenciável José Serra na sua campanha “política”, REPUDIA as declarações MENTIROSAS e DESRESPEITOSAS do candidato. O que necessita esclarecer é se o candidato é MAL INFORMADO ou MAL INTENCIONADO

A ANEI lamenta que um candidato à Presidência da República fale sobre o setor de infraestrutura aeroportuária, principalmente sobre a estatal 100% brasileira – INFRAERO, 2ª maior empresa operadora de aeroportos do mundo, que há 37 anos administra os principais aeroportos do país, sem um mínimo de coerência em seu discurso. Afirmar que a Infraero está toda loteada politicamente é faltar com a verdade, é desrespeitoso ao corpo gerencial da empresa, à sociedade brasileira, além de revelar despreparo do aspirante que seja.

A INFRAERO é uma Empresa Pública de direito privado, dotada de patrimônio próprio, autonomia administrativa e financeira, vinculada ao Ministério da Defesa, atua na construção, implantação, administração, operação e exploração industrial e comercial de aeroportos, apoiando a navegação aérea e realizando atividades correlatas atribuídas pelo Governo Federal. Assim, no intuito de atualizar as informações para os candidatos e para os críticos, pontuamos o seguinte:

Primeiro:

O Estatuto da INFRAERO admite contratos, a termo e demissíveis “ad nutum”, profissionais para exercerem funções de assessoramento totalizando um limite máximo de doze Assessores. Desta forma, a estatal NÃO possui um Diretor sequer, um Superintendente sequer, um Gerente sequer que não sejam orgânicos. Portanto, a infeliz declaração do candidato não espelha a verdade sobre uma gigante empresa que tem dado bastante orgulho aos brasileiros.

Ademais, os cerca de 11.500 empregados concursados (não apadrinhados ou eleitos), que ao longo de quase quatro décadas, ajudaram no desenvolvimento sustentável do país com a infraestrutura aeroportuária – transformando uma empresa PÚBLICA brasileira na 2ª maior operadora de aeroportos do mundo em passageiros e 3ª em número de terminais, dos quais há previsão de investimento para ampliação e modernização na cifra dos bilhões para os próximos anos, dignam-se o respeito e consideração dos falaciosos.

O Brasil continua sendo considerado SEGURO para voar, porque a INFRAERO tem honrado todas as Recomendações de excelência em SEGURANÇA AEROPORTUÁRIA e NAVEGAÇÃO AÉREA ao longo de anos com a OACI (Organização da Aviação Civil Internacional). Caso não haja esse comprometimento e fiel cumprimento das Recomendações, o Brasil a qualquer tempo pode ser desconsiderado como país seguro para voar e, consequentemente, dezenas de Cias Aéreas poderiam(ão) deixar de operar no país. Isso significaria desemprego e retrocesso para a aviação.

Incrível que nos últimos anos os “especialistas” do Brasil só apontam críticas negativas à Infraero, mas a ICAO e a TSA (norte americana) apenas elogios.

Segundo:

A ANEI tem acompanhado o debate de perto sobre o tema privatização/concessão e a insistência de alguns “especialistas” no modelo único de aeroportos como solução para os problemas de um país continental que agoniza há décadas por falta de gestão pública continuada, melhores estradas, portos, hidrovias, trens, metrôs e outros modais, para darem melhor fluidez a passageiros e cargas.

Afirmar que o TAV em São Paulo não saiu do papel por culpa da Infraero, beira ao delírio e não merece comentários por inconsistência e quiçá seria o mesmo discurso de que o Rio de Janeiro poderia não sediar as Olimpíadas por culpa do Aeroporto do Galeão… mesmo o Rio perdendo feio para as outras candidatas em quesitos como metrô, hotelaria, infraestrutura urbana e etc.

Para se ter uma ideia, em 31 anos de existência o metrô do Rio tem apenas 42 km de extensão e com 36 anos em São Paulo são 62,3 km; em Londres são 408 km, em Paris são 213 km e em Moscou são 276 km… Enfim, não executaram ainda o TAV por outros motivos menos por culpa da Infraero, uma vez inclusive, que por décadas os governos têm se mostrado ineficientes para ampliar significativamente a extensão dos metrôs de nossas capitais.

Terceiro:

Apesar de técnicos verdadeiramente especializados e empresários brasileiros que lidam dia a dia no macroprocesso da aviação se posicionarem contrários a privatização/concessão – por ser um modelo muito mais caro e malsucedido em diversos países, têm nos causado estranheza a forma agressiva e predatória como alguns “especialistas” têm proposto o tema se de fato a maioria dos mais importantes aeroportos da Europa e dos EUA não são privados.

Insinuar que os técnicos da Infraero, uma empresa pública com status, respeitabilidade e história internacional, não possuem capacidade para modernizar e ampliar os aeroportos é jogar em vala comum um trabalho de excelência e comprometimento de décadas no desenvolvimento sustentável do país. Infelizmente o histórico brasileiro não pode validar a declaração do candidato sobre multa ou perda de concessões…

Para finalizar, soa como contradição que os “aeroportos” administrados pelo governo do estado de São Paulo – DAESP não são privatizados.

Apenas para constar, se privado fosse sinônimo de milagre, os Tribunais de Justiça de todo o país não registrariam ex-estatais, hoje empresa privatizada, no rol das mais reclamadas. ISTO É FATO!

– INFRAERO, uma empresa que precisa ser respeitada nacionalmente –
Porque o Brasil não precisa voar mais alto, precisa continuar voando bem.

Pela transparência e ética,
Diretoria Executiva da ANEI

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Abaixo as principais tarifas informadas pelos 3 bancos ao Banco Central.Não confie muito nelas e verifique sempre seu extrato pois não é surpresa para ninguém que os Bancos cobram sempre mais e de forma pouco transparente.Na realidade eles aproveitam do fato de que os brasileiros,notadamente aqueles que recorrem sempre a cheques especiais e empréstimos, não são pessoas que conferem bem o que lhes cobram.Fique atento.

Praticamente não há diferenças importantes entre o que cobra cada banco,o que vem confirmar que há praticamente um entendimento entre eles na Febraban para que isso aconteça.Não há concorrência nos preços até mesmo porque a maioria dos clientes são comuns a pelo menos dois deles.

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Alckmin, Dona Lu (em um dos 400 modelitos) e a amigona Eliana Tranchesi (antes de ser presidiária) inauguram a Daslú.

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Demorou cinco séculos, mas a economia brasileira está próxima de alcançar a marca de US$ 10 mil de renda per capita, segundo projeções de economistas e dados oficiais tabulados pelo iG. Com a expectativa de apresentar o maior crescimento das últimas duas décadas e meia, o Brasil deve se colocar acima da média mundial do PIB per capita – resultado da divisão entre as riquezas produzidas por um país e sua população.

Ao atingir o novo padrão de renda, uma classe média emergente começa a mudar o perfil da economia brasileira, com o setor de serviços ocupando mais espaço, em detrimento da indústria, segundo dizem economistas. Essa mudança estrutural deve acelerar o ritmo de expansão econômica, a exemplo do que aconteceu com países desenvolvidos, como Estados Unidos e Japão, décadas atrás.

Estimativas da LCA Consultores mostram que, em 2020, o PIB per capita deve dobrar, atingindo a casa dos US$ 22,7 mil. Os Estados Unidos, que bateram os US$ 10 mil per capita em 1978, dobraram a renda exatamente dez anos mais tarde, enquanto o Japão precisou de apenas quatro anos para o PIB per capita saltar de US$ 10,8 mil em 1984 para US$ 23,9 mil em 1988.

Foto: Arte iG

PIB per capita pelo mundo

Depois de alcançar um PIB per capita de R$ 16.414 – o equivalente a US$ 8.220 no fim do ano passado – o Brasil deve atingir PIB per capita de quase R$ 17,5 mil, que, dividido pela cotação do dólar esperado para o fim do ano, chegará aos US$ 10 mil nos próximos meses. A expectativa é de que essa mudança de patamar ocorra até o fim do ano, ou no início de 2011.

O Brasil deve encerrar 2010 com um PIB projetado de R$ 3,22 trilhões (o 8º maior do mundo) e uma população por volta de 193,3 milhões de habitantes (a 5ª maior do mundo). A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda projeta crescimento da renda per capita em 5,5% neste ano, o maior desde 1985.

Com uma população com renda média superior a US$ 10 mil anuais, o setor de serviços ganha mais peso no desenho econômico brasileiro, já que as famílias passam a ter mais opções de gastos com consumo de produtos e serviços mais sofisticados. Pesquisa realizada pela financeira do banco francês BNP Paribas mostrou que os gastos da classe C com vestuário são duas vezes maiores que os da classe D e E, enquanto as despesas com pagamento de prestações chegam a ser três vezes maiores entre uma classe e outra.

“Quando as pessoas têm uma renda baixa, usam pouco serviço. Conforme a renda aumenta, a participação do serviço aumenta na cesta de consumo”, diz o economista-chefe da LCA Consultores, Bráulio Borges.

Dados da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que as despesas de consumo das famílias brasileiras chegaram à média mensal de R$ 2.134,77. Os gastos com habitação lideram a lista, com 35,9% do total, seguidos por alimentação (19,8%) e transporte (19,6%).

O consumo das famílias, que respondeu por 4,1% do PIB em 2009, está em franca ascensão. Segundo a LCA, neste ano, as famílias consumirão 6,4% do PIB – algo em torno de R$ 230 bilhões. Para 2020, os números devem chegar a R$ 467 bilhões (praticamente o PIB da África do Sul em 2009).

O impacto disso é claro: o Brasil tem hoje mais de 70 milhões de usuários de internet, movimentando R$ 10,6 bilhões em comércio eletrônico. São mais de 53 milhões de televisores, 23 milhões de máquinas de lavar, 2,5 milhões de veículos novos emplacados por ano e 175 milhões de telefones celulares.

Embora apresente um número vistoso, o PIB per capita brasileiro pode não captar a desigualdade na distribuição da renda, já que o resultado é a divisão da riqueza produzida pelo número de habitantes. O Estado de São Paulo, por exemplo, tinha, em 2008, PIB per capita de R$ 22,6 mil (US$ 9,67 mil), enquanto, no Piauí, a renda era de R$ 4,6 mil (US$ 1,96 mil) – equivalente ao PIB per capita da Mauritânia.

Distribuição de renda

Na avaliação dos economistas consultados pelo iG, o Brasil concilia um período de crescimento econômico com melhor distribuição de renda – algo difícil de ser observado. “A expansão desta década de 2000 tem feito com que a pobreza caia e, com isso, há uma mudança no perfil da distribuição de renda”, diz Jorge Abrahão de Castro, diretor de Estudos e Políticas Sociais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Estudo realizado pelo próprio Ipea mostra que, em 30 anos, a transferência de renda saltou de 8% para 20% de participação no rendimento familiar do brasileiro. “Muito se fala do Bolsa Família, mas a maior transferência que se faz no Brasil é para aposentados e pensionistas, com mais de 15% do PIB”, diz Bráulio Borges, da LCA.

Outro ponto importante destacado pelos economistas é o aumento real do salário mínimo, que ampliou o poder de compra das famílias. “É um ciclo virtuoso: a melhoria da renda dos mais pobres aumenta o consumo e isso tem um efeito multiplicador no espaço econômico, principalmente, no mercado interno”, afirma Castro.

PIB per capita Confira a evolução do indicador brasileiro nos últimos 100 anos, com projeções até 2020 (em US$ mil)

Fonte: Ipeadata / * Estimativas LCA

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Segundo o diretor do Ipea, para não desperdiçar a chance de dobrar a renda nos próximos dez anos, é necessária uma elevação nos gastos com investimento, para que a demanda possa ser suprida pela oferta. Além disso, possíveis choques no exterior podem afetar o bom andamento da economia brasileira.

O economista-chefe da LCA diz que, se o País mantiver o tripé meta de inflação, cambio flutuante e austeridade fiscal, dificilmente um choque externo poderá abalar de forma relevante o crescimento econômico do Brasil.

Para Bráulio Borges, no entanto, a educação é o grande gargalo do País nos próximos anos, já que a mudança do quadro de desigualdade social é uma coisa “que levaria décadas”. “As políticas de transferências evitam uma piora da situação, mas, para mudar de forma crucial, somente o investimento na qualidade da educação”, afirma.

Klinger Portella, iG São Paulo

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