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Archive for maio \31\UTC 2010

A difícil substituição de Arruda como vice de Serra

José Roberto Arruda (ex-DEMos/DF) era o pré-candidato a vice-presidente ideal de José Serra (PSDB/SP).

Se não fosse o mensalão do DEM, seria o candidato natural a vice demo-tucano: era o único governador do principal partido aliado (do DEMos), o único político do DEMos que ainda era “bom de voto”, tinha a máquina do governo do DF nas mãos, e ainda contava com um esquema arrecadador de financiamento de campanha. Deixaria o governo do DF nas mãos de um aliado de confiança: Paulo Octávio (DEMos/DF), que seria candidato à reeleição.

Ninguém estaria discutindo nem especulando: a chapa Serra-Arruda seria uma certeza absoluta a esta altura do campeonato.

Arruda era tão completo para Serra, que além de radicado em Brasília, é mineiro de nascença, reforçando a representação no segundo maior colégio eleitoral.

O mensalão do DEM, culminando com a prisão de Arruda, desarrumou a chapa demo-tucana, com Serra na cabeça e Arruda de vice.

Agora Serra está sem vice, e sem opções que agreguem votos ou apoios consistentes.

Aécio quer distância da candidatura à vice. O DEMos quer o cargo, mas não tem nomes. Kátia Abreu (DEMos/TO), espanta o voto dos “verdes”, mesmo de direita, que Serra quer cooptar. José Agripino Maia (DEMos/RN) ficou com uma imagem estigmatizada, como um dos políticos mais anti-Lula do Brasil, e não ficaria bem na foto. Rodrigo Maia (DEMos/RJ) pode ser a bola da vez, no mensalão do DEM, por isso é carta fora do baralho. Fala-se até em José Carlos Aleluia (DEMos/BA), mas também não emploga nem os baianos. Talvez um nome baiano mais provável seja ACM Jr (não confundir com o Neto), por ser uma forma de tentar garantir que as antigas bases carlistas se mexam um pouco para pedir votos para Serra.

A convenção do PSDB acontece no próximo dia 12 e os aliados do demo-tucano mostram-se preocupados em ter um nome para apresentar.

Nesta segunda-feira, perguntado pela imprensa sobre o vice, Serra desconversou:

– Não vou falar mais sobre isso. Tudo o que eu falo gera especulação, não tem problema, vai ter uma boa definição…Existe uma angústia do vice muito grande por parte da imprensa, eu pessoalmente, que sou o maior interessado, não estou angustiado. Vamos dar uma boa solução.
O fato é que Serra está como aquele ex-noivo, abandonado na porta da Igreja, a procura de uma nova noiva, mesmo que não goste dela, e que ninguém deseja ser.

Serra sofre por Arruda a mesma amargura dos apaixonados que perderam um grande amor

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Globo contrata pesquisa Ibope para presidente

Do blog do Campbell:

O Ibope registrou nesta segunda, 31/05, nova pesquisa sobre a sucessão eleitoral, a primeira contratada pela Rede Globo. O período de realização começou em 28/05 e vai até 04/06, data em que completa cinco dias o registro e, portanto, pode ser divulgada.

As últimas pesquisas de Vox Populi, Sensus e Datafolha, mostraram crescimento da ex-ministra Dilma Rousseff, que, dependendo do cenário, já ultrapassa o pré-candidato do PSDB, José Serra.

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Dilma atropela Serra em pesquisa da Vox para o PT

A direção nacional do PT celebra em silêncio o resultado da mais recente pesquisa do Instituto Vox Populi feiita para consumo interno da campanha de Dilma.

Aplicada na semana passada, a detalhada pesquisa ouviu em todo o país 3.500 eleitores.

Dilma abriu cinco pontos de vantagem sobre Serra.

Como não é uma pesquisa para publicação, não foi registrada na Justiça Eleitoral.

Do blog do Noblat

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Antigo sócio de José Serra é condenado a 6 anos de prisão

Isso não cheira bem

O Conversa Afiada reproduz e-mail do notável (e incansável) colaborador Stanley Burburinho, ombudsman de tucano (paulista):

“Não obstante as operações financeiras irregulares aprovadas e realizadas pelos réus superem o astronômico valor de US$ 30 milhões, tem-se que a efetiva lesão ao sistema financeiro nacional ocorreu por um segundo motivo, qual seja, o descrédito que elas geraram em relação ao ‘Banespa’, colocando à prova a confiabilidade dos investidores e dos outros bancos na referida instituição bancária, abalando não apenas a sua segurança, mas a de todo o sistema financeiro nacional”, concluiu o Ministério Público Federal, que se manifestou a favor do aumento da pena base a níveis próximos ao máximo legal.

“TRF3 dobra valor base das penas de réus do caso Banestado:

Seguindo manifestação da PRR3, Tribunal reconhece ainda que ex-diretor do Banespa, hoje prefeito de São João da Boa Vista (SP), não tem prerrogativa de foro

Ouça o áudio da notícia

Clique aqui para ler a notícia

“O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) sentenciou na terça-feira, 18 de maio, o aumento da pena de 3 para 6 anos, de 16 réus, por crime financeiro contra o Banco do Estado de São Paulo (Banespa) ocorrido em 1992 (Processo: N.º 2006.03.99.008600-8).

Entre os réus está Vladimir Antônio Rioli, à época um dos diretores do banco, e ao mesmo tempo sócio de José Serra (PSDB/SP), na empresa Consultoria Econômica e Financeira Ltda.

Em 1992, Rioli e outros diretores do Banespa aprovaram uma operação para a concessão de fiança bancária à Propasa Produtos de Papel S.A. Na operação, o limite de crédito autorizado para a empresa, de US$ 1,1 milhão, foi excedido em US$ 2,2 milhões. De acordo com a denúncia, o interesse em beneficiar a Propasa era tão evidente que, quando a proposta inicial não foi aprovada, foi necessário desmembrá-la em duas operações para que houvesse, enfim, a aprovação da Diretoria Plena. Dessa forma, os diretores envolvidos garantiram a aprovação dos recursos, mesmo com a evidente incapacidade econômico-financeira da empresa para recebê-los. A pena foi inicialmente fixada em três anos de reclusão, prestação de serviços à comunidade e pagamento de 25 dias-multa. O Ministério Público Federal recorreu pelo aumento da pena, e conseguiu dobrá-la para 6 anos. (…)”

Em 2002 a revista IstoÉ publicou uma matéria onde mostra que o ex-sócio de Serra, Vladimir Rioli, na época diretor do Banespa e ao mesmo tempo sócio do Serra, foi responsável por operações fraudulentas em parceria com Ricardo Sérgio. Vejam abaixo. As fotos dos documentos estão após o texto:


O elo perdido

Ex-sócio de Serra, Vladimir Rioli foi responsável por operações fraudulentas em parceria com Ricardo Sérgio


Integrantes da tropa de choque que investiga irregularidades no Banespa, os deputados Robson Tuma (PFL-SP), Luiz Antônio Fleury (PTB-SP) e Ricardo Berzoini (PT-SP) ficaram revoltados com a operação abafa montada pela base governista para evitar o depoimento do economista Ricardo Sérgio de Oliveira na CPI que investiga operações podres nos tempos em que o banco era estatal. “Levamos um gol de mão aos 46 minutos do segundo tempo”, comparou Fleury. Os deputados passaram a última semana intrigados com o nervosismo demonstrado pelo Palácio do Planalto e pela cúpula do PSDB com a convocação. Caixa de campanha dos tucanos, Ricardo Sérgio estava intimado a comparecer à Assembléia Legislativa de São Paulo na quarta-feira 22, onde seria realizada a reunião da CPI. Diante das câmeras de televisão, o ex-diretor da área internacional do Banco do Brasil deveria explicar uma operação montada por ele em parceria com o Banespa em 1992, que trouxe de volta ao País US$ 3 milhões sem procedência justificada investidos nas Ilhas Cayman, um conhecido paraíso fiscal no Caribe.

Clique aqui para ler a matéria completa de Amaury Ribeiro Jr. no site da Isto É

Abaixo estão as fotos dos documentos:

Parceria:

Consultoria:

Operação:

Procuração:

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Muitos eleitores de classe média baixa melhoraram de vida nos últimos anos, e associam seus progressos ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No tabuleiro de acarajé do Zé da Chica, perto da praia de Itapuã, em Salvador, quatro integrantes dessa classe emergente se reuniram num fim de tarde para conversar com o Estado sobre a melhora em suas vidas – e as consequências dela nas suas escolhas na eleição presidencial deste ano.
O taxista Luis Estrela, de 34 anos, conta que “afundou em dívidas” entre 1998, no final do primeiro mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso, e 2003, início do governo Lula. “O poder aquisitivo diminuiu muito”, diz, e, com ele, o movimento de passageiros. “Tudo que eu tinha tive que botar na fogueira”, recorda Luis. Em 2003, ele devia R$ 30 mil a duas financeiras. “Quando entrou o governo Lula, comecei a respirar.” O número de passageiros foi aumentando – ele reconhece que também por causa da violência nos ônibus de Salvador – e os juros dos empréstimos caíram.
Luis reuniu todas as suas dívidas em um banco. “Zerei meu nome nos bancos, cartões de crédito e celular.” Comprou um terreno com uma construção por R$ 7 mil à vista e terminou a casa com um empréstimo na Caixa Econômica Federal (CEF) de R$ 17 mil, pelo qual pagou R$ 23 mil, em 24 meses. Equipou a casa com TV de plasma, computador, máquina de lavar, geladeira nova e ar- condicionado. “Coisas que nunca pude ter noutros governos”, diz ele. Luis instalou até um DVD player para os passageiros de seu táxi, que é arrendado.
O taxista afirma que ganha entre R$ 4 mil e R$ 4.600 por mês, e paga com facilidade a despesa mensal de R$ 3.500, incluindo o colégio da enteada de 12 anos, o sustento do filho de 1 ano e meio e um plano de saúde. “Graças a Deus, dá para manter uma situação muito boa.”
“Para mim, melhorou muito”, concorda Cristiane Caetano, de 31 anos, que fez curso técnico de enfermagem e é uma espécie de governanta na casa de duas irmãs de meia-idade. “Consegui financiar minha casa.” Cristiane paga prestação de R$ 146 na CEF pelo seu apartamento, que se encaixa bem na sua renda de R$ 800 (salário mínimo de R$ 510 mais diárias de R$ 35, que faz noutras casas).
No dia em que conversou com o Estado, ela tinha colocado anúncio no jornal procurando emprego como enfermeira. “Mando currículo todo dia; nunca me chamaram, talvez por não ter experiência”, diz Cristiane, formada há quatro anos em Itapetinga, sua cidade natal, a 562 km de Salvador. Ela não culpa o governo por não ter encontrado vaga em sua área. “Em Itapetinga, todo mundo que fez o meu curso está empregado”, diz Cristiane, cuja mãe trabalha como enfermeira em um hospital da cidade. “Lá tem bastante emprego. Trabalhei seis anos na fábrica de sapatos da Azaléia. Meus quatro irmãos também. Mas toda vida quis morar em Salvador.” Ela conseguiu seu primeiro emprego em 1999, na época de Fernando Henrique. Não tem opinião sobre o ex-presidente.
O namorado de Cristiane, funcionário da prefeitura de Pojuca, a 67 km de Salvador, não gosta do governo Lula. “Ele é contra o Bolsa-Família”, explica Cristiane. “Fala que tem que dar trabalho. Só que muita gente não tem condições de trabalhar.” Cristiane cita o caso de uma vizinha de sua família em Itapetinga, largada pelo marido com três filhos pequenos. Com o dinheiro do Bolsa Família, ela abriu uma venda em sua casa, e assim pode trabalhar e ao mesmo tempo cuidar dos filhos.
“Desde a eleição de Lula, facilitou muito”, avalia o segurança Arlindo Barbosa da Silva Filho, de 50 anos. “Qualquer pobre tem condições de ter TV, micro-ondas… Antes era mais difícil.” Arlindo foi demitido em 2008 de uma grande empresa em Salvador, onde trabalhara 18 anos. Recebeu R$ 46 mil do Fundo de Garantia, indenização e férias e outros R$ 3.800 de seguro-desemprego, em cinco parcelas. Deu R$ 40 mil de entrada num apartamento que vale R$ 120 mil, paga prestação de R$ 400 e cobra aluguel de R$ 500. Juntou o restante com suas economias, investiu quase R$ 20 mil numa casa que já possuía e aumentou o aluguel de R$ 400 para R$ 700.
Além disso, a pensão de sua sogra, cujo marido era ex-combatente da Marinha e funcionário do Correio, deu um salto no governo Lula. Ela recebe R$ 6 mil por mês, que repassa para a filha e o genro. Sua mulher está fazendo curso de publicidade. Como empregado, Arlindo ganhava R$ 700 líquidos. Agora, tira R$ 1.800, somando a renda de aluguéis de R$ 1.200 e os R$ 600 que ganha como motorista autônomo. “Esse governo é bom”, resume. “Ficou mais fácil investir e conseguir crédito.”
Arlindo tem um carro Vectra financiado em 36 meses, e paga R$ 418 por mês. “Com trabalho honesto, querendo, conseguem-se as coisas.” Cristiane completa: “E nome limpo.” Ela conta que uma amiga vendedora de produtos Avon comprou um carro. O marido desconfiou e foi averiguar. Explicaram que ela tinha rendimento e nome limpo.
No transcurso do governo Lula, José Antonio dos Santos Vieira, o Zé do Acarajé, de 45 anos, transformou-se em arrendatário e pequeno empresário. Ele abriu seu primeiro ponto de acarajé em Piatã há 16 anos, mas só contratou o primeiro funcionário em 2002. Hoje, tem 10 funcionários, e do ano passado para cá abriu mais dois pontos.
Formado em educação física, Zé do Acarajé é professor da rede estadual. Em 2007, fez empréstimo consignado de R$ 13 mil como servidor estadual no Banco do Brasil e transformou o sobrado em que vivia em sete unidades residenciais, que aluga por R$ 1.700. Paga R$ 380 de prestação. Pegou dinheiro emprestado com sua cunhada, comprou terreno e construiu casa num condomínio na Estrada Velha do Aeroporto. Em sua nova casa, montou uma cozinha industrial. Financiou também a compra de sua picape Saveiro e de um Gol para a filha, que estuda engenharia de produção. Outra faz ciências contábeis. “O governo federal ajudou quando segurou os juros”, analisa Zé do Acarajé, que faz último ano de direito. “Se não tivesse essa facilidade de financiamento, eu não teria conseguido fazer o que fiz.”
Os entrevistados não gostam de Lula apenas porque melhoraram de vida durante seu governo. “Esse presidente foi o primeiro que teve coragem de mandar prender corruptos, que mostrou os bastidores da política”, cita Luis. “Não é que mandou prender, não mandou soltar”, assinala Zé do Acarajé. “A Polícia Federal agora está trabalhando”, acrescenta Arlindo. “Lula enfrentou os empresários em favor das pessoas de baixa renda. Antes o governo era muito do lado da classe alta. Lula foi o primeiro que olhou para o Nordeste, que era esquecido.”
Apesar de estarem satisfeitos com Lula, nem todos definiram em quem vão votar em outubro. “Embora esteja contente com esse governo, ainda tem muito que melhorar, principalmente na educação”, diz Zé do Acarajé. “Mesmo gostando de Lula, ainda não escolhi meu candidato”, afirma Cristiane. “Não sou ligada em política. Só parei para prestar atenção em Lula porque senti a mudança, que foi um choque mesmo.”

“Ainda é cedo para tecer opinião em relação a candidato”, declara Arlindo. “Estou em dúvida ainda. Não gosto muito de política. Eu sou Lula. Minha opinião pode mudar até setembro.” Luis é bem mais assertivo: “Com o que a gente tinha antes, muda não.” Ele já escolheu: “Quero que continue o pessoal de Lula, Dilma. Se continuar como está, já é muita coisa. Não quero que piore. Do jeito que está, está bom demais.” Aqui no Estadão

Veja também:
linkRJ: na favela do Alemão, eleição ocorre sob impacto do PAC

linkPB: lavradores do sertão dizem que a vida melhorou

linkPA: em Marabá, queixas de impostos elevados

linkBA: classe emergente festeja progresso

linkPR: periferia de Curitiba sente boom de trabalho

linkSC: Agricultores familiares aprovam programas, mas cobram preço mínimo

linkSP: elogios a Lula e votos em Serra em Ribeirão

linkSP: críticas e elogios se equilibram em SP

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Na contabilidade da oposição, uma eventual vitória de Dilma Rousseff em outubro vai somar 20 anos do PT na Presidência e resultar no enterro do DEM. Aliás, do DEM e do PPS, com sérias avarias no PSDB.
Eis a aritmética em caso de Dilma vencer: Lula oito anos, Dilma mais quatro, a volta de Lula para mais oito.
O que está em risco é a sobrevivência da oposição, pelo menos da oposição tal como configurada nestas eleições. E, com vitória ou com derrota, a palavra “fusão” corre solta entre os oposicionistas, para gerar um novo partido, mais competitivo.
O DEM foi criado como PFL em 1985, no rastro da dissidência do PDS (partido da ditadura, originário na Arena) que apoiou as Diretas Já e o oposicionista Tancredo Neves (PMDB).
A evolução do processo político após a ditadura não acolheu as siglas “de direita”, espectro do PFL e agora do DEM. Assim, seus primeiros líderes não tiveram condições de concorrer à Presidência da República, a não ser em 1989, e transformaram o partido em linha auxiliar do PSDB.
Jorge Bornhausen (SC), presidente do PFL na maior parte da vida do partido, encerrou a carreira política; Marco Maciel (PE) teve seus oito anos de glória como vice de Fernando Henrique Cardoso (PSDB); o baiano Antonio Carlos Magalhães, que sempre andou em faixa própria, muitas vezes na contramão dos caciques, morreu em 2007.
A segunda geração, no DEM, demonstra inexperiência política e falta de instrumentos para disputar a linha de frente, seja a Presidência, sejam os governos estaduais.
O presidente é Rodrigo Maia (filho de César Maia, ex-prefeito do Rio). O ex-líder na Câmara era ACM Neto (neto do cacique baiano). O atual é Paulo Bornhausen (filho do ex-presidente do PFL). Os sobrenomes ficaram, mas a força política murchou.
Na geração intermediária, a resistência está ainda no Nordeste: senador José Agripino Maia (RN), deputado José Carlos Aleluia (BA), ex-governador Paulo Souto. Nada no Rio de Janeiro, em Minas, em São Paulo.
As maiores esperanças eram José Roberto Arruda, governador do DF, e Gilberto Kassab, prefeito de São Paulo. Arruda saiu da política para a cadeia na crise do mensalão do DEM. Kassab foi um bom candidato, mas é um prefeito sob críticas.
O DEM, agora, só tem uma alternativa: a vitória ou a vitória de José Serra. Do contrário, vira coisa do passado.
Da colunista Eliane Catanhêde. Publicado por sugestão do leitor, Marcos Andrade

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Justiça lerda favorece poder econômico da corrupção e tráfico de armas e drogas

O Jornal da elite Valor Econômico, trouxe matéria sobre a morosidade do Poder Judiciário para julgar casos de desvio de dinheiro para o exterior.

Há US$ 3 bilhões bloqueados em contas bancárias no exterior que não podem voltar ao Brasil enquanto o Poder Judiciário brasileiro não julgar, em definitivo, os réus pelos desvios de dinheiro.

Esse dinheiro é resultado de investigações de lavagem de dinheiro proveniente de crimes de evasão de divisas, corrupção, tráfico de drogas e armas, contrabando e outros e que motivaram a abertura de ações judiciais.

Entre estes valores estão dinheiro como o do grupo Opportunity; dos demo-tucanos paulistas (da turma de José Serra e Alckmin), que receberam propinas da ALSTOM; de traficantes de armas e drogas, e outros.

No governo Lula houve saltos de qualidade nas operações da Polícia Federal, desbatarando diversos casos. Por que o Judiciário não pode fazer como a Previdência Social, que melhorou seus sistemas e procedimentos para resolver uma aposentadoria em meia-hora? Da mesma forma o Judiciário poderia agilizar processos críticos e grandes, que envolvem grandes somas, para vir a ser julgado em meses.

Quando a Justiça quer ter pressa, um presidente do STF fica até meia-noite de plantão para conceder um habeas-corpus à um banqueiro (Daniel Dantas) no mesmo dia da prisão.É inaceitável que o Judiciário seja moroso em causas de grande importância para o interesse geral da população. O crime organizado se move por dinheiro. Atingir o poder econômico das quadrilhas é o mais duro golpe em sua capacidade de continuar praticando crimes. Confiscar e reaver o dinheiro roubado ou produto de outros crimes, asfixia o crime organizado, cortando a fonte de suprimentos de seu poder.

Ao contrário do que diz José Serra (PSDB/SP), não são camponeses e índios pobres bolivianos que movem o tráfico de armas e drogas. São as organizações criminosas como o PCC, sediadas em São Paulo, as más autoridades policiais e judiciárias que se deixam corromper pelo dinheiro para deixar o tráfico funcionar, e o pessoal do colarinho branco que lavam esse dinheiro. Esses, pode-se dizer, estão no topo da hierarquia, na economia do crime.

Se José Serra, quando foi governador de São Paulo, tivesse autoridade, determinação e vontade política para combater o PCC, a Organização Criminosa não teria nem poder, nem dinheiro, para assediar, encomendar, dominar territórios e corromper bolivianos, paraguaios, peruanos, etc, controlando boa parte da logística do tráfico internacional.

José Serra também contribuiu bastante para que as lavanderias de dinheiro sujo do narcotráfico e da corrupção funcionassem, ao apoiar a libertinagem das contas CC5 no governo FHC, que levou ao escândalo do Banestado.

Zé Augusto no blog os amigos do presidente Lula

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