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Archive for outubro \28\UTC 2009

fgtsNa Rádio Corredor AM da Paulista 1374 corria rumores de que a transferência dos saldos das  contas do FGTS administradas pelo Banco Real S.A (antigo) para a CEF continham erros absurdos nos saldos individuais, sendo a grande maioria em detrimento dos titulares.

Ou seja: Nada batia com nada e as famosas cartolinas amarelas mantidas nas diversas Agências em nome de terceiros eram uma bagunça total.

Manaus…ano 1976/1977

Eu mesmo,no começo da minha carreira em Manaus, cheguei a fazer parte de uma equipe encarregada de examinar a situação dos saldos de FGTS de algumas Agências, uma vez que tinham sido detectados desfalques,erros e omissões de lançamentos.Na verdade era um problema generalizado no Brasil e em todos os Bancos.

Se não me engano os problemas do FGTS do Banco Real (antigo) naquela cidade do Amazonas foram objetos inclusive de matérias altamente escandalosas na imprensa local e muitos funcionários foram demitidos por causa disso,  sendo alguns de forma injusta.

rionegroHouve um caso em que a Policia local chegou a torturar um funcionário titulado do Banco enfiando sua cabeça nas águas do Rio Negro para que confessasse um delito que não havia cometido.

O pior de tudo é que foi um Inspetor do Banco (tive o desprazer de conhecê-lo em diversas inspeções) que teria induzido a Policia a usar os métodos medievais de tortura para obter uma confissão e com isso permitir ao Banco a demissão por justa causa, ou seja sem o pagamento legal dos direitos.

Felizmente nada conseguiram provar contra ele…mas certamente isso o marcou para o resto da vida.

Tempos idos e vivídos…

E daí?

Um dia, já bem distante de 1976, perguntei  a um Diretor Administrativo que havia participado de forma decisiva da transferência dos saldos para CEF e ele me confirmou que houve sim muitos problemas e que como os saldos individuais não batiam com o balanço tiveram que  dar uma “marretada”  prá lá de básica nos saldos individuais e assim poder cumprir os prazos estabelecidos,sem prejuízo para a instituição.

“O grande poder economico sufocando e tirando proveito do pouco esclarecido trabalhador brasileiro à época”.

O certo…

Nos Bancos, ou em qualquer empresa séria, quando não se consegue achar uma diferença e é preciso fechar uma conta lança -se a mesma num rubrica de diversos credores ou devedores e procura-se depois até encontrar o problema.Não sendo possivel a identificação, a solução é pagar a quem de direito e reconhecer o problema como prejuízo. Ou cobrar a quem deve…óbvio.

Mas e daí…porque eu falo disso agora?

Pouco tempo antes de sair do Banco resolvi pedir ao arquivo geral uma cópia microfilmada de todas as cartolinas amarelas da minha conta de FGTS lançadas nas Agências de São João Evangelista,Nanuque,Manus,Belém e Recife de 1975 até final de 1981.Não vieram todas e as que vieram tinham muitos erros de lançamentos e saldos e é possível ver que os problemas detectados eram todos em meu prejuízo.

Já terminei a conciliação, sei quais foram os erros, mas não tenho intenção de reclamar nada a esse respeito, até mesmo porque o FGTS decorrente de salários recebidos no Brasil é um assunto terminado para mim.

Mas e os milhões de brasileiros que tinham as famosas cartolinas amarelas no Banco Real S.A (antigo) e nos outros Bancos e que tiveram seus saldos transferidos para a CEF de forma  “marretada”?

Será que à época algum Sindicato se deu conta disso? Busco no google e encontro algo.Vejam abaixo:

ERRO EM EXTRATO DO FGTS LESA TRABALHADOR

http://www.sindicatomercosul.com.br/noticia02.asp?noticia=4452

Luciano Fazio, técnico do Dieese em Brasília, e Mario Alberto Avelino, presidente do Instituto FGTS Fácil, entidade criada em abril de 2001 para acompanhar questões relacionadas ao fundo, também analisaram os extratos e confirmaram os erros.

“Se esses erros forem generalizados em todas as categorias de trabalhadores, levanta-se uma grande suspeita sobre a transferência do saldo da rede bancária para a CEF. De qualquer maneira, é preciso que haja investigação”, diz Fazio.

“Nos extratos que estamos recebendo também constatamos erros em pelo menos 15 contas de 60“, diz Avelino.

Octávio Bueno Magano, advogado e professor da Faculdade de Direito da USP (Universidade de São Paulo), diz que “já tinha ouvido dizer que alguns extratos estavam errados. É provável que seja erro, mas não excluo totalmente a possibilidade de fraude”, afirma.


Nota para bancários e demais trabalhadores que tinham contas antigas:

Se você tem necessidade de conciliar sua conta de FGTS peça ao Banco Santander S.A (sucessor do Banco Real) que lhe forneça todos os extratos microfilmados,insira os lançamentos em uma conta que você pode adquirir no Instituto FGTS Fácil e veja se existe diferença.Caso haja, faça a sua reclamação à CEF ou peça ajuda ao seu Sindicato.Este blog está à disposição de todos os interessados para orientar sôbre como fazer uma correta conciliação de valores lançados,saldos,correções,etc.Basta escrever para blogexbancario@gmail.com

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O banco Santander está a ser acusado nos EUA de não ter tomado medidas para proteger os seus clientes de Madoff, depois de terem surgido, em 2002, alguns sinais de gestão fraudulenta.

Em reuniões realizadas com Madoff nos dias 18 e 19 de Setembro de 2002, representantes do Santander e da sua unidade Optimal Investment Services “pediram ao financeiro para que este desse a custódia dos seus fundos a uma terceira parte, mas Madoff recusou”, revela um grupo de investidores no documento do processo que estão a mover contra o Santander, citado pela Bloomberg.

A atitude de Madoff em não dar a custódia dos fundos a terceiros era diferente do que é habitual no sector, mas apesar disso os representantes espanhóis meramente ajustaram os prospectos os dois fundos da Optimal que tinham investido junto do gestor fraudulento para dizer que exista a “possibilidade”, ou “o risco”, de que este poderia fugir com o dinheiro.

“Em vez de retirar os fundos, o Santander e a Optimal não tomaram qualquer acção para proteger os investidores, ou para verificar se os activos da Optimal Funds ainda existiam”, lamentam os lesados.

O Santander perdeu cerca de 3,2 mil milhões de dólares (2,12 mil milhões de euros) na fraude de Madoff, notando os investidores que o falhanço do banco foi ampliado pelo facto de que, durante 12 anos, a instituição não tentou contactar os auditores de Madoff nem outras entidades para verificar a veracidade das negociações do gestor.

“Revelar apenas a alegada ‘possibilidade’ de que o dinheiro seja roubado não exonera o Santander de levar a cabo os procedimentos mínimos necessários para garantir que tal não ocorra”, dizem os accionistas no documento do processo.

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No primeiro semestre deste ano, foram vendidos cerca de 4 milhões de exemplares por dia, número 4,8% menor, se comparado ao mesmo período do ano passado…Depois de você ver esse vídeo, vai entender porque a Folha de S.Paulo, faz oposição ao governo Lula.Você vai continuar assinando a Folha/Uol? Vai manter seu email na Uol?E seu blog, vai continuar sendo hospedado na Uol/Zip?

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A curva que assusta

dilma2006Mauricio Dias Há uma curva no caminho da pré-candidatura do tucano José Serra. Ela talvez seja um dos maiores fatores da imobilização política do governador paulista em relação à eleição presidencial de 2010, que tem levado seus aliados a certo desespero.

A curva mostra o comportamento longitudinal do eleitor em relação às candidaturas de José Serra e Dilma Rousseff.

“Esse comportamento em relação ao governador Serra apresenta uma base de 35% e, ao longo do tempo, sofreu uma variação positiva até o início de 2009. A partir daí, há uma tendência constante de queda”, aponta Marcus Figueiredo, responsável pelo trabalho.

Em junho de 2008, Serra alcançou 38,2% pela Sensus. Chegou a 42,8% no fim de janeiro de 2009 em sondagem de opinião feita pelo mesmo instituto.

A curva similar, em relação à candidatura da ministra Dilma Rousseff, aponta uma tendência sempre crescente.

Ser (candidato) ou não ser (candidato)? Eis a questão de Serra.

Essa curva era, até então, conhecida por poucos. Ela foi mapeada por Figueiredo, um especialista em pesquisas eleitorais. Professor do Iuperj, da Universidade Candido Mendes, no Rio de Janeiro, foi utilizada por ele uma metodologia, usada nos Estados Unidos, chamada Poll of Polls (Pesquisa das Pesquisas).

Figueiredo tomou como base o resultado das pesquisas pré-eleitorais que representam a opinião da sociedade em momentos variados. Figueiredo usou dados das pesquisas do Ibope e dos institutos Sensus e Datafolha, realizadas entre fevereiro de 2008 e setembro de 2009. A representatividade das amostras é compatível e o objeto da pergunta é semelhante (“Se a eleição fosse hoje, em quem o senhor votaria?”).

Segundo ele, a ideia de fazer a “pesquisa das pesquisas” tem, exatamente, o objetivo de pegar as diferenças apontadas entre as pesquisas rotineiras, que, como retratos, mostram o presente. A tendência dilui essas diferenças episódicas captadas pelos porcentuais de uma mesma pesquisa ou, eventualmente, de pesquisas de diferentes institutos feitas quase no mesmo momento.

A tendência no tempo longo livra as candidaturas de circunstâncias episódicas.

Serra teme a derrapagem projetada por essa curva. Certamente, o deputado Rodrigo Maia, presidente nacional do DEM, se preocupa muito com ela. Aliado principal do PSDB, Maia não esconde do eleitor suas angústias e tem forçado uma definição rápida. “A oposição está sem discurso, sem candidato. Estamos no pior dos mundos”, lamentou recentemente.

O gráfico da “pesquisa das pesquisas” aponta uma tendência, mas não assegura que a situação seja imutável. Marcus Figueiredo acredita, no entanto, que, “se o governador José Serra continuar escondido”, a tendência da curva continuará declinante e, em breve, poderá ser ultrapassado pela curva ascendente de Dilma Rousseff.

Da:Carta Capital

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bessinha

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Qualquer Banco,seja ele brasileiro ou estrangeiro, que atua na atividade de private banking internacional, no Brasil,precisa da parceria de doleiros. Sem doleiros não há como operar aqui,sobretudo abrindo e abastecendo contas de brasileiros no exterior ou na repatriação da bufunfa no mercado paralelo.

Não se abre conta no exterior com menos de US$100 mil, mas grande parte dos Bancos exigem muito mais que isso.U$100 mil é coisa de peixe pequeno,mis conhecido em Minas como lambarizinho.

Até uns anos atrás os principais doleiros atuavam predominantemente nas cidades de S.Paulo,Rio de Janeiro e Belo Horizonte e em grandes centros como Campinas,Recife,Fortaleza,Porto Alegre,Florianópolis,etc.

Hoje eles operam no Brasil da mesma forma, mas os “grandes” têm sua base nas cidades de Assuncíon e Montevideo e usam e abusam de contas de “laranjas” abertas nos Bancos brasileiros, nas barbas do COAF.

O que é intrigante neste assunto é que vários órgãos de fiscalização sabem como e onde atuam, têm como detectar a movimentação suspeita nos Bancos que os protegem e nada é feito para impedir as transações que envolvem certamente lavagem de dinheiro,evasão de divisas e o tal “planejamento fiscal à moda brasileira”.

Todo mundo sabe,por exemplo, que muitos  pagamentos de capital e juros de empréstimos de empresas de pequeno,médio e mesmo grande porte contratados no exterior por pessoas físicas ou empresas sem balanços auditados por auditorias internacionais, são na realidade uma das formas de “planejamento fiscal à moda brasileira”. Qualquer entendido sabe que é impossivel obter empréstimos no exterior sem dar o próprio dinheiro enviado por doleiros como garantia.Temos então,neste caso,suspeitas fortíssimas de caixa 2,evasão fiscal ou mesmo lavagem de dinheiro.

Sobre “planejamento fiscal à moda brasileira não deixe de ler o post no link abaixo:

http://exbancario.blog.br/wp-admin/post.php?action=edit&post=3990

Leiam  abaixo o que fala um narcotraficante colombiano “peixe grande” preso no Ceará em entrevista à Revista Isto É.

JOSÉ LEOMAR
Na última operação
movimentei US$ 5 milhões

N A R C O T R Á F I C O
Lavagem à brasileira
Preso no Ceará, colombiano conta que opera com dinheiro do cartel de Cáli no País há seis anos Francisco Alves Filho – Fortaleza

Na atual temporada de caça aos narcotraficantes, inspirada pela CPI, um peixe grande foi apanhado no Ceará. O colombiano Joaquim Hernando Castilla Jimenez, 35 anos, preso desde 6 de outubro, admitiu que há seis anos lava dinheiro no Brasil para traficantes de Cáli. Jimenez dá detalhes de sua atuação, nomeia os bancos com os quais trabalhou e diz que o Banco Central poderia, se quisesse, identificar essas operações.

ISTOÉ Você faz parte do cartel de Cáli?
Joaquim Hernando Castilla Jimenez – Esse conceito de cartel de Cáli não existe mais. Isso houve numa época de muita violência. O fato de eu ser de Cáli não quer dizer que seja do cartel. Agora, a maneira como eles ganhavam o dinheiro… isso não era da minha incumbência. Minha tarefa era fazer aplicações.
ISTOÉ Mas você sabia que o dinheiro vinha do narcotráfico.
Jimenez – Nós nunca perguntamos de onde vem o dinheiro. Eu procurava aplicá-lo da melhor forma possível.
ISTOÉ De que maneira fazia isso?
Jimenez – Inicialmente usamos a cidade de Letícia (Colômbia) como ponte. Vinha em espécie, passava na fronteira como se fosse carregamento de peixes e depois ia de balsa até Manaus, onde distribuíamos para aplicá-lo no Brasil. Até que encontramos métodos melhores.
ISTOÉ Que meios foram esses?
Jimenez Métodos legais, por intermédio de bancos. O dinheiro é remetido de uma conta nos EUA, limpa e legal. Utilizamos também Ilhas Cayman, Bahamas. Através de operadores de nossa confiança dentro desses bancos, diminuímos o rastreamento do dinheiro pelo Federal Bank dos EUA. Usando essas pessoas, autorizávamos a emissão de ordem de pagamento para bancos dentro do Brasil. Quando o dinheiro chegava aqui, antes de concluir o fechamento do câmbio, estornávamos o dinheiro. A operação aparecia registrada legalmente. Se o banco me perguntasse sobre a justificativa do dinheiro, dizia que tinha uma ordem de pagamento. E acabou. Tínhamos operadores no Banco Real, HSBC-Bamerindus, Unibanco, Bradesco e Bozano, Simonsen. Do Exterior, só quero citar o Delta Bank.
ISTOÉ A partir daí, você fazia o quê?
Jimenez – Eu fazia a operação. Depois, advogados se encarregavam de adquirir imóveis. A operação era feita para mim, por mim e meus operadores, que tinha dentro dos bancos.
ISTOÉ O Banco Central tem como checar as suas informações?
Jimenez Se quisesse realmente faria isso. Basta verificar as ordens de pagamento.
ISTOÉ É verdade que você movimentou US$ 720 milhões?
Jimenez – Não posso te dar uma cifra real. Entenda: de 1985 a 1997, nada menos que 85% da cocaína que entrava nos EUA e na Europa vinha dos cartéis colombianos. Posso dizer que na última operação movimentei US$ 5 milhões.
ISTOÉ Políticos ou empresários lhe dão proteção?
Jimenez – Não. Minha proteção se chama dinheiro.
ISTOÉ O trabalho da CPI pode diminuir o problema do narcotráfico?
Jimenez Acho que a CPI faz um trabalho para aparecer. O melhor seria um trabalho investigativo. Mas vi nomes na imprensa com quem não tenho nada a ver. Isso é perigoso. Os traficantes de Cáli não são como a quadrilhinha de Hildebrando Pascoal. O negócio é diferente. Corre-se o risco de envolver pessoas que não têm nada a ver e podem amanhecer mortas por aí…
ISTOÉ Tem medo de morrer depois dessas declarações?
Jimenez – Eu circulei livremente por dez anos, tenho dez nomes falsos. Eu sei como me cuidar. Eu irei embora e virão outros Joaquins Castillas. Mas vai ser difícil que esse tipo de dinheiro pare de entrar no Brasil.
ISTOÉ Por que você e seu grupo escolheram trabalhar no Brasil?
Jimenez O Brasil é um país muito grande, privilegiado, é o país do futuro… (sorri). Decidimos operar por aqui. Mas, desafortunadamente, fomos presos.

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