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Archive for dezembro \31\UTC 2008

Delfim Netto diz que virtude de Lula é falar a verdade sobre a economia

Roberval Angelo Schincariol e Roger Marzochi, da Agência Estado

Qual a avaliação que o sr. faz sobre os impactos da crise financeira no Brasil em 2009? Você está em um ambiente complicado e é claro que o Brasil vai pagar o preço de fazer parte do mundo, como tem os benefícios. O Brasil usou a expansão que houve no mundo. E eu estou convencido de que esta crise é, simplesmente, a própria crise de 2001 consertada pelos economistas. Teve a crise em 2001, que foi a crise do pontocom, que explodiu, e apareceu aquela patifaria da Enron. E como é que os economistas resolveram essa crise? Fornecendo liquidez e permitindo que toda a imaginação do sistema financeiro se exercitasse plenamente, com a idéia de que o sistema tinha em si uma moralidade ínsita. Portanto, ninguém precisa se preocupar porque é tudo gente correta, que não vai fazer nada de patifaria…

O sr. avalia que hoje, então, houve o estouro da bolha da moralidade? (…) Quando o (Henry) Paulson (secretário do Tesouro) tomou posse, em 2006, ele declarou: “Eu vim para acabar com o resto de regulação que está perturbando o crescimento.” Em 2006! A crise já estava explodindo! Então, você está diante de um fato: os economistas são capazes de produzir uma crise, mas não podem resolvê-la. A crise está fora da economia.

É quando o sr. diz que economia não é ciência. É claro que economia não é ciência. É um bom conhecimento empírico que deve ajudar a administração. Porque o homem tem um defeito enorme: ele pensa. Se o átomo pensasse, a física seria bem mais complicada. Na verdade, o homem aprende. Na economia, ele aprende e se defende. A minha idéia é que você tem de pagar o preço de estar no mundo, mas temos condições melhores. Nem é por virtude. Foi por um acidente. Nós tivemos uma crise bancária muito séria, fizemos um Proer e, com ele, nós demos uma arrumada no sistema bancário.

(…) Hoje sofremos o risco de, ao tentar resolver esta crise, criarmos outra? Eu acho que hoje as pessoas estão aprendendo. Primeiro, porque se não fosse o Brown (Gordon Brown, primeiro-ministro britânico), o Paulson estava até hoje procurando a causa do problema. Com sua intuição inglesa, Brown disse: “Não, o problema é do capital. O problema veio da alavancagem que vocês fizeram.” Nunca houve uma coordenação mundial como está havendo. Se tudo funcionar mais ou menos, essa crise deve ser menor do que seria sem a intervenção do governo e mais rápida do que seria sem ela.

Mas o sr. não avalia que a crise financeira será tão forte no Brasil como está sendo para o resto do mundo? A crise americana vem vindo desde o começo de 2007. No Brasil, não. É uma crise datada. Vinha se desarrumando e, quando o Paulson faz a barbeiragem no Lehman, desaba tudo. Ou seja, ele matou o fator catalítico, que era a confiança. E no Brasil ocorreu uma função descontínua. É uma crise de confiança que atingiu os bancos lá fora.

(…) Com juros?

Então, nós já tínhamos a mais alta taxa e fizemos o maior aumento do mundo. Quando o mundo inteiro reduziu, nós continuamos insistindo na mesma política. Isso tudo, que era um defeito enorme, agora as pessoas dizem que foi uma clarividência É como aquele francês, para quem ofereceram a Brigitte Bardot. Só que hoje ela está com 80 anos!

Se o senhor fosse o presidente do BC, qual seria a taxa ideal de juros? O Brasil não tem nenhuma razão para ter a maior taxa de juro do mundo. A taxa de equilíbrio é 3%, 3,5%, como é no mundo todo. Com inflação de 5%, poderíamos rodar com 8% nominal. Mas tudo isso é absolutamente irrelevante porque o BC nem tem mecanismo para fazer esse negócio. Então, va
mos pensar onde paramos. Paramos por uma questão psicológica. O Lula é o único economista que presta no Brasil porque é o único que está falando a verdade. A intuição dele mostra o seguinte: nós estamos interrompendo o circuito econômico porque, se você não comprar o carro, porque tem medo de ficar desempregado, é certo que você vai ficar desempregado, porque a Volkswagen não faz o carro por medo que não vai ter demanda. E o banqueiro, no final, que pensa que está salvo, ele também vai morrer junto com o sistema.

(…) Como o sr. mede a expectativa hoje? O Lula, com todas as críticas… As pessoas ficam furiosas com o Lula. Porque há, na verdade, um preconceito enorme. A vantagem do Lula é não ter um curso superior.

É uma vantagem? Sim, não é um prejuízo. Senão ele estava igualzinho aos de curso superior aí dizendo “tá tudo perdido!, “estamos perdidos!”, “’sifu’ para todos nós!”. Então, o que acontece? É uma atitude ingênua, mas que corresponde a uma realidade. O fator principal é restabelecer aquilo que é o cimento da sociedade, que é a confiança.

Enviado por: luisnassif – Categoria(s): CriseCulturaEconomiaTags relacionadas:

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Procurador avalia que PF deveria ter avisado sobre participação da Abin na Satiagraha

LILIAN CHRISTOFOLETTI

MARIO CESAR CARVALHO 

DA REPORTAGEM LOCAL

O procurador da República Rodrigo de Grandis, 32, responsável pela investigação da Satiagraha, que apura crimes financeiros atribuídos ao banqueiro Daniel Dantas, do grupo Opportunity, diz que o delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz errou ao não informá-lo sobre a participação de membros da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) no caso. “Esse erro, porém, não é, nem de longe, suficiente para anular qualquer prova obtida pela Polícia Federal durante a investigação. Todos os procedimentos tiveram autorização do Poder Judiciário”, afirma De Grandis.
De Grandis, que ficou em segundo lugar no Estado de São Paulo no concurso para o Ministério Público Federal, já atuou em outros casos de repercussão. Denunciou o ex-prefeito e deputado Paulo Maluf (PP) por envio ilegal de dólares para o exterior e apontou crime de lavagem de dinheiro na parceria MSI/Corinthians.
Para ele, a ajuda de Inglaterra, EUA e Suíça na investigação contra Dantas promete novas provas para o caso. “Já bloqueamos US$ 45 milhões do Opportunity na Inglaterra.”

 

FOLHA – Como o sr. avalia os desdobramentos da Satiagraha, em que o delegado virou investigado e o juiz Fausto De Sanctis foi representado? 

RODRIGO DE GRANDIS – Minha avaliação é específica da investigação sobre crimes financeiros, lavagem de dinheiro e corrupção. O único motivo que posso atribuir a essa movimentação, que não diz respeito propriamente ao processo, é o fato de termos atingido um conjunto de pessoas relativamente populares, como o ex-prefeito Celso Pitta, o empresário Naji Nahas e o banqueiro Daniel Dantas. E, evidentemente, o interesse cresceu por conta de algumas manifestações sobre os procedimentos adotados na Satiagraha, em especial do presidente do Supremo Tribunal Federal [Gilmar Mendes].

FOLHA – Mendes disse que o juiz, a Procuradoria e a PF atuaram como milícia. O sr. concorda? 

DE GRANDIS – O que existe é um trabalho institucional, como a lei determina. O inquérito policial ou qualquer outra investigação policial é feita com uma única finalidade: dar provas para que o Ministério Público ofereça uma ação penal. Por isso é natural que o Ministério Público acompanhe o inquérito. Na Satiagraha não foi diferente. O Judiciário foi chamado só nos momentos em que a lei exige essa intervenção, como para autorizar a quebra de sigilo telefônico. Acho indevido falar em qualquer tipo de consórcio. Não houve isso, mas uma articulação que, na minha opinião, é profissional, principalmente diante de crimes complexos.

FOLHA – Quais os erros da investigação, a ponto de ter sido tão criticada pelo presidente do STF? 

DE GRANDIS – Não detectei erros. Acho que existiram algumas imperfeições. Por exemplo, achei indevida a superexposição da prisão do ex-prefeito Celso Pitta [filmada por uma equipe de TV]. Isso deve ser objeto de crítica. Agora, no que diz respeito à investigação, entendo que todos os instrumentos foram usados adequadamente. Eu me refiro especialmente às interceptações telefônicas e de meios eletrônicos e ao procedimento de ação controlada [com autorização judicial, a PF simulou negociação de suborno].

FOLHA – A participação de membros da Abin sem a anuência da chefia da PF compromete o caso? 

DE GRANDIS – Eu tenho a plena convicção de que a participação da Abin está fundamentada. Existe uma base jurídica sólida para sustentar isso. É bom que se diga que faz parte do dia-a-dia da Justiça Federal e dos processos que envolvem crimes econômicos a colaboração de outros órgãos que possuem uma característica técnica, que não pertencem à PF.

FOLHA – Qual a previsão legal? 

DE GRANDIS – Existe um conjunto de normas que regulamenta o sistema brasileiro de inteligência, disciplinando a atividade da Abin, e dá sustentação à troca de informações e à participação de membros da agência. Esse auxílio não é ilícito. Tive acesso a um parecer da professora Ada Grinover, em que ela diz que o simples acesso de não-integrantes da PF invalida a prova. Entendo que esse tipo de argumento não é válido. A operação foi presidida por uma autoridade policial, que era o delegado Protógenes Queiroz.

FOLHA – Ele havia informado o sr. sobre a colaboração da Abin? 

DE GRANDIS – Não.

FOLHA – Houve omissão do delegado ou do Ministério Público, que não descobriu essa participação? 

DE GRANDIS – Não considero que houve omissão do Ministério Público. Eu confio no trabalho da polícia. E me manifesto sobre aquilo que chega formalmente ao processo. Nos informes que recebi, nunca foi mencionada a participação da Abin. Eu acompanhava o procedimento de interceptação telefônica e de e-mail, ambos autorizados judicialmente. Segundo os relatórios, esses procedimentos eram realizados por pessoas da própria PF.

FOLHA – Houve uma omissão proposital? 

DE GRANDIS – Se o delegad
o omitiu do Ministério Público, omitiu também da Justiça. Acho que o único erro foi esse, foi o delegado não ter comunicado a participação da Abin. Bastaria um mero ofício ao Ministério Público e ao juiz. Teríamos evitado toda essa discussão.

FOLHA – Se tivesse sido informado, o sr. proibiria a participação da Abin? 

DE GRANDIS – Não, apenas pediria ao delegado para que explicasse o motivo de ter chamado agentes e informaria o juízo com um mero ofício. Isso teria evitado toda essa discussão, que entendo ser infundada. Eu não sabia desse fato, mas nem por isso acho que é um motivo invalidador de prova. Como membro do Ministério Público, tenho de analisar a regularidade das provas e, na minha perspectiva, todas foram validamente produzidas, inclusive as que tiveram o auxílio da Abin.

FOLHA – Existe o risco de as provas obtidas serem anuladas no STF? 

DE GRANDIS – É difícil fazer uma previsão. Acho que existem vários aspectos jurídicos a serem analisados pelos tribunais. O Tribunal Regional Federal da 3ª Região [segunda instância] já fez uma análise superficial da participação da Abin e não apontou nenhuma ilegalidade.

FOLHA – Outros países que receberam aportes financeiros do Opportunity vieram ao Brasil para acompanhar a investigação. Já foram produzidas provas internacionais? 

DE GRANDIS – Daquilo que pode ser divulgado, posso dizer que há um bloqueio de US$ 45 milhões na Inglaterra e uma conversação com as autoridades dos EUA, da Suíça e da Inglaterra sobre o caso. Há um interesse muito grande dessas autoridades na eventual instauração de ações penais em seus territórios contra Dantas.

FOLHA – Esses processos existem? 

DE GRANDIS – Não posso dizer.

FOLHA – A investigação brasileira depende dessa ajuda internacional? 

DE GRANDIS – Não depende, mas pode ajudar a revelar um novo tentáculo dessa organização criminosa. Apuramos crimes financeiros cometidos no Brasil. A cooperação internacional pode revelar outros delitos praticados fora do território nacional. E essas eventuais provas podem vir a se somar sobre o que já temos, que é um conjunto razoável de provas.

FOLHA – Os brasileiros que enviaram dinheiro para o exterior pelo Opportunity serão ouvidos? 

DE GRANDIS – São mais de 90 pessoas. Vamos identificá-las, saber se realmente existem, e é natural que sejam ouvidas.

FOLHA – Condenado a dez anos de prisão, Dantas recorrerá em liberdade. Esse fato serviu para a “Economist” dizer que a Justiça no Brasil não é efetiva. O sr. concorda? 

DE GRANDIS – Hoje, no Brasil, qualquer investigado ou réu que tenha um mínimo de condição financeira pode contratar bons advogados que usam todos os recursos legais para evitar a prisão. É necessária uma mudança da concepção jurisprudencial ou de lei para que a sentença de primeira instância tenha eficácia imediata. A jurisprudência do STF dá uma interpretação ampla ao princípio da presunção de inocência. Isso tem de ser reduzido. Hoje temos de esperar o trânsito de todos os recursos para que alguém cumpra a prisão, o que dá a impressão de impunidade.

FOLHA – Quanto tempo pode levar o julgamento final de Dantas? 

DE GRANDIS – É difícil falar em prazo. Eu havia dito cinco ou seis anos, mas hoje acredito que possa levar até dez anos.

FOLHA – O fato de o investigado ser rico influencia uma investigação? 

DE GRANDIS – Não sei se pelo fato de ser banqueiro, mas as características das pessoas envolvidas incentivaram muita gente a opinar sobre o caso.

FOLHA – Por que hoje há mais inquéritos contra os que investigaram Dantas do que contra o banqueiro? 

DE GRANDIS – Não sei. Também gostaria de saber.

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…com total independencia para suas operações…diz o panfleto
Já está mais do que evidente a existencia ilegal de clientes brasileiros no Fundo Opportunity. É público e notório que recursos do Senador Luis Estevão (Leo Green- de Luiz Estevão verdinhas) transitaram pelo Delta para serem aplicados lá.
É importante que o Delta Bank, como Banco americano, colabore com as autoridades internacionais e forneça todas as informações que eventualmente detem sobre o Daniel Dantas e seus fundos. 
Afinal o Delta Bank já demonstrou ser um parceiro importante ao vender para brasileiros o fundo do Opportunity e estando sediado nos Estados Unidos deve pensar bem e optar pela colaboração.
ET: O Delta Bank era do mesmo grupo do Banco Real antes da venda deste último ao AbnAmro,atual Santander. 
Para proteger seus interesses (este caso do Fundo Opportunity pode ser um dos interesses levados em conta) determinou ao Banco Real S.A – Brasil que fizesse a simulação da rescisão do meu contrato de trabalho de forma a que, caso eu tivesse algum problema com as autoridades brasileiras, o meu patrão oficial fosse apenas o braço americano do Grupo-no caso o próprio Delta Bank. 

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A entrevista do procurador Rodrigo De Grandis à Folha trouxe uma informação relevante. A de que os Ministérios Públicos dos Estados Unidos, Inglaterra e Suiça estão avaliando abrir ações penais contra Daniel Dantas. Há informações de que estavam no Brasil delegações desses países. É sinal de que já existiam processos nesses países, provavelmente por lavagem de dinheiro. O bloqueio de US$ 45 milhões de dinheiro de Dantas na Inglaterra está nesse contexto.

Se for aberto processo penal contra Dantas, em qualquer desses países, toda a estratégia de Dantas de desqualificação das provas – com a ajuda do próprio presidente do Supremo Tribunal Federal e de parte da mídia – irá por água abaixo. Não haverá como Dantas ser condenado em país de primeiro mundo e ter as provas contra ele desqualificadas no Brasil.

Não há contemplação contra lavagem de dinheiro, hoje em dia. A prova é o que está ocorrendo com a UBS e outros bancos suiços, cujas contas estão sendo devassadas por autoridades nacionais em vários países de primeiro mundo. As autoridades policiais, nesses países, vão atrás até dos procuradores desses fundos.

Aparentemente, essa ação torna a Satiagraha ainda mais irreversível.

Vai expor ao ridículo – de forma mais ampla, se é possível – os factóides criados pela mídia ligada a Dantas, pela CPI dos Grampos e a truculência de Gilmar Mendes.

Site:Luis Nassif

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Em entrevista ao jornalista Kennedy Alencar, veiculada no último domingo no protrama É Noticia, da Rede TV, o juiz Fausto De Sanctis refutou as críticas do presidente do STF, Gilmar Mendes. Mesmo sem citar Mendes nominalmente, De Sanctis defendeu que a primeira instância da Justiça, onde atua, tenha independência e coragem para julgar. “Julguei de acordo com minha convicção e faria tudo novamente”, disse.

O magistrado também reafirmou a convicção de que não há irregularidade na atuação de agentes da ABIN na Operação Satiagraha – um dos assuntos abordados pelas críticas de Gilmar Mendes – e defendeu que a polícia use algemas para prender acusados de crimes de colarinho branco.

Assista ao vídeo completo da entrevista com o juiz Fausto De Sanctis no site da Rede TV.

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O juiz federal Fausto de Sanctis, conhecido pela condenação do banqueiro Daniel Dantas em primeira instância, fez diversas criticas à eficácia do Poder Judiciário. Durante entrevista ao programa É Notícia, da Rede TV!, ele sugeriu até que a população passe a cobrar essa eficácia.

Ele aproveitou ainda para criticar as mudanças ocorridas este ano com o objetivo de dar maior rapidez aos processos: “As mudanças não deram nenhuma celeridade ao processo penal. Pelo contrário, criaram muitos obstáculos”, reclamou o juiz. A criação da exigência de uma defesa preliminar obrigatória antes do recebimento de uma denúncia seria um desses obstáculos. “Se antes o processo já era moroso, tornou-se ainda mais moroso.”
Ele voltou a defender a própria decisão de decretar duas vezes a prisão preventiva de Daniel Dantas, no caso Operação Satiagraha da Polícia Federal, posteriormente revogada pelo presidente do STF, Gilmar Mendes. “Da minha parte não houve nenhuma decisão política”, ironizou. “Fatos novos vieram. E não se trata de meros papeluchos documentais, como foi falado.”

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Por Stanley Burburinho

Paulo Lacerda é demitido da Abin

Plantão | Publicada em 29/12/2008 às 16h06m
Catarina Alencastro

BRASÍLIA – O diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Paulo Lacerda, foi definitivamente afastado da instituição. A decisão foi anunciada agora há pouco pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República.

Por Stanley Burburinho

Mais um lance de xadrez. Depois do “afastamento” do delegado Protógenes da Satiagraha e da “exoneração” do Dr. Paulo Lacerda da diretoria ABIN, sobrou quem para os aliados do Dantas e grande parte da imprensa atacar diariamente?

Acredito que a imprensa e os aliados do Dantas ficarão desorientados depois dos afastamentos do Protógenes e Paulo Lacerda. Em quem mirar daqui em diante e com qual argumento?

Se o Planalto desconfiasse do Paulo Lacerda, ele não seria enviado para Portugal para que ele pudesse atender às convocações da CPI dos Grampos.

Posso estar enganado, mas acho que esse movimento antecede
aos desdobramentos da Satiagraha/Banestado que trarão alguma grande revelação num futuro bem próximo.

Acredito que a exoneração do Paulo Lacerda é estratégica.

Os aliados do Dantas estão se sentindo órfãos porque eles não têm como se comunicar com ele devido aos prováveis grampos telefônicos autorizados pela justiça. É um risco muito grande.

A única forma de se comunicar com o Dantas sem correr riscos é a partir de algum outro país.

Comentário

Estou em um hotel com a família, meio fora do mundo e com a secretária de folga. Por isso não consegui falar com Brasilia.

Alguns pontos para se analisar:

1. O Palácio não gosta de Protógenes, mas gosta e respeita Paulo Lacerda. Mas também se afirma que ele envolveu demais a ABIN no caso.

2. De acordo com sinais emitidos pelo próprio Protógenes, no Roda Viva, mais coisa estaria para estourar em breve. Inclusive a relação de jornalistas ligados a Dantas.

3. A informação do Burburinho sobre a desarticulação do esquema Dantas – pelo receio do grampo – é real. O que significa que a Polícia Federal não esmoreceu na investigação – conforme admitido pelo próprio Protógenes na entrevista.

4. Não tenho opinião formada ainda sobre a saída de Lacerda. Simbolicamente, é ruim. Estrategicamente, não. Leia mais »

Enviado por: luisnassif – Categoria(s): Mídia

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