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Archive for outubro \31\UTC 2008


AS MICROONDAS E A LEITÃO

Atualizado e Publicado em 30 de outubro de 2008 às 22:29

fonte:  http://www.diariogauche.blogspot.com/
 
As microondas estão danificando o cérebro de Míriam Leitão

Jornalista de mercado diz que “o governo está cedendo à sua compulsão estatizante de sempre”

Está muito hilária a coluna de Míriam Leitão, de ontem. Ela diz que “o governo deu um tiro no pé hoje com a Medida Provisória que permite aos bancos públicos comprarem bancos”. Bom, se Leitão diz que foi “tiro no pé”, desde já fico sereno. A jornalista, das Organizações Globo e “de mercado”, é porta-voz privilegiada do que há de mais financista e predatório no Brasil. Tudo que ela diz e escreve deve ser lido com o sinal trocado.

Mais adiante, Leitão afirma que essa “compulsão estatizante de sempre” do governo Lula resultou no aumento do risco Brasil que foi a 650 pontos, os juros futuros explodiram e a Bovespa teve circuit breaker. E segue o “terrorismo” de Leitão: “rumores circularam de que existem fundos e bancos com problemas”. Esse alerta, certamente é um “furo” na concorrência. Notável.

Vejam a desonestidade intelectual (e moral) desta senhora: ela corta o fio condutor dos fatos, isolando-os da realidade internacional, e daí para a frente passa a examinar a conjuntura solteira e singular, a partir do evento que denomina “compulsão estatizante de sempre”. Imaginem, 650 pontos no risco Brasil. Imaginem, explosão de juros. Imaginem, circuit breaker. Imaginem, (e agora conta um segredo de polichinelo) “rumores circularam de que existem fundos e bancos com problemas”.

Leitão nacionalizou, abrasileirou, lulalizou a crise estrutural do capitalismo, edição 2008.

A hecatombe financeira internacional não conta? Quem produziu a crise e seus efeitos foi o governo Lula, com a sua “compulsão estatizante de sempre”? Aliás, que “compulsão” é essa, Leitão? Lula nunca estatizou um banco de jardim, que fosse. Ao contrário, dá provas continuadas de que não se mete em política bancária, tendo emitido carta branquíssima ao presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, para fazer o que bem entendesse, inclusive manter os juros básicos mais elevados do mundo, mesmo depois da eclosão da crise e mesmo face à tendência internacional dos BC’s de diminuirem juros para aumentar a liquidez e o consumo. Sem falar no estímulo do BC à especulação perigosissíma com moedas futuras, que está quebrando mais de 200 empresas, inclusive a Sadia e as papeleiras guascas. É o reconhecimento desta irresponsabilidade mesmo que está na raiz do motivo da Medida Provisória que permite ao BB e CEF comprarem bancos privados. Lula deu uma de Gordon Brown (dizem que aí tem o dedo de Rousseff): se o mercado não é responsável por seus atos, o Estado o será.

Leitão, finalmente, tem que parar de acreditar nestas agências de classificação, as mesmas que apontam 650 pontos no chamado risco Brasil. Se essas agências fossem idôneas e confiáveis teriam antecipado a tempo o “risco capitalismo mundial”. Mas agora estão completamente desmoralizadas, e levam de roldão para a rua da amargura e do opróbrio as jornalistas “de mercado”.

Leitão, que passa o dia no celular recebendo pitacos furados de operadores temerários e investidores suspeitos, deve cuidar com a exposição prolongada às microondas do telefone móvel. Houve caso em que o usuário de risco – como ela – teve o cérebro cozinhado pelo celular.

Coisas da vida


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“Na certeza de sempre será parte do nosso Delta Bank”
 Ora, se o Delta era nosso então o Delta Bank era do Banco Real. Elementar meu caro.

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Governo cria linha de crédito imobiliário para servidores

Para estimular construção civil, BB e Caixa darão financiamentos ao funcionalismo federal

Juros deverão ser mais baixos que os de mercado, em uma faixa de 8,4% a 13,95% ao ano, dependendo do valor do financiamento

JULIANNA SOFIA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA 

Em mais uma medida para estimular o setor da construção civil, o governo federal acertou com o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal a criação de uma linha de crédito habitacional exclusiva para servidores públicos federais de todo o país -ativos, inativos e pensionistas. A Folha apurou que os juros oferecidos serão mais baixos que os praticados no mercado e devem variar de 8,4% a 13,95% ao ano, dependendo do valor do financiamento.
A proposta inicial previa a criação da linha exclusiva apenas para os servidores da Previdência Social, Dataprev (empresa de processamento de dados da Previdência) e INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Na formatação do programa e com o agravamento da crise, o governo decidiu ampliar a linha de crédito a todo o funcionalismo -inclusive empresas públicas e sociedades de economia mista que desejarem aderir ao convênio.
As condições do financiamento ainda estão sendo concluídas, mas a proposta apresentada pelos bancos à Previdência estabelecia taxas e prazos variados. No caso da Caixa, o financiamento previsto é de até 100% do valor do imóvel, novo ou usado, e o prazo de pagamento pode ir a 30 anos.
Para imóveis de R$ 130 mil a R$ 350 mil, as taxas apresentadas vão de 8,4% a 10,5% ao ano, mais TR (Taxa Referencial). O financiamento de imóveis acima de R$ 350 mil prevê juros de 11% ao ano mais TR. Segundo a Caixa, o funcionário público não pode comprometer mais que 20% de sua renda com a prestação do imóvel. No pacote, também estava incluído financiamento para compra de material de construção, em condições mais favoráveis, com prazo de cinco anos.
Já o Banco do Brasil propôs financiar apenas 80% do valor do imóvel. No entanto, além de imóveis residenciais, abriu a possibilidade de emprestar recursos para aquisição de imóvel comercial. Nos dois casos, estão previstos imóveis novos ou usados. O prazo de pagamento: até 20 anos.
As taxas oferecidas, de acordo com a proposta inicial, são de 8,9% ao ano mais TR (modalidade pós-fixada) para imóveis entre R$ 120 mil e R$ 350 mil. Na opção por contrato com taxa prefixada, 11,9% ao ano. Acima de R$ 350 mil, 11,5% mais TR, nos contratos pós-fixados, e 13,95%, nos prefixados.
“Esse convênio é muito importante para os servidores, principalmente para aqueles que ainda não têm casa própria. No caso da Previdência, como planejamos abrir novas agências no interior do país, isso permitirá ao servidor comprar uma moradia”, disse à Folha o ministro da Previdência, José Pimentel.
O ministério informou que o convênio somente com a Previdência deveria ser fechado hoje. Mas, com a ampliação para todo o funcionalismo, a assinatura foi adiada para a semana que vem. De acordo com o Ministério do Planejamento, haverá uma reunião na próxima semana para bater o martelo sobre as condições da linha especial para o funcionalismo.
Procurada, a Caixa disse que não haverá volume definido para a linha especial dos servidores. O BB disse que não poderia dar detalhes, pois a medida ainda está em fase de negociação.

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Charge do dia

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Na foto acima, Romildo de camisa estampada e óculos. Mais próximos de Lula, mas todos de costas, da esquerda para a direita: Zé Amaro, Pedro Valdivino e Chico do Bandepe. 


Acho que o Meirelles está certo pois os Bancos nunca gostaram de colaborar.Estão quase sempre esfolando seus clientes e o país. Caso optem por deixar os recursos parados e aumentarem as taxas o Governo o BCB poderia editar uma MP dirigindo o crédito e liberando os novos empréstimos consignados de aposentados,pensionistas e funcionários públicos apenas para o Banco do Brasil e a Caixa. A propósito, além de ganhar rios de dinheiro, alguns Bancos se especializaram em não recolher INSS e FGTS de seus empregados e obter beneficios fiscais duvidosos que a Receita Federal não consegue ver (ou nõ quer ver). Quer um exemplo? Os créditos já amortizados que existiam nos balanços dos Bancos estatais privatizados.Estes créditos somavam bilhões de reais e foram entregues na bacia das almas pelo Governo do FHC e geraram receitas milionárias para os Bancos compradores. No caso do Banco do Estado de Pernambuco (Bndepe) o valor de venda poderia ter sido pelo menos 10 vezes maior e ainda assim seria um bom negócio para o comprador.O que aconteceu? Desvalorizaram tanto o Banco na imprensa,nas reuniões fechadas de gabinetes que no leilão só pagaram o valor mínimo e todo mundo no Governo Federal soltou foguetes.Venderam mais uma empresa brasileira em uma transação pouco transparente…apenas um pedágio para o ABN ter direito de comprar o Banco Real à época.O mesmo aconteceu com Banerj,Baneb,Bemge,etc. 
BC endurece sem o apoio da Fazenda

LEANDRA PERES

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA 

O Banco Central decidiu partir para o enfrentamento com os grandes bancos privados. Abandonou os incentivos para que comprem as carteiras de crédito dos bancos menores e decidiu penalizá-los financeiramente. A estratégia é ousada e não foi consenso no governo.
O prejuízo para quem preferir deixar dinheiro depositado no BC na forma de compulsórios pode chegar a mais de 10%.
A partir de 14 de novembro, a remuneração dos bancos sobre os depósitos a prazo, cujo principal instrumento é o CDB, será o equivalente a 89,56% da taxa básica de juros Selic. Até agora, rendiam 100% da Selic aos bancos.
A idéia é que, ao receber menos pelos depósitos à prazo, os bancos vão preferir fazer operações mais rentáveis como adquirir carteiras de crédito das instituições de menor porte que estão sem dinheiro em caixa para suas operações diárias. É um “desincentivo”, segundo a Folha ouviu de um membro do governo.
A aposta do BC, no entanto, tem um risco. No limite, os grandes bancos podem até preferir ficar com os R$ 28 bilhões que o governo estima liberar com essa medida e repassar o custo da punição aos clientes. Se o sistema financeiro decidir pagar menos pelos CDBs que emite e achar compradores para esses títulos, terá resolvido seu problema. Pagará menos na captação junto aos clientes e também receberá menos do governo.
Politicamente, o BC parece estar no caminho certo. Cumpre o que o presidente Lula vinha pedindo, já que ele criticou os grandes bancos por não emprestarem o dinheiro liberado pelo governo. Lula chegou a dizer que o BC tomaria de volta os recursos que ficassem parados.
Mas o BC se aventurou em mais um vôo solo. Levou adiante a punição aos bancos sem respaldo integral da Fazenda. A equipe do ministro Guido Mantega considerava a punição uma medida para ser tomada mais adiante, caso não houvesse avanço.
A circular do Banco Central reduzindo os ganhos dos bancos já estava pronta na terça-feira.

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LUIZ CARLOS MENDONÇA DE BARROS

Um horizonte mais claro


Nos próximos meses teremos uma idéia mais clara dos efeitos da redução do crédito sobre a atividade econômica


O MOMENTO mais grave da crise financeira que tomou conta do mundo pode ter sido alcançado na primeira quinzena deste mês. Os mercados chegaram à beira de um colapso em todos os seus segmentos, na medida em que ocorria uma verdadeira corrida pela compra da moeda norte-americana. Naqueles dias turbulentos e irracionais, a crise passou a adicionar um componente novo via mercados de câmbio e da dívida soberana nas economias emergentes como o Brasil. 
O mercado, que vivia as tensões decorrentes da queda das Bolsas mundiais e da paralisia dos mercados de crédito no Primeiro Mundo, sofreu um novo abalo com a queda das cotações das moedas em relação ao dólar. A crise de liquidez nos mercados financeiros ganhou novas cores devido à grande movimentação de recursos em direção ao mercado de títulos públicos americano. Nós, no Brasil, sentimos esse movimento de forma clara, e o medo da inflação voltou a rondar nosso inconsciente. 
Alguns países chegaram, inclusive, a aumentar os juros internos na vã tentativa de estabilizar a taxa de câmbio. Felizmente, a maioria dos bancos centrais no mundo emergente manteve a calma, trancou os dentes e deixou a questão da inflação para ser enfrentada depois. Até porque, a contração interna de crédito por conta da grande insegurança nos mercados seria suficiente para reduzir a demanda interna e evitar a espiral de preços. Rapidamente os líderes da grande cruzada internacional contra a depressão econômica identificaram esse novo front e tomaram medidas agressivas para enfrentar o novo desafio. O FMI (Fundo Monetário Internacional) criou linhas de financiamento emergencial para as nações mais ameaçadas, e o Fed (o banco central dos Estados Unidos) estendeu para alguns países suas operações de “swap” de dólar. São medidas corretas e eficientes para enfrentar esse novo foco de turbulência em um mundo já abalado por uma crise financeira de proporções gigantescas. 
O Brasil recebeu o apoio de US$ 30 bilhões em um momento em que o Banco Central conduzia de forma agressiva suas operações para acalmar um mercado à beira de um ataque de nervos. Quando escrevo esta coluna, são claros os sinais de que a taxa de câmbio do real contra o dólar pode estar se estabilizando na faixa de R$ 2 e alguns centavos. Esse nível me parece adequado para enfrentar a queda das cotações de nossos principais produtos de exportação sem causar danos definitivos ao controle da inflação. Certamente, a inflação vai ficar acima do centro da meta em 2009, sem, entretanto, superar o intervalo de segurança. O Copom (Comitê de Política Monetária) foi perfeito ao decidir manter em 13,75% ao ano a taxa Selic em sua reunião desta semana e, principalmente, ao evitar declarações agressivas no sentido de poder voltar a subir os juros em futuro próximo. O mercado tem um grande respeito por nossa autoridade monetária e o Banco Central não precisa desse tipo de reforço, que apenas revela insegurança. Nos próximos meses teremos uma idéia mais clara dos efeitos da redução do crédito bancário sobre a atividade econômica. Até lá, vai haver um choque entre índices de inflação mais elevados e números bem mais modestos sobre consumo e investimento. 
Será preciso sangue-frio e convicções sólidas para enfrentar esse período. Certamente não faltarão falcões a pedir o aumento dos juros e a pregar dias terríveis no campo da inflação. Mas a cautela do Copom me parece a melhor posição para enfrentar os próximos meses.

LUIZ CARLOS MENDONÇA DE BARROS , 65, engenheiro e economista, é economista-chefe da Quest Investimentos. Foi presidente do BNDES e ministro das Comunicações (governo Fernando Henrique Cardoso).
lcmb2@terra.com.br

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Santander decide manter a marca Real

DA REPORTAGEM LOCAL

O banco espanhol Santander voltou atrás em seu projeto inicial de trabalhar apenas com uma marca e decidiu manter o nome Banco Real no país, diferentemente do que aconteceu após a incorporação do Banespa a partir do final de 2000.
Até ordem contrária, o Santander vai trabalhar no Brasil com duas bandeiras, apesar de já ter iniciado a integração de suas operações administrativas e operacionais. Os detalhes da integração nos próximos três anos vai ser detalhado hoje por Emílio Botin, presidente mundial do grupo.
O banco encomendou pesquisas de opinião junto a clientes e ao público externo para avaliar a força do nome Real. Chegou à conclusão de que a marca, construída com base na bandeira de sustentabilidade socioambiental, chega a ter mais apelo do que a do próprio Santander.
Nos estudos, o banco tentou criar uma identidade entre os logotipos de ambos os bancos, mas não encontrou uma solução visual interessante. O vermelho do Santander não combinava com a sobriedade do verde do Real.
A maior dificuldade, no entanto, será viabilizar a integração sem demissões. Em junho, o Santander afirmou que não deveria fazer cortes significativos nem abrir programas de incentivo a demissões. Isso porque a alta rotatividade dos funcionários mitigaria a necessidade de eventuais demissões.
Com a crise nos mercados, a promessa poderá ser revista. A expectativa é que a rotatividade se reduza e que os negócios não cresçam com a velocidade imaginada.

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