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Archive for setembro \27\UTC 2008

Dizem que :

-O Banco Central fiscaliza os Bancos Brasileiros.
-O Banco Central controla as reservas do país.
-O Banco Central decide como e onde aplica as reservas do Brasil.
Perguntar não ofende:
Quem fiscaliza o Banco Central do Brasil?
E se as reservas estiverem mal aplicadas? Com riscos? Quem vê isso?
E se os bancos brasileiros (nem todos) esconderem ativos que nada valem? Ou passivos ocultos? Há uma grande crise no mundo.
Não seria o caso do Governo esclarecer este assunto antes que apareça algo ? Antes que eu passe o assunto para o PHA e o Nassif colocarem nos blogs deles? E também para a Carta Capital.
PS: Em próximo post eu vou falar um pouquinho sobre esta história de administração de reservas de um país. É que me lembrei que, na minha gestão na Bolivia, eu tinha, sob meus cuidados 100% das reservas bolivianas. E na época os caras do Banco Central de lá eram muito gulosos…adoravam viajar por conta do Banco…e outras cositas mas…
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O acima é apenas uma correspondência entre 3 personagens sôbre uma Cooperação Técnica. Nada mais que isso. Será ? A minuta será publicada em post completo sôbre a licitação da conta única e folha de pagamento dentro de mais alguns dias. Ela mostra também a grande liberdade de propor,modificar,suprimir,retirar, incluir que existia, à época. Com uma visão de proposta definitiva. Para um bom entendedor meia palavra basta.
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Pois é … é a politica do é dando que se recebe, tão famosa no Brasil, um grande país da América do Sul onde licitações,negócios,obras,decisões judiciais etc. beneficiam sempre os mais poderosos, normalmente após tenebrosas e ocultas transações e doações.
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Enquanto isso no Brasil de Daniel Dantas,Celso Pitta,Bancos Suissos,Delta Bank, Alstom, a coisa continua solta.Agora mesmo acabam de encontrar minguados 46 milhões de dólares no exterior.Dinheiro de troco enviado pela quadrilha de Daniel Dantas para o fundo do Opportunity. Só prá lembrar este fundo realizou transações com o Delta Bank Cayman de forma irregular.Há várias noticias sôbre o assunto na Internet e nos arquivos da Justiça Brasileira e Americana.
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Enquanto isso lá na Paraiba… A Paraiba para mim continua sendo  um grande mistério, mas não falo da Pedra do Reino e nem dos dinossauros e da qualidade excepcional da água de coco de Souza…

A ordem é poupar Dantas (PHA)

PS: Delta Bank : Banco que atua no Brasil onde tem 98% de sua base de clientes, mas não tem endereço aqui. Estranho não ? Eu ando buscando este endereço para poder ajudar um amigo que precisa enviar sua carta a eles. Até aqui nada consegui oficialmente. Acho que a única alternativa será contratar um araponga para descobrir a localização deles. O problema é o araponga fazer besteira ou entregar para a Veja a sua versão dos fatos. Mas ai tem uma vantagem: quem sabe eu vou poder realizar meu desejo de um dia poder contar, numa CPI, os casos que vi, vivi e presenciei ? Uma coisa é certa: eu jamais vou inventar uma doença prá não comparecer em Brasília.
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Ainda para quem não sabe, o Delta Bank é administrado há muitos anos pelo Sr.Virmondes Fernandes,mais conhecido como o ideólogo das cartas Uruguaias.As cartas Uruguaias, cuja cópia de uma delas publiquei aqui, faziam parte de um poderoso esquema de álibis para proteger os interesses do Grupo quando eu vinha ao Brasil para conquistar e manter clientes do Delta Bank e do Banco Real nos Estados Unidos. O outro álibi, que era do esquema e que terminou apenas me prejudicando, foi a simulação e fraude da rescisão do meu contrato de trabalho feita pelo Banco Real antigo,cumprindo determinação do Virmondes Fernandes do Delta Bank.Havia muitos outros álibis…muitos dos quais devem existir e funcionar até os dias de hoje. Uma atividade que está sempre à margem da legalidade,na visão do ideólogo,precisa de álibis prontos para proteger o Banco, certas pessoas importantes e clientes.
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A atual administração do Banco Realabnamro S.A ou Santander S.A sabe que a fraude existiu e portanto continua compactuando com ela. Depois dizem por ai que são éticos e socialmente responsáveis…
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Mais sôbre o Delta Bank,Banco Realabnamro e Fundo Opportunity – acesse o link abaixo:

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Alguns leitores me perguntam o que eu sei sôbre a licitação da conta única e da folha de pagamento dos funcionários do Estado de Pernambuco.

Sem entrar em maiores detalhes, uma vez que estou escrevendo um post completo e documentado sobre o assunto, o que posso dizer, em poucas palavras, é o seguinte:

-Eu participei,cumprindo determinações superiores,  de várias reuniões preparatórias para justificar a necessidade do Banco ganhar a licitação e discuti com pessoas indicadas os detalhes que gostariamos fossem considerados no edital;

-O Bandepe enviou a quem de direito e com orientação oficial, as “sugestões” fundamentais para o edital e tudo indica que foram acatadas e decisivas para sua vitória;

-O Bandepe contou, em todo o tempo, com a “simpatia” e “favores” de vários personagens importantes para que saisse vitorioso no processo;

-O Governo sabia que o Banco Real incorporaria o Bandepe após ganhar a licitação e teve o sinal verde para isso;

-Após a privatização, antes e durante o processo de licitação da renovação, houveram vários patrocinios de eventos ditos culturais e doações importantes, com o objetivo de angariar simpatias,justificativas e motivos para que o Bande
pe
fosse o vencedor.

-O Bradesco tinha 65 Agências. O Bandepe abriu,num final de semana e na correria, uma quantidade de Agências suficientes para fazer 66 e ganhar neste item importante da licitação – a capilaridade;

-A alteração feita no edital,após reclamação, foi sem dúvida uma jogada de mestre do Bradesco que percebeu a tempo a pegadinha do limitador;

-A jogada do Bradesco terminou, sem querer, beneficiando o Estado porque abriu espaço para o aumento considerável do valor mensal a ser pago e com isso estragando os planos iniciais do Bandepe de pagar bem menos pelo negócio;

-Nunca se viu uma preocupação tão grande das autoridades em alardear a seriedade do processo, após a abertura dos envelopes. Uma verdadeira ode à honestidade.

Detalhes em futuro post, incluindo documentos.

PGE:
“Ao colocar o edital em audiência pública foi sugerido a retirada do limitador para aumentar a competitividade o que foi acatado pela comissão de elaboração do edital. Com a nova decisão os valores acabaram superando em muito o esperado”

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Parte 1

O Dr.FARUPAS era , como de costume, candidato a reeleição para Governador da província de Paranu e tinha muitas chances de vitória no primeiro turno.Nos últimos quatro anos ele contou com muitos recursos da Governo central e pôde realizar obras e mais obras, algumas delas de muita visibilidade e importância para a população do interior, embora caríssimas e dizem até que superfaturadas.Também tinha vendido  uma grande empresa da Provincia e com isso a grana deu prá fazer muitas obras.Dr.Farupas e os políticos da região gostam de obras. Cada obra é um pedaço no bolso.Cada obra é a garantia de futuro brilhante para a família, a família da família,netos,bisnetos e afilhados políticos que por sua vez já gostam de obras desde pequenininhos. Ao que parece, em Paranu os políticos são especialistas em gerar obras para grandes empreiteiras e prestadores de serviços locais com um sobrepreço nunca inferior a 10%.Dizem até que uma das maiores empreiteiras do país é de origem Paranuense.

O Dr. FARUPAS sempre escuta muito seus interlocutores mas raramente fala alguma coisa.É um politico a moda antiga, astuto observador do cenário regional,profundo conhecedor da politica e da politicagem no seu terreiro e conta com uma equipe de colaboradores fieis e outros nem tanto.No meio destes há também honestos e nem tão honestos, mas todos tem uma característica muito própria da província: são pucha sacos e atrelados à máquina pública. Aliás a província de Paranu é conhecida e reconhecida pelo apetite por cargos dos seus políticos tradicionais e pelos importantes prejuízos causados por estes à SUDEPA (Superintendência do Desenvolvimento de Paranu) em seus auréos tempos.Não há registro de que Dr.Farupas tenha sido um dos coveiros da Sudepa, mas seus correligionários com certeza foram.Talvez ai resida uma das características marcantes dele: nunca aparecer diretamente nas transações e deixar que sua equipe faça o jogo sujo.Tem político que é assim. Bem possível até que seja a maioria deles.

O Dr. FARUPAS sabe de tudo isso e em off até rí do apetite de seus correligionários e para a imprensa sempre diz não ter apego ao cargo de Governador, mas no fundo todos sabem que a coligação existente na província foi idealizada por ele com o objetivo de perpetuar-se no poder por um longo tempo e ela só se mantem graças a ele. Ainda não é possível dizer que a oposição venha,num futuro próximo, assumir o poder principal na província. A coligação vai continuar reinando em Paranu por um bom tempo, ainda que com pequenas briguinhas passageiras e algumas perdas em eleições de prefeitos. A oposição em Paranu quando se vê em apuros se une à figura do Dr.Farupas.

O Dr. FARUPAS estava muito preocupado com as finanças da campanha que havia iniciado para a sua reeleição pois as doações oficiais já tinham praticamente acabado e as grandes dívidas deveriam ser equacionadas ( os políticos adoram esta palavra).Também é necessário guardar uma certa sobra de campanha na poupança. Afinal qual é o politico que não guarda uma sobrinha? É também por isso que existe o famoso caixa 2 ou como dizia o Dr.Dilúvio : dinheiro não contabilizado.

Era preciso encontrar grandes financiadores, com interesses importantes na província e sabidamente ansiosos para manterem suas atividades na região, com uma boa rentabilidade. Dr.Farupas conhecia pelo menos umas treis empresas de grande porte que poderiam aportar muito dinheiro para a campanha, sem o registro no TEP.(Tribunal Eleitoral de Paranu).Um Banco poderia se tornar um grande colaborador da campanha do Dr.Farupas. Mas que Banco? Ou quais Bancos?

Na hora da captação de fundos extras e não contabilizados o Dr.FARUPAS não gostava de aparecer . A imagem de um politico sério, conservador,honesto,imune a qualquer tipo de suspeita tinha que ser mantida custe o que custar e é nessas horas que ele chama o seu fiel escudeiro Dr. COBRILDO , seu companheiro de chapa e membro principal do outro partido da coligação. Serviços confidenciais e financiamento via recursos não contabilizados é com o Dr. COBRILDO que sabidamente tem uma equipe muito bem estruturada, de confiança e altamente consciente de que na era pós FARUPAS são eles que vão assumir o poder na provincia Paranuense,desde que nenhum ex-barbudo apareça para atrapalhar.

O principal assessor do Dr.Cobrildo é o Dr. Jofenu que já tinha inclusive trabalhado com ele à época em que era representante de Paranu no Governo Central.Dr.Jofenu é um especialista em licitações e montagens de operações estruturadas com a finalidade de encobrir as doações de recursos não contabilizados.

Dr.Jofenu é um cara discreto, devota uma fidelidade canina ao Dr.Cobrildo, é muito desconfiado e nunca dá seu número de telefone celular, mas em conversas reservadas demonstra um grande apetite por dinheiro e um conhecimento profundo da máquina pública de Paranu.

Dr.Cobrildo chama então Dr.Jofenu para uma primeira reunião com o objetivo de estruturar uma forma urgente de captação de recursos para o caixa da campanha do Dr.Farupas.Eles precisam de R$750.000,00 limpinhos em alguma conta de um Banco Espanhol de Bilbao,pouco conhecido e pouco atuante em Paranu. Neste Banco não há Sindicato ativo e nem petistas com olhos abertos. É o Banco ideal para uma movimentação de recursos não contabilizados.

O dinheiro precisa entrar logo, avisa o Dr.Cobrildo ao Dr.Jofenu, já com a certeza de saber qual será o primeiro e grande doador a ser abordado, ou melhor a receber o bote. A futura concorrência em Paranu pode gerar muita grana.De repente vários botes podem ser dados, mas o primeiro já está definido.

Dr.Jofenu tem a fórmula, muito conhecida no Brasil: usar uma Agência de publicidade para viabilizar a doação ao caixa dois da campanha. A grande corrupção e doação de caixa dois no Brasil são feitas através de Agências de Publicidade. 

Ah. o Dr.Cobrildo sabia também que o Dr.Jacobino, Diretor local do potencial grande doador areceber o bote, era um bunda mole, medroso e louco para ganhar uma futura concorrência e mostrar para sua casa matriz que ele era o ” bonzão “, o cara apto a voltar para a matriz de onde foi injustamente afastado, segundo ele pelo ciúme e intriga de velhos colegas. Para ganhar o contrato da Provincia de Paranu ele se dispunha a tudo, mas tudo mesmo pois era uma questão de sobrevivência e futuro.A empresa do Dr.Jacobino saberia reconhecer em bônus e provável promoção uma vitória nos grandes negócios futuros em Paranu.Ela não é signatária do Empresa Limpa- pacto pela integridade e contra a corrupção. E não sendo signatária deste pacto está livre para fazer doações ao caixa dois de politicos, esconder isso dos seus acionistas ,clientes e funcionários e continuar passando a imagem de uma empresa séria, éticamente responsável e comprometida com as leis do país.Propaganda enganosa.

Dr. Cobrildo sabia exatamente o ponto fraco do doador e do seu Diretor local e queria se aproveitar  bem disso. E como ia aproveitar.Todo tiro de Dr.Cobrildo,neste potencial doador, era um tiro certeiro e ele sabia que Dr.Jofenu teria a ajuda futura de Dr. Flacon Goeza para viabilizar a concorrência de modo a satisfazer os apetites do Dr.Jacobino e sua grande empresa.

Post escrito por Domingos e sujeito à modificações….continua na próxima semana com a parte 2.

 

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O crescimento das reservas 

Por Neves

Nassif,

O que está acontecendo de fato com o dólar nestes dias?

O Banco central anuncia que promoverá leilões para conter a alta do dólar. Segundo analistas a alta é provocada pela fuga dos “estrangeiros” de aplicações no Brasil.

A bolsa cai por causa dos gringos, que se retiram para taparem buraco nos fundos abalados da matriz, Certo?

Errado. Pois a reservas refletiriam a saída de dólares. Vamos a elas:

Posição em 12 de setembro de 2008: US$ 205.761 milhões.
http://www4.bcb.gov.br/?RP20080912

Posição em 15 de setembro de 2008: US$ 207.575 milhões.
http://www4.bcb.gov.br/?RP20080915

Posição em 16 de setembro de 2008: US$ 208.450 milhões.
http://www4.bcb.gov.br/?RP20080916

Posição em 17 de setembro de 2008: US$ 208.634 milhões.
http://www4.bcb.gov.br/?RP20080917

Um crescimento de quase três bilhões. Em meio a crise, entra mais do sai. Houve aumento significativo das reservas que não se verificava nos últimos meses em tão curto espaço de tempo, apesar da piora da balança comercial.

Temos de buscar outras explicações, e antes de mais nada desconfiar da nacionalidade desses “estrangeiros”.

É puro movimento especulativo.

Onde já se viu fuga para o olho do furacão?

enviada por Luis Nassif

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É só uma sugestão

É SÓ UMA SUGESTÃO

Atualizado em 19 de setembro de 2008 às 10:21 | Publicado em 10 de setembro de 2008 às 22:44

Já vivi várias situações em que ficaram claros os limites da mobilização digital. Depois de se esgoelar diante do computador muita gente não tem mais tempo, energia, vontade ou condição financeira de participar fisicamente de atividades políticas. No entanto, fiquei intrigado com uma mensagem que aprovei hoje cedo, de um internauta que dizia: ele vai ver só em 2010.

Uma referência às eleições em que, presume-se, gente como o senador Heráclito Fortes e o deputado Raul Jungmann será submetida ao referendo popular. Assim sendo, me ocorreu que gente das regiões de origem destes dois parlamentares poderia criar blogs que serviriam para acumular informações com potencial de uso na campanha de 2010, tais como declarações estapafúrdias e comportamento politicamente desastroso. Seria um banco de dados de acompanhamento da atividade deles, um projeto com o qual internautas de todo o Brasil poderiam colaborar com dicas e informações.

O que vocês acham?

Site:Vi o mundo – Azenha

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Interessante
Várias empresas, de pequeno,médio e grande porte, foram signatárias do Pacto empresarial pela integridade e contra a corrupção.
Curiosamente e,salvo melhor juizo, só encontrei um Banco como signatário que é o Banco Cooperativo do Brasil S.A.
Ai eu resolvi examinar o pacto e realmente entendi o porque dos Bancos não assinarem.
Leia o pacto e tente entender os motivos que levam os Bancos e a Febraban a não aderirem.

PACTO EMPRESARIAL PELA INTEGRIDADE E CONTRA A CORRUPÇÃO

As empresas e demais organizações Signatárias deste Pacto,

– Conscientes de que a sociedade civil brasileira espera dos agentes econômicos a declaração de adesão a princípios, atitudes e procedimentos que possam mudar a vida política do País, assim como anseia pela efetiva prática de tais princípios;
– Desejosas de oferecer à nação uma resposta à altura das suas expectativas;
– Determinadas a propagar boas práticas de ética empresarial, que possam erradicar a corrupção do rol das estratégias para obter resultados econômicos;
– Cientes de que a erradicação das práticas ilegais, imorais e antiéticas depende de um esforço dos agentes econômicos socialmente responsáveis para envolver em tais iniciativas um número cada vez maior de empresas e organizações civis;

ASSUMEM PUBLICAMENTE O COMPROMISSO DE:

1. Adotar, ou reforçar, todas as ações e procedimentos necessários para que as pessoas que integram as suas estruturas conheçam as leis a que estão vinculadas, ao atuarem em nome de cada uma das Signatárias ou em seu benefício, para que possam cumpri-las integralmente, especialmente nos relacionamentos com agentes públicos(1):
    § no exercício da cidadania;
    § na qualidade de integrante da coletividade e, portanto, constitucionalmente, agente do desenvolvimento sustentável;
    § como contribuinte;
    § na condição de fornecedor ou adquirente de bens ou serviços para ou do governo;
    § como postulante a ou no exercício de concessão, autorização, permissão ou vínculo equivalente com o governo(2);
    § em qualquer outra condição ou com qualquer outro objetivo.
  1.1 Para atingir tal objetivo, comprometem-se a implantar procedimentos internos para divulgação, orientação e respostas a consultas sobre os institutos jurídicos aplicáveis aos relacionamentos acima, incluindo, sem qualquer limitação, os dispositivos que tratam de:

    § corrupção ativa de atividades brasileiras e estrangeiras; 

    § corrupção passiva;
    § concussão;
    § improbidade administrativa;

    § fraude em concorrência pública; 

    § crimes contra a ordem econômica e tributária; 

    § limites e formas das contribuições a campanhas eleitorais.

2. Proibir, ou reforçar a proibição de que qualquer pessoa ou organização que atue em nome das Signatárias ou em seu benefício dê, comprometa-se a dar ou ofereça suborno, assim entendido qualquer tipo de vantagem patrimonial ou extrapatrimonial, direta ou indireta, a qualquer agente público, nem mesmo para obter decisão favorável aos seus negócios.
  2.1 Para permitir a concretização do pactuado neste parágrafo, as Signatárias se comprometem a:
 
   § elaborar, aprovar e determinar que sejam divulgados e cumpridos textos normativos internos (Código de Conduta Ética e/ou Política de Integridade) que expressem de forma inequívoca a proibição aqui declarada;
    § implantar programa de treinamento nos textos normativos internos;

    § implantar um sistema de comunicação e verificação das práticas éticas (Ouvidoria);

    § adotar um sistema financeiro que permita a individualização dos diversos tipos de receitas, despesas e custos e que, além de atender aos requisitos legais, seja eficaz na prevenção contra pagamentos em desconformidade com os textos normativos internos e favoreça a sua detecção.

3. Proibir, ou reforçar a proibição de que qualquer pessoa ou organização que aja em nome das Signatárias ou em seu benefício faça contribuição para campanhas eleitorais visando a obtenção de vantagem de qualquer espécie ou com o objetivo de evitar perseguições ou preterições ilegais.

  3.1 Para permitir o cumprimento do pactuado neste parágrafo, as Signatárias se comprometem a:

    § somente realizar contribuições a campanhas eleitorais dentro dos estritos limites da lei; 

    § ao fazê-lo, observar a forma, o lugar e os demais requisitos de legitimidade;
    § conferir o correto registro dos valores contribuídos junto à agremiação partidária responsável e perante o órgão da Justiça Eleitoral, denunciando qualquer irregularidade que venham a detectar.

4. Proibir ou reforçar a proibição de que qualquer pessoa ou organização que aja em nome das Signatárias, seja como representante, agente, mandatária ou sob qualquer outro vínculo, utilize qualquer meio imoral ou antiético nos relacionamentos com agentes públicos.

  4.1 Para garantir a observância do disposto neste parágrafo, as Signatárias se comprometem a:
    § implantar mecanismos internos de verificação e comprovação da proporcionalidade e razoabilidade dos pagamentos feitos a representantes, agentes, mandatárias e outras pessoas ou organizações com as quais mantenham vínculos afins;
    § dotar tais mecanismos internos de ferramentas que impeçam e revelem qualquer tentativa de burlar essa determinação de comportamento ético por ardis ou meios indiretos.
5. Divulgar para outros agentes econômicos, entidades e associações do relacionamento das Signatárias os princípios expressos no presente Pacto.
6. Apoiar e colaborar com os Poderes Públicos em qualquer apuração de suspeita de irregularidade ou violação da lei ou dos princípios éticos refletidos no presente Pacto, tornando disponível para eles seus livros, registros e arquivos, independentemente de ordem judicial, sempre em estrito respeito à legislação vigente.
7. O Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, a Patri Relações Governamentais & Políticas Públicas, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), o Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime (UNODC) e o Comitê Brasileiro do Pacto Global, na condição de promotores do presente Pacto, assumem as responsabilidades adicionais de:
    § criar e tornar disponíveis em seu site as ferramentas necessárias à sua implementação, incluindo modelos de políticas de integridade e códigos de ética, ferramentas de implementação e gestão dos compromissos que formam o Pacto, casos de boas práticas e outras sugestões;
    § incentivar as entidades que apóiam as micro e pequenas empresas a implantar sistemas de orientação sobre os princípios legais que lhes permitam aderir e cumprir o presente Pacto.
8. As entidades que integram o Conselho de Mobilização e as demais entidades de classe signatárias deste Pacto assumem a responsabilidade adicional de:
    § tomar todas as iniciativas para que um número cada vez maior de empresas e organizações afiliadas venha a aderir ao presente Pacto.
O Pacto Empresarial pela Integridade e Contra a Corrupção foi lançado publicamente em 22 de junho de 2006.
A cláusula 6 passou a ter uma nova redação a partir de 1.o de agosto de 2006, por decisão do Comitê Organizador e do Conselho de Mobilização do Pacto.
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(1) “Agente público” para os fins deste Pacto é toda e qualquer pessoa integrante da estrutura de qualquer um dos três poderes, de qualquer ente da federação, ou investida de poderes para representar um órgão público, seja funcionário, administrador, ocupante de cargo eletivo ou candidato a cargo eletivo.
(2) “Governo” é qualquer órgão ou repartição da administração pública direta ou indireta, incluindo fundações e organizações mantidas majoritariamente com recursos públicos, vinculado a qualquer dos três poderes de qualquer ente da federação.

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