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Archive for julho \31\UTC 2008

Lendo o jornal Fraternitê Matin da Costa do Marfim de hoje me deparei com esta charge. O jornalista pergunta ao pobre consumidor a sua estratégia para fazer face ao próximo aumento do preço do pãozinho de cada dia (lá é uma baguete) . O pobre africano responde:minha estratégia é simples:não mais comer pão.

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Lí hoje, pesquisando no Google:

Em quatro horas de depoimento, o presidente da CBF traçou um quadro pouco favorável da sua gestão de 10 anos. “Temos um déficit crônico de caixa desde 1995”, afirmou. Ele disse que o fato o obrigou a recorrer a seis empréstimos externos no Delta International Bank, com juros elevados, mas que, ainda assim – conforme assegurou – estariam mais baixos dos que o praticado no Brasil.

A situação financeira da CBF melhorou, segundo o dirigente, depois dele firmar o contrato com a Nike. Mas foi contrariado na sua afirmação: o senador Otero Paes de Barros (PSDB-MT) lembrou que os empréstimos foram feitos depois da assinatura desse contrato. O presidente da CBF disse que não sabia que o Delta, localizado no paraíso fiscal das Ilhas Cayman, está sendo investigado pelos Estados Unidos por suspeita de lavagem de dinheiro. Ele atribuiu os gastos elevados da CBF ao salário dos jogadores e dos que “militam em futebol”. “Não se consegue hoje um grande técnico que não ganhe muitos mil dólares”, observou.

DIÁRIO DO VALE

Comentários ” en passant ” sôbre o que está escrito acima :

a-déficit crônico da CBF -sempre existiu e vai existir.É uma entidade não fiscalizada,não auditada e por ai vai…;

b-não existe na face da terra nenhum banco americano, japonês, africano,etc. que empresta dinheiro para uma CBF sem a existência de uma garantia de depósitos colaterais. Os balanços, se existem, não são confiáveis e a entidade não detêm patrimônio suficiente para garantir empréstimos;

c-O Delta Bank não realizava, nesta época e provavelmente ainda hoje, nenhum empréstimo, sem a garantia de “cash colateral” e isso era válido para clientes de primeira linha, quanto mais para uma endividada e desorganizada CBF;

d-quando um empréstimo de grande valor é feito com garantia de cash colateral , em condições normais, o máximo que se cobra é 1% além da taxa que se paga pelos depósitos dados em garantia.

e-se a CBF pagou muito caro e havia, por hipótese, um cash colateral garantindo os empréstimos, só é possível concluir que a diferença foi muito maior..mas muito maior que 1% e que alguém ganhou muito dinheiro . Ou a diferença de juros serviu para pagar uma outra dívida (?) e, neste caso, dá no mesmo-alguém ganhou.

f-é muita cara de pau o Presidente da CBF dizer que os juros no Brasil são maiores que nos Estados Unidos. Até a Vovó de Taubaté sabe que isso é uma verdade secular.

Mas quem teria feito o “cash colateral”?

Se eu tivesse que apostar, apostaria na seguinte hipótese : o cash colateral foi feito pela CBF com a antecipação dos recursos pela Nike.

Posso estar errado? Claro que posso. É apenas uma opinião e isso já é coisa do passado.

Como tudo, neste país chamado Brasil…os casos inexplicáveis são passageiros…acaba um…vem outro.

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Há no Brasil dois tipos de assalto bancário:

1. De fora pra dentro;
2. De dentro pra fora.

Pesquisa realizada pelo BC detectou um aumento exponencial nos assaltos do segundo tipo.

As casas bancárias já vinham encostando juros escorchantes na jugular de correntistas indefesos.

Em junho, a onda de violência recrudesceu. Na média, os juros passaram de 47,4% para 49,1% ao ano.

Desde abril de 2007 que a clientela não era alcançada por uma taxa de tão grosso calibre.

Entre todas as vítimas, as que mais padecem são os viciados em cheque especial.

Dessa turma, os chefões das bocas de juros passaram a cobrar, em junho, taxas anuais de 159,1%. Em 17 de julho, a coisa já atingira os 162,4%.

No empréstimo pessoal, os juros anuais bateram, em junho, em 51,4% ao ano. Na compra de veículos, chegaram a 31,1%.

No ano da graça de 2007, os bancos amealharam no Brasil lucros de R$ 45,4 bilhões -35,9% acima do que fora auferido no ano anterior.

A cifra consta de balanços repassados ao BC por 101 instituições financeiras.

Mostram que a receita dos bancos com a cobrança de juros foi de notáveis R$ 179 bilhões.

Exibem também o tamanho do estrago feito pelas tarifas bancárias. Subtraíram dos bolsos dos correntistas R$ 55,9 bilhões no ano passado.

Os lucros da banca brasileira, por generalizados, ocorrem à revelia das decisões gerenciais adotadas por uma ou outra instituição.

Eles chegam trazidos pelo ambiente em que se processam os negócios bancários.

Uma atmosfera em que se misturam a altíssima remuneração propiciada pelos títulos do governo e as taxas “spreads” extorsivos.

“Spread” é a diferença entre o custo dos bancos ao captar dinheiro na praça e as taxas que cobram no instante em que emprestam a mesma grana.

Quando o empréstimo é para empresas, o “spread” costuma passar dos 14 pontos percentuais.

Nos empréstimos às pessoas físicas, a taxa vai além dos 50 pontos percentuais.

Assim, da próxima vez que for conversar com o gerente de seu banco, convém perguntar onde fica o botão do alarme.

Dependendo do que ele disser, aperte o botão e saia correndo. É caso de polícia.

Blog do Josias-Folha de SP.

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Uma revolução em curso
Coluna Econômica – 27/07/2008
A Operação Satiagraha marca um saudável momento de ruptura do modelo institucional brasileiro. Levará bom tempo até se avaliar corretamente seu significado e seus desdobramentos.
Nos últimos 20 anos houve um rearranjo nos sistemas de poder, em torno de novos atores políticos. Um deles, os gestores de fortunas, os financistas, que começam a despontar no final da década de 80 e receberam enorme impulso no governo Fernando Henrique Cardoso.
***
Toda a engenharia econômica, financeira e política do Plano Real visou transferir para esses novos atores a gestão econômica e o controle da economia. O grande ideólogo desse jogo foi Gustavo Franco. Em meu livro “Os Cabeças de Planilha” descrevo em detalhes esse fenômeno.
Os líderes desse processo vão desde o hoje amplamente respeitado Jorge Paulo Lehman e seus sócios na GP, até os controvertidos Daniel Dantas, do Opportunity, e André Esteves, ex-Pactual.
Esses grupos passam a deter influência ampla sobre órgãos reguladores – Banco Central, CVM (Comissão de Valores Mobiliários), CADE (Conselho Administrativo de Direito Econômico), sobre a própria Fazenda. Seu poder foi ampliado desmedidamente quando montaram alianças com parte da grande mídia.
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Fenômeno pouco analisado, a crise dos grandes órgãos de comunicação teve duas vertentes. De um lado, as grandes mudanças tecnológicas trazidas pela Internet, que quebraram pela primeira vez as barreiras de entrada no negócio mídia – antes, havia necessidade de investimentos pesados em gráfica, estoques de papel, distribuição.
De outro, a crise cambial de 1999 que fragilizou todos os grupos que haviam investido pesadamente nos anos anteriores.
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Ao mesmo tempo, o novo perfil da economia induzia às tacadas rápidas, jogadas de tomada de controle, jogadas na privatização, IPOs manipulados, captação irregular de poupança interna para fundos offshore.
Os novos financistas passam a usar a mídia como uma arma adicional nas suas guerras empresariais.
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O jogo tornou-se absolutamente sem regras. Havia manipulação na mídia, politização do Ministério Público e da Polícia Federal, dos Tribunais superiores. CPIs passaram a ser utilizadas para chantagem; órgãos reguladores, como o BC e a CVM, foram apropriados pelas novas forças. Esse jogo pesadíssimo corrompeu partidos políticos, infiltrou-se em dois governos.
Não sobrou uma instituição em pé.
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Mas, dentro de cada área do Estado, havia funcionários públicos sérios olhando tudo e percebendo que a lei estava sendo burlada.
É através deles que ocorre a grande reação. Policiais Federais insubordinando-se contra suas chefias para fazer valer a lei; jovens procuradores destemidos, juízes de primeira instância, refletem, no âmbito das suas corporações, o novo quadro da opinião pública que emergiu nos últimos anos. Uma opinião pública com acesso à Internet e a outras formas de informação.
Há que se tomar cuidado com excessos. Mas uma conclusão é inevitável: a Satiagraha foi levantada em cima dos escombros de um modelo político-institucional que apodreceu. E abre espaço para o surgimento do novo.
Luis Nassif
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Luis Nassif foi introdutor do jornalismo de serviços e do jornalismo eletrônico no país. Vencedor do Prêmio de Melhor Jornalista de Economia da Imprensa Escrita do site Comunique-se em 2003 e 2005, em eleição direta da categoria.

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Recebo vários emails recebidos pedindo mais informações sôbre as CC5. Estou preparando um post completo sôbre o produto ” Empréstimos via CC5 ” com garantia de Pledge Agreement. Minha intenção é publicar na próxima semana. Inch Allah.

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O ideólogo Virmondes, Diretor do Delta Bank e do Banco Real à época ( parece que hoje é um grande manda chuva só do Delta Bank), não faria a carta acima. Eu nunca vi uma carta, circular ou bilhete escrito por ele. No máximo ele se permitia escrever 3 palavrinhas sôbre documentos : Favor falar comigo…Favor aprovar…Favor fazer…etc.

Um executivo discreto e secreto.O grande ideólogo das cartas Uruguaias, aquelas que eu era obrigado a portar quando vinha a trabalho ao Brasil,por conta do Banco Real e do Delta Bank.

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Confome o prometido, CartaCapital honra o compromisso de ajudar o “jornalismo investigativo” brasileiro, que anda em polvorosa desde a deflagração da Operação Satiagraha pela Polícia Federal, que provocou o entra-e-sai de Daniel Dantas da prisão e tantas outras ebulições na república brasileira.

Para tanto, a revista deixa disponível neste dossiê todo o conteúdo que produziu sobre Daniel Dantas e seus negócios nos últimos dez anos. São mais de noventa textos, reportagens e editoriais de CartaCapital sobre o envolvimento de Dantas em transações em diversas áreas da economia nativa, em especial no setor de telecomunicações.

Elas estão compreendidas em um período que remonta às privatizações do setor de telefonia, ocorridas no fim da década de 1990, durante o governo Fernando Henrique Cardoso, e chega aos dias atuais, sob a égide do segundo mandato do presidente Lula. É material suficiente para entender como Dantas tornou-se figura tão importante nos bastidores da República, a ponto de alguns terem dito que se fosse revelado todo o conteúdo das negociatas do orelhudo, o País pararia por dois anos

Com isso, CartaCapital espera que a mídia nativa não dê ares de furo ou mesmo de material exclusivo a conteúdo que a revista publicou anos atrás. Bom proveito.

acesse:www.cartacapital.com.br

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