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Archive for março \25\UTC 2008

Uma das provas mais importantes ( anexada ao processo) de que o Delta e o Banco Real eram sim partes de um mesmo Grupo. Mais que isso, o sucesso do Delta Bank foi obtido graças ao trabalho dos expatriados e da rede de Agências do Banco Real no Brasil.

Muitos leitores deste blog ( amigos, ex colegas, inimigos ocultos ou declarados, puxa sacos de ocasião, etc.) me escrevem e me fazem as mais variadas perguntas, criticas e sugestões sobre os assuntos já mencionados ou a mencionar aqui neste espaço de luta.

Uma das coisas que mais chama a atenção é a questão das cartas Uruguaias e muitas pessoas querem saber o que de fato existiu para que eu trate o tema com tanta ênfase e de forma repetida . Eu já havia decidido que o meu mais novo post seria para dar a conhecer toda a verdade sobre este assunto e é, respondendo algumas indagações dos leitores que eu pretendo fazer isso. Estas famosas cartas estão na raiz dos prejuízos que me causa o Banco Real AbnAmro S.A, após a imposição feita pelo Delta Bank ( Sr.Virmondes Fernandes) para que o Banco Real fizesse a rescisão simulada e, portanto fraudada do meu contrato de trabalho no Brasil.Fato provado e reconhecido pela justiça.

A carta Uruguaia nada mais é do que o embrião da simulação da rescisão do meu contrato e que hoje serve de base para a atual administração do Banco Real Abnamro alegar a prescrição do meu direito de reclamar INSS e FGTS e com isso ganhar tempo em cima de um funcionário que trabalhou 30 anos para o Grupo.

A justiça, em nível de TRT, já me deu ganho de causa baseada em provas documentais e sobre provas documentais não pode haver, em um país sério, revisão.

A justiça diz: Visto que a rescisão não passou mais que uma simulação perpetrada pelo reclamado, a fim de que este permanecesse “protegido” considera este Juizo a existencia de um único contrato,que vigeu desde 02/05/75 até 28/08/2003.

No Brasil eu confio na justiça trabalhista, mesmo sabendo do poder que tem o Banco Real Abnamro para conseguir, através de escritórios “renomadissimos e influentes” reverter situações e ou ganhar o máximo de tempo possível em Brasilia. Mas eu tenho que me cuidar e lutar e este blog é meu território de batalha e existirá enquanto pendencia houver . A justiça no Brasil é lenta e nem sempre é justa mas é a justiça que temos.

Em 30 anos vi muita coisa, soube de outras tantas e sei que antigas autoridades poderosas são contratadas e ou pagas para fazerem lobby em Brasília com o objetivo de alterar ou adiar decisões contrárias aos interesses dos poderosos . Como dizem os analistas: o mercado fala e normalmente no mercado se sabe das coisas…

Neste particular vou direto pra Catende como diria Alceu Valença… mas eu prefiro parar na porta da cidade e rever a histórica e não menos problemática Usina de Açúcar de Catende, ao sul de Pernambuco, que conheci quando nem sonhava ser bancário, lá por volta dos 12 anos. Não me perguntem porque falo de Catende. Talvez seja apenas uma boa lembrança de quando eu não conhecia ainda as coisas como elas são. Talvez seja isso…

Usina de Catende…na entrada de Catende ( Princezinha dos Canaviais )

Voltando às cartas…

Todas as medidas tomadas pelo Delta Bank e pelo Banco Real AbnAmro tinham como objetivo fundamental e exclusivo a proteção dos seus interesses e dos clientes, quer seja de imagem, quer seja relacionado com a Receita Federal, com o Banco Central e ou com qualquer autoridade que tivesse como prerrogativa o controle e a fiscalização da atividade bancária exercida no Brasil por Bancos nacionais e estrangeiros, notadamente nas operações cujo objetivo final era a expatriação de dinheiro para constituição de ativos para e por seus clientes no exterior.

Não pensem jamais que o Delta Bank ou o Banco Real tomaria qualquer decisão para proteger os interesses do funcionário Domingos ou qualquer outro colega que exercia as funções de Gerente de Contas em Miami ou Nova York em caso de um eventual problema. Isso não existiu, não existe e jamais existirá. Quando tem um problema o funcionário “petit kakaba” como se diz em África é o último a ser protegido, isso tudo quando a culpa pelos fatos não lhe é imputada com exclusividade. Tipo assim:…não sabíamos…ele fez isso sem autorização…sem o nosso conhecimento…por decisão própria…será demitido por justa causa, etc.etc.

Ou alguém acha que eu estou inventando? Mentindo? Aumentando? Distorcendo?

Revista Isto é -Dinheiro -No estilo Suisso.

Toda vez que um Banco adota procedimentos não convencionais para proteger unicamente seus interesses é porque ele avaliou bem os riscos legais que está correndo e as conseqüências que poderão advir para seus principais executivos ( Diretores Estatutários apenas) e seus clientes. O funcionário ( petit kakaba) é e será sempre o último na história . Esta é a realidade e quem discordar é porque não passou por situações constrangedoras, não correu determinados riscos ou não foi algemado em algum aeroporto, hotel ou sede de alguma Delegacia de Policia.

Algumas perguntas dos leitores:

Uma das famosas cartas Uruguaias

Pergunta: Que são estas famosas cartas Uruguaias?Que tanto mistério existe nelas para você ficar repetindo tanto no blog, até de forma cansativa?

Resposta: Por decisão exclusiva do Banco Real e contra a minha vontade fui designado e transferido para trabalhar no Delta Bank em Miami, um Banco americano de propriedade do Grupo Real, criado nos EUA par
a ter como base principal de clientes os brasileiros com médio e grande potencial para manter ativos no exterior (ver Isto é Dinheiro) . O combinado é que eu continuaria com meu contrato vigente no Brasil para efeitos previdenciários e teria um outro contrato de expatriado nos EUA, ou seja as mesmas condições que tive em todos os anos de serviços no exterior . Minha função, que tinha o pomposo nome de Vice Presidente como cargo, era gerenciar uma grande base de investidores e viajar seguidamente ao Brasil para visitas de manutenção e conquistas de novos clientes para o Delta Bank, contando para isso com a colaboração oficial e obrigatória da rede de Agências do Banco Real . Mais precisamente eu gerenciava diretamente uma base de aproximadamente 1.500 clientes, pessoas físicas e jurídicas, de S.Paulo, Rio de Janeiro e do Nordeste Brasileiro. Os Gerentes do Banco Real tinham metas de conquistas e para isso recebiam comissões em Grand Cayman por cada conta indicada por eles e efetivamente aberta . Sucesso total.

O reconhecimento é importante,mas mais que isso é preciso cumprir a CLT.

As seguidas viagens ao Brasil, os constantes controles efetuados pela Policia e Receita Federal, a grande quantidade de entradas e saídas no aeroporto de S.Paulo e mais ainda a documentação completa de clientes que portávamos quando dessas viagens, levaram o Delta Bank, em minha opinião e na de qualquer pessoa que tenha conhecimento da “atividade” de private bank, a instituir a famosa carta uruguaia. Provávelmente hoje existem outros métodos…mas desconheço e atenho me aos da minha época.

Antes de embarcar para o Brasil eu recebia um modelo de carta, assinado por uma Secretária ( ela mudava a assinatura a cada carta) e o Chefe fazia a seguinte recomendação verbal:

“Domingos
Se qualquer coisa acontecer com você na entrada ou na saída do aeroporto no Brasil ou ainda em qualquer abordagem inconveniente para o Delta Bank e o Banco Real por parte de qualquer autoridade, mostre a carta e diga que os formulários de abertura de contas/investimentos e operações de empréstimos são de clientes uruguaios e que você está no Brasil em trânsito com o objetivo de visitar clientes naquele país e o Banco Real del Uruguai em Montevidéu . Fale o mínimo necessário”.

Estava muito claro então que o objetivo das cartas era a proteção exclusiva dos interesses do Grupo do Banco Real e do Delta Bank, mas muito mais do Banco Real que em última instancia seria o mais prejudicado na hipótese de eu ter qualquer problema que pudesse ser interpretado como sendo eu um agente de evasão ilegal de divisas, abertura irregular e não autorizada de contas de brasileiros no exterior e por aí vai. O Banco sujeito às leis brasileiras e com maior risco de imagem era o Real. Claro…ou eu estou errado?

Mas tinha furo e muito furo nas cartas Uruguaias. Vamos tentar entender algumas situações complicadas que poderiam ocorrer no Aeroporto,após uma abordagem :

-Se me pedissem a passagem pro Uruguai?Eu nunca fui lá na época que trabalhava para o Delta e meu passaporte pode provar isso e jamais, em tempo algum, me deram um ticket de viagem para aquele país. Meu ticket era Miami/S.Paulo/Miami sempre .Que que eu poderia dizer? Sr.Inspetor estou em trânsito para Montevideo!

Conta outra Domingos diria um sisudo e já desconfiado inspetor alfandegário ou policial : Você sai de Miami para Montevidéu e só compra passagem de ida e volta para o Brasil?

Montevideo -Talvez seja uma linda cidade.

-Se a documentação em meu poder fosse de ou com nomes típicos de brasileiros ou empresas brasileiras , ainda assim eu iria justificar que os recursos e ou formulários eram de Uruguaios? E ai? Ai o sisudo e mais desconfiado inspetor alfandegário ou policial diria:

Conta outra Domingos… você já viu Uruguaio com o nome de Severino Pacheco da Anunciação ou Raimundo Nonato da Silva ou Auto Viação Norte de Minas ou ainda Transportadora Morro do Alemão? Eu já estaria tremendo feito vara verde e já tinha certamente trocado Uruguai por Paraguai e se continuasse o interrogatório poderia até dizer que estava indo pras Ilhas Malvinas. Não existe Presidente de Banco, de Multinacional ou até da República que não treme numa situação dessas? Isso quando já não acontece outras coisas mais vexatórias na vista de todo mundo. A gente só não treme quando tem a verdade como parceira.

-O texto da carta era vago. Dizia que…considerando que o Sr.Domingos estará visitando Montevidéo…enviamos os formulários solicitados . Ora todo mundo sabe que nenhum Banco envia formulários para outro Banco (se são concorrentes isso nem existe) via portador.Pra isso existe DHL/Sedex/Fedex e outros ex em qualquer lugar do mundo. Neste caso o sisudo inspetor faria uma concessão e quem sabe aceitaria a versão da carta pra me deixar mais tranquilo, mesmo sabendo que estava sendo enrolado.

-E se eu tivesse na minha pasta alguns cheques, agendas, posições de saldos ou autorização de transferências ou ainda formulários de empréstimos via CC5, etc. e tal? O sisudo inspetor, já bem nervoso, desconfiaria logo que eu estava escondendo ou omitindo alguma coisa e ordenaria um interrogatório mais minucioso. E ai meus amigos eu estaria frito… crime inafiançável…imprensa…etc. Ai sim eu veria o sol nascer quadrado pensando no triangulo e na enrascada que eu me encontrava.

Se isso realmente tivesse acontecido ?

Algum leitor pensou na minha família lá nos Estados Unidos? Algum leitor pensou na minha carreira? Algum leitor pensou no meu futuro?

Pensamos sim Domingos… o Banco certamente iria mover céus e terras pra te tirar da enrascada e você voltaria feliz da vida para o aconchego do lar em Miami.

Pode ser…pode não ser… eu tenho lá as minhas dúvidas.

Meus leitores… este tipo de crime, se configurado, é inafiançável. A gente vai pra cadeia e depois começa a explicar e a explicar e o que é pior: não existe explicação. Claro que deve haver processo e decisão após um julgamento com direito a defesa. Sei lá… não sei de nada.. fui um simples bancário e eu não sou nenhum Suíço com experiência e liberdade pra dizer em alto e bom tom : No Brasil quem tem dinheiro não fica preso. Não gosto de pensar assim e me preocupo quando até um estrangeiro, fazendo private bank no Brasil, se julga com a liberdade suficiente para dizer is
so. Tem as costas quentes? Conhecendo as coisas como eu conheci, tenho absoluta convicção de que passaria mais vexame que o Suisso que chegou até a receber churrasco e clientes ávidos por informações na cadeia. Depois do susto eu provavelmente me contentaria com o bom e velho quiabo com angú.

Ah. Domingos você está sendo pessimista ou inventando coisas… nunca ninguém do Banco Real ou do Delta Bank foi preso em aeroporto.

Calma gente… foi sim e o cidadão era funcionário do Banco Real a serviço “momentaneo”do Delta Bank. A coisa foi feia e por pouco outros dois não tiveram a mesma sorte no mesmo dia e no mesmo horário, mas… como eram mais vivos correram e abandonaram o colega à própria sorte . Num próximo post eu vou, sem citar nomes , contar pra vocês a dramática experiência vivida em Guarulhos por um dos mais queridos e antigos funcionários do Banco Real preso portando documentação, formulários de contas, depósitos de clientes do Banco Real e do Delta Bank.Este funcionário simples,com muitos anos de carreira comeu o pão que o diabo amassou.

-Vocês acham que depois de “liberado” da prisão o Banco deu a ele um bônus ou uma indenização moral?

-Vocês acham que algum Diretor importante foi visitá-lo e à sua família nos seus piores momentos de angustia?

-Vocês tem noção do que passou este funcionário que nunca havia viajado para o exterior e de repente se vê fichado na Policia por um crime inafiançável? Que ele cometeu na inocência? Porque ninguém o advertiu dos riscos?

-Vocês tem noção do sentimento de impotência que tem uma pessoa que se vê numa situação dessas no seu país? Cumprindo orientação e determinação de seu empregador ?

Este humilde funcionário do Banco Real, que momentaneamente operacionalizava para o Delta Bank era da Divisão de Pessoal se não me falha a memória. Acho até que o Valério Mugnol, testemunha do Banco Real no meu processo, era seu Chefe antes, durante ou depois do acontecido . O Valério Mugnol , para quem ainda não sabe, afirmou, como testemunha, que o Delta e o Banco Real da Costa do Marfim eram, quando muito, concorrentes do Banco Real no Brasil e, portanto não faziam parte do Grupo Real . É a vida dando voltas… e mais voltas…

Pergunta: Se existiu alguma irregularidade nestas cartas Uruguaias porque você não falou antes, inclusive e, sobretudo no tempo em que você estava na ativa trabalhando para o Delta Bank nos Estados Unidos e para o Banco Real no Brasil?

Eu não sou diferente de nenhum bancário que exerceu ou exerce funções de confiança no exterior ou mesmo no Brasil. A gente abraça a causa da empresa, a gente luta, se dedica,se sacrifica e impõe sacrifícios desnecessários e irrecuperáveis à família, muitas vezes vive isolado e correndo vários riscos em países diferentes do seu,sem amigos e mais que isso chega a ficar em posição completamente desfavorável quando retorna . Se você passa muitos anos na América do Sul e África ninguém te conhece mais e é automaticamente considerado um executivo desatualizado e portanto com muita dificuldade de se inserir novamente em uma boa função no Brasil.

O mercado evolui de forma diferente aqui, as pessoas estão mais próximas do poder de decisão, muitos pensam que você ganhando em outras moedas ficou rico e não vai querer se esforçar mais e se esquecem ou fazem questão de não lembrar que você tinha custos proporcionais e pagava impostos como qualquer outro.

Eu sempre voltei em posição relativamente boa porque sempre fui considerado pelos meus superiores da Divex um funcionário de escol, atualizado, produtivo, lucrativo, que nunca trouxe problemas para o Banco e tanto assim é que fui designado para exercer no exterior as principais funções na Costa do Marfim, na Bolívia , no Chile e em Miami no Delta Bank.

Para o Delta Bank só se designava pessoas experientes e de absoluta confiança da alta cúpula do Banco Real. Não se exercia naquele Banco americano do grupo uma atividade sofisticada, como deve ser ainda hoje, mas necessariamente o funcionário , salvo raríssimas exceções, deveria ser originário do Banco Real. O fato de ser originário do Banco Real era inclusive um dos argumentos de venda e “conforto” para a clientela.

Mesmo com toda esta experiência fizeram a minha readmissão ( menos de 1 ano aós a rescisão fraudulenta do contrato de trabalho original) numa Agência fechada há mais de 12 anos e no cargo de Estagiário (em formação).No mesmo dia fui admitido no Banco Real do Chile como Gerente Geral. A mentira e a fraude tem pernas curtas.

Eu trabalhei em duas oportunidades na Divex ( a Diretoria responsável pelas Unidades do Exterior) e sei como eram recebidos nas outras Diretorias os expatriados que retornavam ao Brasil. Ninguém os queria em seus departamentos e a maioria era demitida já na reapresentação aqui. Eu diria que 90% dos expatriados sairam do Banco quando retornaram e a insatisfação era generalizada com o descaso e a indiferença que eram tratados, sem falar no baixo salário propositadamente reduzido para fazer com que a pessoa se demitisse.

Eu via isso acontecer e pensava. Um dia vai chegar o meu dia… e chegou na minha designação indesejada para o Delta Bank com uma redução unilateral de 50% no meu salário anual. Mais uma vez o dêdo do ideólogo das cartas Uruguaias. Desde este dia eu decidi me preparar para enfrentar uma nova e grande sacanagem futura.Um anos e alguns meses depois a pior sacanagem: tive meu contrato de trabalho no Brasil rescindido para proteger interesses exclusivos do Banco Real e do Delta Bank.

A gente vê muitas decisões sendo tomadas e com as quais não concordamos. Quando você tem a oportunidade e a abertura para dizer você diz… mas quando não tem o jeito é seguir em frente. O medo de perder o emprego fala mais alto. No Delta Bank o idealizador das cartas Uruguaias agia como um ditador e só ele sabia ou pensava saber o que era melhor. Ninguém nunca questionou isso publicamente… mas todos o criticavam por esta forma de administrar. O dito cujo era conhecido por nunca seguir orientações de seus superiores no Brasil. Ele nunca pedia… ele mandava…e como mandava. Nunca vi um Diretor Executivo estatutário ir contra uma decisão dele. A própria simulação do meu contrato foi apenas “engolida” pela administração em São Paulo. A Diretoria da Divex foi contra a fórmula …mas terminou sendo voto vencido.

Pergunta: Aonde você quer chegar finalmente com este assunto de cartas Uruguaias?

Meu único objetivo é que o Banco resolva a minha situação previdenciária. Eu falo das cartas Uruguaias, da rescisão simulada de contrato, etc. porque o meu objetivo é deixar claro que o Banco se serviu e se serve de mentiras testemunhais e de afirmações falsas para não reconhecer meus direitos, notadamente o de me aposentar proporcionalmente .

Se o Banco tivesse adotado uma defesa amparada em bases técnicas ou legais ou tivesse seguido as recomendações de seu próprio Serviço Jurídico, nada disso estaria acontecendo. Eu sempre agi com ética neste assunto e não fui respeitado.

Em nenhum momento eu disse ou autorizei o meu advogado a citar no processo as características e ou os detalhes das minhas atividades no exterior a serviço do Delta e do Banco Real.

Pergunta: Mas o que tem a ver o atual Ab
namro com esta sua situação e com os erros eventualmente cometidos pelo Banco Real e Delta no passado?

Tem e muito e por isso mesmo quero destacar alguns:

-após ganhar o processo trabalhista em nível de TRT e para não parecer que estava querendo chantagear ninguém, mandei uma carta bastante detalhada e com vários anexos ao Sr. Fábio Barbosa, atual Presidente do Banco Real Abnamro ( que diga se de passagem não tem nenhuma responsabilidade pelos atos praticados pelo Delta Bank e Real à época) e citei todos os procedimentos ilegais, mentirosos, absurdos, injustos e descabidos usados pela defesa do Banco no processo. Anexei vários documentos, inclusive cópia dos diversos pareceres do Juridico do próprio Banco atestando que os procedimentos adotados eram ilegais e configuravam fraude à CLT. Citei também os fatos que, por questões éticas, entendi não terem sido convenientes de mencionar no citado processo, ainda que pudessem me favorecer.

Imaginei que ele mandaria apurar, por pessoa independente o que eu disse e tiraria suas conclusões. Alguns dias depois recebi um telefonema de alguém do RH de S.Paulo dizendo: “Fábio recebeu sua carta, leu e mandou lhe agradecer por ter levado a ele alguns fatos que desconhecia e que, no momento, é melhor o processo trabalhista seguir em frente”. Se interpreto mal o que a pessoa disse antecipadamente me desculpo.

-O AbnAmro é o sucessor do Banco Real e, portanto adquiriu o ativo e o passivo, inclusive trabalhista. E que passivo trabalhista pois devia ser o maior do sistema financeiro privado numa evidência de que não havia politica de RH, não havia regras e não estavam nem ai pra CLT . Era o salve se quem puder ou melhor era a lei do Virmondes que prevalecia quando alguém ia trabalhar no Delta Bank ou no Banco Real dos EUA. Ou eu estou errado?

-quando você endossa uma tese de defesa é porque você concorda com ela. Ora o Banco Real AbnAmro me deu uma carta assinada pela Diretoria Executiva atestando que eu trabalhei de forma continuada para o grupo de 02/05/75 a 28/08/2003. Porque continuar usando como arma de defesa uma simulação fraudulenta de contrato? Porque permitir que seus advogados desconsiderem o teor desta carta? Afinal o que o Banco escreve tem ou não tem valor?

Esta carta é uma das provas mais importantes de que eu trabalhei para o Grupo do Banco Real de 02/05/75 a 28/08/03.O Delta Bank e o BR-Cote D’Ivoire faziam parte do Grupo.

-Em uma outra oportunidade enviei a mesma carta ao Jurídico do Bandepe ( meu último empregador) e pedi que a enviasse ao Jurídico do Banco Real em S.Paulo, novamente com o objetivo de alertar o Banco sobre a necessidade de apurar os fatos que eu citei e rever a tese de defesa, se fosse o caso. Neste processo eu não canso de repetir: a defesa foi desonesta e a testemunha do Banco agiu de má fé e deveria ser presa, se a justiça fosse mais enérgica. É contra esta tese da defesa e o falso testemunho que me insurjo e jamais me cansarei de falar aqui neste espaço.

Alguns meses depois, me chama uma pessoa do RH e diz: O Fábio autorizou que o Banco faça um acordo com você, regularizando as pendências do FGTS e do INSS. Você está de acordo?

Sim, desde que as bases sejam corretamente calculadas e que o assunto seja tratado pelo meu advogado, disse eu.

Até hoje o assunto não evoluiu. Sabem porque? Aparentemente o Banco, segundo seu Advogado, não tem ou não passou a ele as bases de cálculos corretas e ele citou um valor fantasioso e sem nenhum critério possível de ser examinado. Será que informaram ao Sr.Fábio Barbosa que o Banco não consegue reunir os números corretos? Ou querem continuar ganhando mais uma vez nas minhas costas? Até eu, que poderia ser menos organizado, tenho todos os cálculos corretamente feitos e atualizados mensalmente.Sei até os centavos. Porque um Banco tem dificuldade de fazer cálculos de FGTS sobre salários e beneficios pagos aos seus funcionários no exterior? Onde estão os arquivos das folhas que eram enviados do Panamá e das Unidades? Que mistério!

Este é um dos contra cheques do banco Real da Costa do Marfim.O Banco Real tem cópia de todos eles,bem como da Bolivia,do Chile,do Panamá e provavelmente vai ter que pedir os do Delta.

Pergunta: Você não tem medo de ficar falando sobre este e outros assuntos que envolvem muitas pessoas, inclusive clientes comuns do Banco Real Abnamro e do Delta Bank? O que você ainda tem na mão?

O único medo que eu tinha e tenho é de cometer algum ato, por minha própria decisão, que desabone a minha conduta e que venha a decepcionar minha família e meus poucos amigos. Não tenho e jamais terei medo de dizer o que eu penso ser uma verdade comprovada e por isso procuro me cercar de todos os cuidados. Não tenho intenção, há menos que me provoquem ou que prevaleça eventual e injustamente a tese da defesa na revista ,de pedir testemunho de nenhum cliente comum do Delta e do Real em outro eventual processo ou de abrir a terceiros informações que detenho por força das minhas atividades à época. Já abri mão de indenizações e quero apenas aquilo que é legal. Nada mais.

Pode haver conseqüências negativas para mim? Claro que pode e já está havendo há muito tempo. Eu nunca mais consegui e provavelmente jamais conseguirei um novo emprego naquilo que eu sabia ou sei eventualmente fazer porque todas as portas se fecharão e até acredito que já tenham sido fechadas.

Reafirmo aqui que nunca foi minha intenção criar um blog para falar de um relacionamento profissional que, da minha parte, foi honesto, dedicado, produtivo e de extrema lealdade e fidelidade.

Não fosse a estratégia da defesa no processo trabalhista 01521, a mentira várias vezes repetida pela testemunha Valério Mugnol do Banco Real e por último o aval dado a esta tese de defesa por parte da atual administração eu jamais teria tomado a iniciativa de vir a público trazer estes acontecimentos.

Torço para que este blog deixe de existir e que eu possa continuar escrevendo sôbre outras coisas mais amenas e simpáticas . As outras reclamações do processo eu já decidi,por enquanto, que não vou continuar exigindo. Me refiro a indenização moral , material e outras constantes na RT 01521.

Mêdo de um processo do Delta Bank e do Banco Real AbnAmro ? Não tenho nenhum e talvez este poderia ser um caminho melhor para uma defesa mais contundente e recuperação de outros direitos também e com certeza eu pediria ao juiz autorização para me defender pessoalmente. Muitas pessoas importantes já se dispuseram a me ajudar nesta eventualidade e sem nenhum custo.Engana-se quem pensa que eu não sei onde estão os bons conhecimentos jurídicos neste país.

Mêdo de alguma represália? Também não tenho. Aliás de que tipo? Aquelas à moda nordestina de tempos idos ou aquelas mineiras do Grande Sertão : Veredas ? Ou ainda aquelas à moda italiana? Isso não é importante.

Do que tenho mêdo? Apenas do meu fígado…mas estou lutando diáriamente, apesar dos terriveis efeitos cola
terais do Interferon . C’est la vie.

O que eu tenho ainda na mão? É uma pergunta idiota e provavelmente feita por alguém que já sabe a resposta ou está preocupado . Depois que enviei em duas oportunidades uma carta ao principal Administrador atual do Banco Real AbnAmro e ao Serviço Jurídico fiquei mais tranquilo. Eles tiveram e tem a minha versão e todos os poderes para apurar se o que eu digo está fundamentado.Finalmente todos sabem de tudo e tudo está em documentos anexados.

Não sou chantagista.Só publiquei ou comuniquei os fatos depois que ganhei, via decisão do TRT, o meu direito legal do INSS e do FGTS.

O resto é conversa pra boi dormir e eu, pegando parte dos versos de Capiba digo: “A injustiça dói, mas eu sou madeira de lei que cupim não rói.

Conclusão:

A famosa carta Uruguaia foi um instrumento criado pelo Virmondes Fernandes, ideólogo dela, para tentar uma justificativa em eventual abordagem da autoridade e ou na justiça brasileira, e deveria ser portada sempre e quando eu vinha ao Brasil a serviço do Delta Bank e do Banco Real.

Como ela sozinha continuava representando um grande risco aí houve a decisão, também do Sr. Virmondes, de fazer a rescisão contratual simulada.Tanto o Virmondes quanto seu Chefe nos Estados Unidos continuaram com seus contratos no Brasil, mesmo trabalhando simultaneamente para os dois Bancos.

Assim, se eu fosse interceptado o Banco Real não poderia ser oficialmente envolvido. Eu seria, para as autoridades brasileiras, apenas um bancário lá de São João Evangelista, que teve a sorte de ser contratado nos EUA por um Banco americano , sem nenhum vínculo com o Brasil.

Você que foi ou que é ainda funcionário do Grupo, que me conhece ou não, tem alguma dúvida sobre o que falei?

Em tempo: O Virmondes e seu Chefe, que curiosamente não tiveram seus contratos rescindidos no Brasil, foram os únicos expatriados indenizados no exterior quando o AbnAmro comprou o Banco Real e eles passaram a ser oficialmente apenas funcionário do Delta Bank. Sabe quem autorizou o pagamento? Valério Mugnol e este humilde blogueiro, cumprindo instruções superiores.

Uma das indenizações :Manda quem pode,obedece quem tem juizo. A assinatura acima é do Valério Mugnol.Nenhum outro expatriado brasileiro teve este privilégio.

Havia provisão? Não…ela foi feita na calada da noite e sua quase totalidade foi destinada aos dois brasileiros, na véspera da passagem dos negócios ao AbnAmro. Até a Ernest Young ficou surpresa e exigiu aprovação da Divex para não mencionar nas notas explicativas.

Até a Ernest Young achou estranho e exigiu a autorização formal do Head Office.

A Divex foi consultada ? Não. O ideólogo jamais consultava…ele mandava fazer e a gente obedecia. Todos obedeciam. Caladinhos.

“Se uma mentira repetida mil vezes acaba virando verdade, o que dizer de uma verdade repetida mil vezes?” Elio Gaspari.

Post sujeito a pequenas alterações.

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Sobretudo se foi capaz de trabalhar um ano e meio para um “concorrente” (Delta Bank) nos EUA, sem ninguém desconfiar de nada no Brasil (Banco Real AbnAmro) . (VM em depoimento)
Apoie uma midia independente lendo acessando o novo site do Paulo Henrique Amorim : http://www.paulohenriqueamorim.com.br/

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No Brasil é assim. Quando você fala a verdade muita gente aparece prá te calar. Desta vez é o IG com o Paulo Henrique Amorim, um dos mais corretos jornalistas brasileiros.

Eu aqui neste meu humilde blog de vez em quando recebo algumas mensagens um pouco estranhas mas eu não estou nem ai. No fundo…no fundo…eu até que gostaria que o Delta Bank e seu ideólogo juntamente com o Banco Real abrissem um processo sôbre o que eu escrevo e o que eu ainda vou escrever. Vai ser a grande oportunidade da minha vida para provar o que falo.

Mas duvído muito porque o ideólogo do Delta Bank é covarde e medroso e ele sabe que se eu botar a boca no trombone e mostrar o que tenho não fica céu sobre terra. Tenho dito.
Ai depois vem o economista do Banco Santander hoje na UOL e diz que os bancos brasileiros tem o maior potencial do mundo para crescer. Claro que é verdade pois nós brasileiros aceitamos pagar caro por um serviço de péssima qualidade e além disso os bancos brasileiros já acharam há muito tempo o tortuoso caminho fiscal para aumentar seus lucros e só a Receita Federal não vê.
Vejam o que aconteceu com os ganhos fiscais ( duvidosos ) que o Bandepe incorporou ao seu balanço logo após a privatização. E os outros Bancos nos outros Estados. Minha tese, facilima de ser confirmada, é que os Bancos estaduais poderiam ( pelo potencial e pelos créditos fiscais) ter sido privatizados por no mínimo 10 vezes mais que o valor obtido nos leilões.

Ah já ia me esquecendo. Engordam seus lucros fazendo simulações de rescisões de contrato de trabalho ( meu caso) com o objetivo de não recolher o INSS e o FGTS devidos.

Cadê a Receita Federal e o INSS que não fiscalizam corretamente e regularmente os Bancos ? Cadê os municipios que não acordam para a grande evasão de suas receitas de ISS ?Começo a pensar que os munícipios precisam de uma boa consultoria sobre ISS.

Um abrigo de ônibus que não protegeu os brasileiros de uma chuva ou ou outdoor que não existiu pode encobrir uma operação de doação ilegal de campanha.

Você pode continuar lendo o PHA em seu próprio site: www.paulohenriqueamorim.com.br

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Capítulo 1 – Ser ou não ser político ?

Eu nunca tive vocação para a política, mesmo reconhecendo a importancia dela para o país. Todas as vezes em que eu precisei tomar uma decisão não técnica ou envolvendo politicos, participar ou ver algo sendo feito e que não fosse regulamentar na minha profissão eu ficava muito apreensivo, chateado e sempre muito preocupado com consequências futuras.

Em 30 anos de profissão jamais fiz concessões e se participei de fatos desabonadores ou contrários às leis do Brasil ( fazendo ou vendo) e de outros países (isso mesmo) foi por que fui obrigado, mas sempre muito bem documentado. Para manter o emprego as vezes a gente é obrigado a se fazer de surdo, de mudo e de cego.

Na África briguei com muitos políticos ou autoridades que queriam se aproveitar do Banco na minha administração. Nunca tive medo, protestei e cobrei judicialmente todas as dívidas que eles tinham. Teve um que queria me ver longe da Costa do Marfim numa determinada época mas não conseguiu e até me agradeceu depois pois dependeu de mim para retirar um processo da justiça e poder ser renomeado Ministro .

Até o Vice Presidente do Banco ( ex Deputado ) que era Africano perdeu comigo as mordomias que queria manter eternamente.
No Brasil existem muitos politicos que adoram os Bancos e vice-versa. É uma grande troca de favores que acontece : empréstimos sem juros, renegociações eternas de dívidas, protelação de protestos e cobranças judiciais, projetos de leis favoráveis ao sistema financeiro, contribuições oficiais para campanhas politicas, contribuições via caixa 2 muitas vezes dissimuladas em campanhas publicitárias, beneficios em licitações de contas e folhas de pagamentos, etc,etc,etc…
Muitas vezes um outdoor que não existiu pode esconder uma contribuição a uma campanha política.Neste caso 3 crimes no mínimo: contribuição ilegal,sonegação fiscal e fraude contábil.
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Tem muitos politicos sérios em qualquer lugar e é isso o que importa.Cito alguns aqui no Brasil : Lula,Luciana Genro,Heloisa Helena,Eduardo Suplicy,Jefferson Perez,Pedro Simon,etc. Eu já disse aqui no blog várias vezes que eu passei a ser um admirador do Lula por conhecer profundamente a realidade das familias no nordeste. Todos sabem o que os políticos faziam aqui na região para manter os pobres dependentes de suas dentaduras ( a de cima no dia das eleições e a de baixo após a vitória) e os famosos carros pipa .
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Mas tem coisas na politica que eu acho que se funcionassem bem seria muito bom para um país como o Brasil.Um exemplo? As Comissões Parlamentares de Inquéritos ( CPIs). Hoje o grande problema é que elas são usadas mais como palco para certos politicos aparecerem na TV e gerarem material para suas campanhas politicas. Mas tem mais coisa errada nelas: alguns membros importantes não resistem a uma CPI, não resistem a uma pesquisa bem feita sobre suas vidas pregressas, etc. e tal e quando estão com o microfone aberto parecem anjos a espera do chamado divino. Ou seja gente com culpa no cartório investigando gente com culpa no cartório. Só no Brasil. Quanta enganação.
Eu acompanho muito as CPIs e vejo coisas que até eu que sou mais bobo sei como ocorre.O caso da CPI da CBF/Nike é um bom exemplo de como havia interesse de ambas as partes para não irem a fundo nas oitivas de convocados e sobretudo na orquestração dos membros para evitar depoimentos de agentes de bancos que atuaram na operação dos famosos empréstimos (?) para a CBF. Foi visível a defesa para que os representantes do Delta Bank / Banco Real não participassem pois sabiam, no fundo, que qualquer agente daqueles Bancos, se investigados seriamente, cairiam em várias contradições e seriam levados a mentir e serem presos por faltar argumentos sérios de defesa. Aqueles empréstimos da CBF no Delta Bank/Banco Real foram uma grande farsa e se me apertarem um dia eu sou capaz de dizer tim tim por tim tim como as coisas devem ter ocorrido. E mais…quem se beneficiou e porque?
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É…o ideólogo, o Delta e o Banco Real (inclusive a nova administração) sabem que estão me prejudicando com essa história da falta de recolhimento de 20 anos do meu INSS e FGTS e sabem que eu sei provavelmente como tudo aconteceu. E sabem que eu não deixarei de postar sobre estes assuntos enquanto esta pendencia existir, sobretudo a do INSS.
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É… eu as vezes sonho com o dia em que serei convidado ou me auto convidarei para conversar com um Procurador ou depor numa CPI cujo objeto determinado envolva caixa dois,lavagem de dinheiro e o sistema financeiro. Vai ser a minha realização como um Brasileiro prejudicado em 2/3 de sua contagem de tempo legal e uma grande oportunidade de dizer algumas verdades entaladas na minha garganta. Eu seria capaz de fazer um depoimento e um debate histórico, dependendo do objeto determinado.Tão bom quanto o Roberto Jefferson quando numa tribuna…mas muito diferente dele quanto ao passado pois nunca fui político. Isso é claro.
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Talvez este tempo não esteja tão longe…pois muitas coisas podem ocorrer…muitos Lalaus vão aparecer neste país…muitas CPIs serão instaladas… muitos suissos vão cometer erros…muitos casos virão à tona…
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Post sujeito a pequenas alterações.Aguardem capítulo 2.

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Explicando:
1-A enquete sobre as licitações dirigidas só vai entrar no blog na próxima semana devido a problemas técnicos.
2-Tendo em vista a boa quantidade de acessos registrada pelo blog fomos consultados para veicular propagandas e aceitamos o convite e assinamos o contrato. Então, também na próxima semana deverá aparacer neste blog as primeiras inserções comerciais.
Vamos em frente…

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Este blog deseja saber de seus leitores o que eles pensam sôbre licitações dirigidas que acontecem muito no Brasil e cujo objetivo é permitir que empresas, inclusive multinacionais, ganhem concorrências importantes num jogo de cartas marcadas.
Normalmente há um grande esquema organizado por Assessores bem posicionados que seguem a orientação dos seus Chefes e proporcionam todos os dados e informações que constarão nos editais.
Tudo é previamente submetido ao participante que quer e precisa ganhar de todo jeito uma concorrência e este examina bem o rascunho do edital,faz sugestões,impôe modificações e ou restrições de forma a prejudicar ou limitar a participação dos concorrentes do processo licitatório. Há casos de envolvimento prévio até de pessoas de outros poderes que devem fiscalizar a correção do processo.
Raramente os participantes prejudicados descobrem as artimanhas. Mas existem casos em que as pessoas não fazem atenção e deixa tudo registrado, seja com videos ou documentos. Ai vem uma revista Veja, Isto é,Época e ou alguns jornais que publicam as denúncias e o assunto explode, normalmente antes de eleições…
Anyway
Votem bastante na enquete que se inicia hoje após as 23,00 horas e vai até o dia 31/03/2008.

Em tempo:
Noticia de hoje.

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Conforme prometi, publico hoje extratos das declarações mentirosas feitas pelo Valério Mugnol como principal testemunha do Banco Real AbnAmro e do Delta Bank no processo 01521 e outras afirmativas da defesa do Banco. Em seu depoimento o Valério não conseguiu me encarar pois ele sabia que eu sabia que ele mentia e uma pessoa quando mente não consegue olhar de frente.
MENTIRA NÚMERO 1 : Valério Mugnol asseverou com todas as letras que o Delta Bank e Banco Real da Costa do Marfim não pertencem ao Grupo do Banco Real…que houve rescisão do contrato…
MENTIRA NÚMERO 2 – O Contrato no Brasil era suspenso até o retorno, que não eram empresas do Grupo e que lá fora havia gestão própria…

Algumas provas de que o Valério Mugnol mentiu e mentiu sabendo que estava mentindo pois sempre trabalhou na Divisão de Pessoal (RH) e sempre participou de todas as decisões importantes tomadas :
a- O Serviço Jurídico do Banco Real afirma ( fotocópia abaixo) que o Banco Real é o principal acionista das subsidiárias no exterior e que as decisões são sempre tomadas pela Diretoria no Brasil (Divex):

b- O Jornal oficial do Banco (abaixo) publica mensalmente a relação das empresas do Grupo do Banco Real e o número 5 da lista é o Banco Real da Costa do Marfim. Todas as empresas estavam abertas aos funcionários da rede para suas carreiras profissionais.

c-A Diretoria Executiva do Banco atesta (abaixo) que eu trabalhei para o Grupo de 02/05/1975 a 28/08/2003.Com isso afasta definitivamente a tese mentirosa da defesa de que houve suspensão de contrato e confirma que a rescisão não passou de uma simulação, ou seja uma fraude à legislação trabalhista brasileira.

d-O Serviço Jurídico do Banco Real ( fotocópia abaixo) sempre se posicionou de forma correta e alertou , em diversas oportunidades, sobre o risco da suspensão do recolhimento das contribuições ao INSS e FGTS sobretudo quanto à fiscalização do Ministério do Trabalho que poderia autuar e notificar a empresa pela infração cometida.

e- O Serviço jurídico do Banco ( fotocópia abaixo) sabia que existia fraude e chamava a atenção para a simulação de rescisão contratual e já adiantava que o funcionário expatriado poderia mover ação trabalhista pleiteando nulidade por ter sido coagido a solicitar a demissão. Dizia mais :…serão nulos de pleno direito os atos praticados com o objetivo de desvirtuar,impedir ou fraudar a aplicação dos preceitos contidos na CLT.Disse mais o Jurídico: …o empregado foi coagido a pedir demissão para que a empresa não tivesse de lhe pagar indenizações cabíveis-aviso prévio,FGTS e que o juiz poderá ser levado a concluir pela unicidade contratual, concedendo ao funcionário valores tais como o FGTS não depositado,calculado inclusive sobre as parcelas pagas no exterior.


f-Quando a gente era expatriado tinha por obrigação assinar e cumprir tudo que era previsto num Regulamento de Transferência para o exterior . Vejam na fotocópia abaixo que o regulamento era emitido pelo Banco Real que, se comprometia nele a recolher todas as contribuições previdenciárias. Afinal se o Banco Real não tinha nada que ver com as empresas lá fora, porque era ele parte principal e emissor ? Reparem que é mencionado “transferido para a unidade das Empresas Real no exterior”.

g-Mais uma vez o Serviço Jurídico chama a atenção para a fraude dos pedidos de licença pois poderia ser provado na justiça que as transferências eram feitas por interesse exclusivo da empresa . O Juridico sabia que as licenças eram impostas com o único objetivo de fraudar as leis brasileiras ( INSS/FGTS) e prejudicar o funcionário quando do seu retorno ao Brasil.

h-O Diretor do Banco Real nos Estados Unidos era o principal administrador do Delta Bank.Ora dá prá entender que uma pessoa possa administrar dois bancos de grupos diferentes?Imagina aqui no Brasil o Presidente do Bradesco administrando ao mesmo tempo o Banco Itaú ou o Presidente do Banco Real administrando ao mesmo tempo o Unibanco ? Veja abaixo os dois documentos com o timbre do Banco Real em que agradecem os meus serviços prestados ao Delta. É só procurar na internet e nos arquivos das CPI’s CBF/Nike , Banestado , CC5 para comprovar a ligação dos dois Bancos. E se ainda restar alguma dúvida basta interrogar o ideólogo quando de suas passagens no Brasil em direção ao Uruguai.

Eu acho que nenhum funcionário , que tenha exercido qualquer função no exterior como expatriado, teria a coragem de depôr como testemunha do Banco e fazer afirmativas mentirosas.É por isso que em todo processo trabalhista estão usando uma testemunha que tem cargo de Diretor, o que
não deveria ser permitido. Afinal um Diretor, em atividade, se confunde com a empresa.

Aliás um detalhe interessante deste processo é que uma outra testemunha do Banco não sabia o que falar ( Celso Antunes) e limitou-se a dizer que me conhecia pois tinha trabalhado comigo no Bandepe . Eu acho, bem lá no fundo, que ele teve mêdo de me enfrentar ou em última análise não quis compactuar, neste caso específico, com a mentira. Será?

Alguns documentos,por se revelarem extremamente condidenciais e muito importantes para o futuro deste assunto não serão publicados por enquanto neste blog, com o objetivo de desmascarar a tese da defesa e o testemunho mentiroso. No momento o que foi publicado acima é mais do que sificiente para o conhecimento do público atual e futuro deste blog e a justiça trabalhista já reconheceu que o testemunho foi contraditório e a rescisão foi uma simulação (fraude).

POST SUJEITO A ALTERAÇÕES

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