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Archive for outubro \31\UTC 2007

Este cara de pau Deputado federal Ronaldo Cunha Lima renunciou ao mandato porque sabe que lá na Paraiba,no meio de seus amigos e cupinchas , ele será absolvido. Ou alguém tem dúvida disso? Vejam a noticia:

Brasil
Quarta, 31 de outubro de 2007, 14h50
Deputado Ronaldo Cunha Lima renuncia ao mandato
Michelle SousaDireto de João Pessoa

O deputado federal Ronaldo Cunha Lima (PSDB-PB), pai do governador da Paraíba Cássio Cunha Lima, renunciou ao mandato nesta quarta-feira. O deputado é acusado de tentar matar o ex-governador Tarcísio Burity, em novembro de 1993. Com a renúncia, Ronaldo deverá perder o foro privilegiado e ser julgado no Tribunal de Justiça do Estado, e não no Supremo Tribunal Federal (STF).

Na época do crime, Ronaldo Cunha Lima era governador da Paraíba. Burity, que conseguiu escapar do atentado, morreu há cerca de 4 anos.
Com a renúncia, o suplente que deverá assumir a vaga é Walter Correia de Brito Neto (Democratas-PB).
Leia a carta da renúncia:
“Senhor presidente, nesta data e por este instrumento, em caráter irrevogável e irretratável, renuncio ao mandato de deputado federal, representando o povo da Paraíba, a fim de possibilitar que esse povo me julgue, sem prerrogativa de foro como um igual que sempre fui.
Requeiro a leitura em plenário desta renúncia, a respectiva publicação e a comunicação dela a S.Exa, a presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Ellen Gracie”.
Com informações da Agência Câmara.

Ministro do STF chama renúncia de deputado de manobra

RENATA GIRALDIda Folha Online, em Brasília
O ministro Joaquim Barbosa, do STF (Supremo Tribunal Federal), criticou nesta quarta-feira a decisão do ex-deputado Ronaldo Cunha Lima (PSDB-PB) –pai do governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB)– de renunciar para evitar seu julgamento na Suprema Corte. Segundo o ministro, o tucano “manobrou e usou de todas as chicanas processuais” para escapar do julgamento.
“É preciso acabar com foro privilegiado. Esse homem [Ronaldo] manobrou e usou de todas as chicanas processuais por 14 anos para fugir do julgamento. O ato dele [de renunciar] é um escárnio para com a Justiça brasileira em geral e o Supremo em particular”, afirmou Barbosa.
Em seguida, o ministro disse que Ronaldo tem o direito de renunciar, “mas é evidente que há segunda intenção”.
Ele responde a um processo no STF (Supremo Tribunal Federal) por tentativa de homicídio. Com a renúncia, Ronaldo Cunha Lima perde o foro privilegiado e terá de ser julgado pela Justiça comum. O STF havia marcado para a semana que vem o julgamento do processo contra ele.
Em 1993, como governador da Paraíba, ele disparou dois tiros contra o ex-governador Tarcísio de Miranda Buriti. O tucano nega ter premeditado o ato e atribui as acusações a supostas difamações.
Para o ministro do STF, a correção do julgamento depende da coragem dos magistrados. “Espero que haja juízes corajosos e independentes na Paraíba para julgá-lo”, disse.
A renúncia de Ronaldo ganhou a solidariedade de vários senadores. Por mais de uma hora, o ex-deputado recebeu elogios e palavras de apoio no plenário do Senado.
Senadores da oposição e da base aliada que apóia o governo homenagearam o ex-governador, entre eles os senadores Eduardo Suplicy (PT-SP), Arthur Virgílio (PSDB-AM), Ideli Salvatti (PT-SC), Cícero Lucena (PSDB-PB), entre outros.

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Sai hoje as 11 horas de Fortaleza para Recife e neste momento me encontro no Paço Alfandega.Hoje no voo de Fortaleza para Recife tive o prazer de viajar com meu amigo ( será que posso dizer assim?) Ariano Suassuna, um grande paraibano-pernambucano-brasileiro.Ele tinha ido a São Luiz receber um prêmio e dar uma aula espetáculo.

Eu tenho alguns livros dele e em dois ele fêz uma dedicatória especial para mim e numa delas me chama de amigo. Muita honra né?

Conversamos sobre a cultura em Pernambuco e sobre o projeto das esculturas que ele está construindo lá na Paraiba e que eu, enquanto Bandepe, tive o prazer de contribuir.

O Professor Ariano é um grande escritor, gente muito boa… mas como cantor eu acho que sou um pouquinho mais afinado que ele.

Estou numa lan house aqui do shopping. Amanhã vejo como anda meu fígado logo cedo e a noite regresso a Fortaleza.

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O Cutucu é uma bebida alccolica africana feita a base de palma ( aquele coquinho que faz o azeite de dendê). O teor alcoolico é duas vezes superior ao da nossa cachaça tradicional e inclusive é legalmente proibido.Muita gente toma o tal do Cutucu e o Sr. N ‘Guessan era um viciado na bebida.
O grande problema é que N’Guessan era o responsável pelo processamento de dados noturno e portanto, manejava sozinho o computador do Banco quando todo mundo já estava em casa descansando. Ele bebia de uma forma tão escondida que ninguém sabia disso,pelo menos nós brasileiros .
Até que um dia… o Banco resolveu levar para a Africa o famoso teste psicotécnico que era usado no Brasil para a admissão e promoção dos funcionários.

O psicólogo era o Douglas que não falava nem bom dia em francês… e foi o indicado para testar os nossos 60 africanos.

Terminado o teste do N´Guessan o Douglas ficou com o semblante preocupado e nos disse que o dele tinha revelado ser ele um grande consumidor de bebida alcoolica e que o cara não havia conseguido completar nem 10% do teste.Disse mais…que o risco era enorme de permitir que ele continuasse nas funções ligadas a informática do Banco.

Fomos investigar com cuidado a situação e constatamos que por detrás dos computadores NCR o N´Guessan gaurdava várias garrafinhas do famoso Cutucu e bebia muito a noite., enquanto trabalhava.

Mas o N´Guessan, por incrivel que pareça, dava conta do recado e eu o mantive no Banco até quando saí da África. Só tive o cuidado de não mais deixá-lo sozinho e as vezes eu ligava tarde da noite pro Banco para lembrá-lo de que não podia esquecer de fazer o back-up. O Cutucu acabava com meu sono.

Eu gostava do N´Guessan mas realmente ele era doido e nos últimos anos passou a se dedicar à politica partidária e tava sempre participando nos fins de semana dos comicios do PDCI-RDA.

O Cutucu deve estar acabando com o fígado dele…se é que já não acabou. O Cutucu acaba com o fígado dos africanos da costa oeste.

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O Cutucu é uma bebida alccolica africana feita a base de palma ( aquele coquinho que faz o azeite de dendê). O teor alcoolico é duas vezes superior ao da nossa cachaça tradicional e inclusive é legalmente proibido.Muita gente toma o tal do Cutucu e o Sr. N ‘Guessan era um viciado na bebida.
O grande problema é que N’Guessan era o responsável pelo processamento de dados noturno e portanto, manejava sozinho o computador do Banco quando todo mundo já estava em casa descansando. Ele bebia de uma forma tão escondida que ninguém sabia disso,pelo menos nós brasileiros .
Até que um dia… o Banco resolveu levar para a Africa o famoso teste psicotécnico que era usado no Brasil para a admissão e promoção dos funcionários.

O psicólogo era o Douglas que não falava nem bom dia em francês… e foi o indicado para testar os nossos 60 africanos.

Terminado o teste do N´Guessan o Douglas ficou com o semblante preocupado e nos disse que o dele tinha revelado ser ele um grande consumidor de bebida alcoolica e que o cara não havia conseguido completar nem 10% do teste.Disse mais…que o risco era enorme de permitir que ele continuasse nas funções ligadas a informática do Banco.

Fomos investigar com cuidado a situação e constatamos que por detrás dos computadores NCR o N´Guessan gaurdava várias garrafinhas do famoso Cutucu e bebia muito a noite., enquanto trabalhava.

Mas o N´Guessan, por incrivel que pareça, dava conta do recado e eu o mantive no Banco até quando saí da África. Só tive o cuidado de não mais deixá-lo sozinho e as vezes eu ligava tarde da noite pro Banco para lembrá-lo de que não podia esquecer de fazer o back-up. O Cutucu acabava com meu sono.

Eu gostava do N´Guessan mas realmente ele era doido e nos últimos anos passou a se dedicar à politica partidária e tava sempre participando nos fins de semana dos comicios do PDCI-RDA.

O Cutucu deve estar acabando com o fígado dele…se é que já não acabou. O Cutucu acaba com o fígado dos africanos da costa oeste.

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As africanas estão sempre muito elegantes no trabalho.

No Real havia um inspetor muito sério e que adorava inspecionar o Banco lá na África. Ele era o típico bancário antigo, tradicional – prá ele era Deus no céu e o AF na terra, como aliás pensava a maioria dos funcionários mais antigos.
Fumava muito e depois do expediente ia pro seu Hotel e de lá não saia nunca. Era caxias mesmo e a maioria dos espatriados tinham um profundo respeito por ele- alguns tinham medo mesmo, pois os seus relatórios tinham um peso importante e poderiam determinar o futuro de cada um.
Eu estava recém chegado em Abidjan e o meu francês era sofrivel e prá piorar a situação recebo a visita deste inspetor e sua equipe.
Após uma semana de trabalho a nossa funcionária Honorine, muito bonita e extrovertida, passa por ele e diz em Português mal falado: … eu me apresento… sou a mademoiselle Honorine, linda,gostosona,namoradeira e adoro brasileiro…
Este Inspetor deu um sorriso amarelo e logo convocou a mim e meu chefe para dar explicações querendo saber quem havia ensinado isso para a funcionária, que isso era um absurdo, que ia fazer um relatório especial,etc.etc. O negócio ficou sério.
A gente sabia quem tinha ensinado e o pior é que o ” professor de português ” exercia um cargo importantissimo na Diretoria do Rio de Janeiro.

Decorridos uns dois ou treis dias o nosso Inspetor começou a admitir a brincadeira e ele mesmo sorrindo perguntou a Jacqueline quem tinha ensinado ela a falar aquelas palavras e ai ela entregou : Foi o Monsieur Mário Brant.

Eu sabia que só podia ser o Mário ! disse ele.

Nos dias seguintes ele já até brincava com a Honorine para ela repetir a famosa frase decorada.

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Lavagem à brasileira

Preso no Ceará, colombiano conta que opera com dinheiro do cartel de Cáli no País há seis anos
Francisco Alves Filho – Fortaleza
Na atual temporada de caça aos narcotraficantes, inspirada pela CPI, um peixe grande foi apanhado no Ceará. O colombiano Joaquim Hernando Castilla Jimenez, 35 anos, preso desde 6 de outubro, admitiu que há seis anos lava dinheiro no Brasil para traficantes de Cáli. Jimenez dá detalhes de sua atuação, nomeia os bancos com os quais trabalhou e diz que o Banco Central poderia, se quisesse, identificar essas operações.
ISTOÉ – Você faz parte do cartel de Cáli?
Joaquim Hernando Castilla Jimenez – Esse conceito de cartel de Cáli não existe mais. Isso houve numa época de muita violência. O fato de eu ser de Cáli não quer dizer que seja do cartel. Agora, a maneira como eles ganhavam o dinheiro… isso não era da minha incumbência. Minha tarefa era fazer aplicações.
ISTOÉ – Mas você sabia que o dinheiro vinha do narcotráfico.
Jimenez – Nós nunca perguntamos de onde vem o dinheiro. Eu procurava aplicá-lo da melhor forma possível.
ISTOÉ – De que maneira fazia isso?
Jimenez – Inicialmente usamos a cidade de Letícia (Colômbia) como ponte. Vinha em espécie, passava na fronteira como se fosse carregamento de peixes e depois ia de balsa até Manaus, onde distribuíamos para aplicá-lo no Brasil. Até que encontramos métodos melhores.
ISTOÉ – Que meios foram esses?
Jimenez – Métodos legais, por intermédio de bancos. O dinheiro é remetido de uma conta nos EUA, limpa e legal. Utilizamos também Ilhas Cayman, Bahamas. Através de operadores de nossa confiança dentro desses bancos, diminuímos o rastreamento do dinheiro pelo Federal Bank dos EUA.
Usando essas pessoas, autorizávamos a emissão de ordem de pagamento para bancos dentro do Brasil. Quando o dinheiro chegava aqui, antes de concluir o fechamento do câmbio, estornávamos o dinheiro. A operação aparecia registrada legalmente. Se o banco me perguntasse sobre a justificativa do dinheiro, dizia que tinha uma ordem de pagamento. E acabou. Tínhamos operadores no Banco Real, HSBC-Bamerindus, Unibanco, Bradesco e Bozano, Simonsen. Do Exterior, só quero citar o Delta Bank.
ISTOÉ – A partir daí, você fazia o quê?
Jimenez – Eu fazia a operação. Depois, advogados se encarregavam de adquirir imóveis. A operação era feita para mim, por mim e meus operadores, que tinha dentro dos bancos.
ISTOÉ – O Banco Central tem como checar as suas informações?
Jimenez – Se quisesse realmente faria isso. Basta verificar as ordens de pagamento.
ISTOÉ – É verdade que você movimentou US$ 720 milhões?
Jimenez – Não posso te dar uma cifra real. Entenda: de 1985 a 1997, nada menos que 85% da cocaína que entrava nos EUA e na Europa vinha dos cartéis colombianos. Posso dizer que na última operação movimentei US$ 5 milhões.
ISTOÉ – Políticos ou empresários lhe dão proteção?
Jimenez – Não. Minha proteção se chama dinheiro.
ISTOÉ – O trabalho da CPI pode diminuir o problema do narcotráfico?
Jimenez – Acho que a CPI faz um trabalho para aparecer. O melhor seria um trabalho investigativo. Mas vi nomes na imprensa com quem não tenho nada a ver. Isso é perigoso. Os traficantes de Cáli não são como a quadrilhinha de Hildebrando Pascoal. O negócio é diferente. Corre-se o risco de envolver pessoas que não têm nada a ver e podem amanhecer mortas por aí…
ISTOÉ – Tem medo de morrer depois dessas declarações?
Jimenez – Eu circulei livremente por dez anos, tenho dez nomes falsos. Eu sei como me cuidar. Eu irei embora e virão outros Joaquins Castillas. Mas vai ser difícil que esse tipo de dinheiro pare de entrar no Brasil.
ISTOÉ – Por que você e seu grupo escolheram trabalhar no Brasil?
Jimenez – O Brasil é um país muito grande, privilegiado, é o país do futuro… (sorri). Decidimos operar por aqui. Mas, desafortunadamente, fomos presos.
ESTA REPORTAGEM FOI FEITA PELA REVISTA ISTO É EM 24/09/1999.

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